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DIÁRIO DO AMAPÁ

e

DOMINGO E SEGUNDA-FEREIRA 1

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DE FEVEREIRO DE

2019

PolíticaNacional

1

Editora Chefe: Ziulana Melo

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Fone: 99165-4286

8

E-mail: diario-ap@uol.com.br

INTERINO

8

Juan Guaidó, acompanha um dos caminhões que partem da Colômbia em direção àVene'luela levando ajudahumanitária.

Guaidó, Brasil e Colômbia pedem

que Venezuela aceite ajuda externa

O

autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan

Guaidó, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e o

presidente da Colômbia, Iván Duque, defenderam na

manhã deste sábado

(23)

que a Venezuela aceite ajuda exter–

na. Depois de pronunciamento conjunto na cidade de Cúcu–

ta, na Colômbia, Guaidó partiu em direção ao país acompa–

nhando comboio com mantimentos para tentar furar o blo–

queio de Maduro.

Os dez caminhões na fronteira com a Colômbia se pre–

param para deixar a cidade em direção

à

Venezuela.

A oposição marcou para este sábado o dia 'D' para rece–

bimento de doações de outros países, mas esse apoio é rejei–

tado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Há pro–

testos acontecendo nas fronteiras entre o Brasil e a Vene–

zuela e entre a Colômbia e a Venezuela - onde há pelo menos

um ferido. O governo venezuelano fechou as fronteiras com

os países nesta quinta

(21)

e sexta

(22).

"Estamos recolhendo toneladas de ajuda humanitária, em

uma ação que busca salvar vidas.

É

um chamado pacífico, mas

firme, para garantir o avanço da ajuda humanitária até a Vene–

zuela", declarou Guaidó no pronunciamento em conjunto

com o presidente da Colômbia, feito nesta manhã na cidade

de Cúcuta, fronteira da Colômbia com o país vizinho.

"Essa negativa já representou uma violação sistemática das

condições mínimas de vida do povo venezuelano. Hoje está

sendo realizado um exercício multilateral de caráter pacífi–

co e humanitário", afirmou Duque.

Guaidó e Duque fizeram, ainda, um apelo aos militares

venezuelanos para que ficassem "do lado certo da história".

Mais cedo, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, tam–

bém pediu às forças armadas do país que abram as fronteiras

com o Brasil para permitir o ingresso de caminhões com ali–

mentos e medicamentos doados pelos governos brasileiro e

norte-americano para cidadãos venezuelanos.

"Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar ache–

gada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos

fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda

humanitária", disse o chanceler.

Em protestos, venezuelanos

exigem abertura das fronteiras

com Brasil eColômbia

No dia "D" da oposição ao regime Nicolás Madu–

ro para recebimento de doações de alimentos e medi–

camentos do exterior, centenas de venezuelanos pro–

testaram neste sábado (23) nas regiões de fronteira com

Brasil e Colômbia. Os manifestantes reivindicam que

o governo de Caracas autorize o ingresso de caminhões

com ajuda humanitária para atender cidadãos vene–

zuelanos afetados pela crise econômica e política do

país sul-americano.

Os protestos ocorrem após o fechamento das fron–

teiras da Venezuela com Brasil e Colômbia por ordem

do presidente Nicolás Maduro.

Na área de fronteira com a Colômbia, houve con–

flito entre manifestantes e integrantes das forças de

segurança venezuelanas. Em meio ao protesto, vene–

zuelanos atiraram pedras contra os policiais, que revi–

daram com gás lacrimogêneo. Ônibus e roupas foram

queimados nos protestos.

Treze pessoas ficaram feridas. De acordo com a

agência Reuters, três soldados venezuelanos desertaram

dos postos na fronteira.

Autoproclamado presidente interino da Venezue–

la, o líder oposicionista Juan Guaidó partiu do muni–

cípio colombiano de Cúcuta, no final da manhã deste

sábado, em um comboio com mantimentos e remédios

em direção a Ureí\a, município venezuelano que fica

na fronteira com a Colômbia. Guaidó pretente furar o

bloqueio das forças de segurança do regime Maduro.

m um pronunciamento em Cúcuta, o líder da opo–

sição, que se declarou presidente há um mês, exigiu

que ogoverno venezuelano autorize o ingresso no país

das doações estrangeiras.

Em Roraima, o chanceler brasileiro Ernesto Araú–

jo fez um apelo neste sábado para que as forças de

segurança da Venezuela abram as fronteiras com oBra–

sil para permitir o ingresso de caminhões com alimen–

tos e medicamentos doados pelos governos brasileiro

e norte-americano para cidadãos venezuelanos.

Caminhões com ajuda humanitária do Brasil chegamaPacaraima na fronteira da Venezuela

Os dois caminhões com

ajuda humanitária brasilei–

ra chegaram a Pacaraima. A

fronteira com a Venezuela

segue fechada após ordem

de Nicolás Maduro.

regras estabelecidas pelo

governo brasileiro, a ajuda

deve ser transportada por

caminhões venezuelanos

conduzidos por motoristas

venezuelanos.

na linha de fronteira, do lado

venezuelano, e a apenas

alguns metros do território

brasileiro. Os veículos não

ultrapassaram a barreira de

militares venezuelanos que

impedem o fluxo entre os

dois países desde sexta-feira.

A oposição marcou para

este sábado o dia 'D' para

recebimento de doações de

outros países, mas esse

apoio é rejeitado pelo presi–

dente venezuelano.

Os caminhões deixaram

a capital de Roraima às 6h50

escoltados pela Polícia

Rodoviária Federal e, pelas

O primeiro deles chegou

às llh10 e já se posicionou

na área que divide o Brasil

da Venezuela. O segundo

caminhão atrasou depois

que teve o pneu furado no

trajeto entre Boa Vista e

Pacaraima, chegando às

12h30.

O conteúdo do primeiro

carregamento, que tem entre

6 e 7 toneladas, deve durar

aproximadamente 1 mês e

suprir as necessidades de até

6 mil pessoas. No total, o

governo brasileiro transpor–

tará 200 toneladas de supri–

mentos.

Os dois caminhões estão

Ministro faz apelo para Venezuela abrir bonteira para permitir ingresso de ajuda humanitária

O ministro das Relações Exterio–

res, Ernesto Araújo, fez um apelo nes–

te sábado (23) para que as forças de

segurança da Venezuela abram as

fronteiras com o Brasil para permitir

o ingresso de caminhões com alimen–

tos e medicamentos doados pelos

governos brasileiro e norte-america–

no para cidadãos venezuelanos.

A oposição venezuelana, coman–

dada pelo autoproclamado presidente

interino Juan Guaidó, marcou para este

sábado o dia 'D' para recebimento de

doações de outros países. Guaidó lide–

rou um pronunciamento com opresi–

dente da Colômbia em favor das aju–

das humanitárias.

O ministro das Relações Exterio-

res deu a declaração em uma entre–

vista coletiva concedida na manhã des–

te sábado em Pacaraima, município

de Roraima que fica na fronteira com

o vizinho sul-americano. Ele estava

acompanhado por representantes do

governo opositor da Venezuela e

diplomatas dos Estados Unidos.

Afronteira entre os dois países foi

fechada na noite da última quinta (21)

por ordem do presidente da Venezue–

la, Nicolás Maduro. Ochefe de Esta–

do venezuelano determinou o fecha–

mento da fronteira para impedir a

entrada de ajuda humanitária por par–

te de países que ele considera adver–

sários do regime chavista. Maduro vê

a oferta dessa ajuda como uma inter-

ferência externa na política da Vene–

zuela.

Na entrevista deste sábado, Araú–

jo repetiu que o transporte das doa–

ções para os venezuelanos ficará sob

responsabilidade exclusiva de repre–

sentantes da oposição venezuelana. O

chanceler enfatizou que não há previ–

são de que a ajuda humanitária seja

disponibilizada no território brasilei–

ro para que os cidadãos venezuelanos

cruzem a fronteira para buscar.

Segundo ele, o governo brasileiro

tem a expectativa de que as forças de

segurança da Venezuela que contro–

lam as áreas de fronteira com oBrasil

permitamaentrada dos caminhões que

transportam a ajuda humanitária.

''

Nosso compromisso éestar aqui para acompanhar

a

chegada

de ajuda e

fazer, mais

uma

vez, esse apelo

que estamos

fazendo

pela

abertura da fronteira e

pelo ingresso

da ajuda

humanitária.

''

Ernesto Araújo

Os caminhões deixaram acapital de Roraima às

6h50

escoltados pela Policia Rodoviária Federal (PRF).