Diário do Amapá - 25/05/2022
D iariamente, encon- tramos pessoas que não conseguem perce- berque se sentem injustiçadas, maltratadas, desprezadas, preteridas, humilhadas e assim pordiante. Como por exemplo, aquelamulher que sofremaus tratados do marido e constan- temente busca uma desculpa para seus atos violentos, dizendo que é por conta da be- bida, que no fundo ele é uma boa pessoa, e assimpor diante. Percebe-se, que enquanto nele há o exagero do ódio predomi- nando, nela há a falta. O ódio é um afeto fundamental para os processos de separação. Sem ele, o sofrimento pode ser in- ϐinito, e consequentemente nenhuma transformação será ensejada. Qualquer sentimento é im- portante, mesmo aquele que popularmenteé tidocomoneg- ativo, comooódioe omedo. Do ponto de vista clínico, nenhum afeto deve ser consideradoalgo ruim, mal. O importante é saber dosar, uma pitada, não quer dizer uma tonelada. Por isso, quão importante é saber identiϐicar o que senti- mos, e assim entrar em con- tato com esses sentimentos, para que possam nos auxiliar em nossas vivências. Muitas vezes, na clínica, perguntamos ao paciente o que ele sentiu no momento da experiência, e ele diz que não sabe o que sentiu. E quando essa falta de identi- ϐicação persiste, devemos atentar para a Alexitimia, que é a incapacidade ou inabili- dade de identiϐicar e descrever as emoções.
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