Diário do Amapá - 11/11/2025

CIDADES TERÇA-FEIRA | 11 DE NOVEMBRO DE 2025 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa E stado mais preservado do Bra- sil e o único, além do Pará, a expor na COP30, o Amapá se destaca no maior evento global sobre clima. Nesta segunda-feira, 10, o es- tande amapaense recebeu grande público, entre investidores, pesqui- sadores, empreendedores e estudan- tes, para acompanhar painéis temáticos que abordaram pesquisa acadêmica, negócios inovadores e os desafios e oportunidades da susten- tabilidade. As apresentações foram conduzi- das por instituições de ensino e pes- quisa, como a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Instituto Fede- ral do Amapá (Ifap) e a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), além de startups inovadoras, como Orça- mais, Vitrum, Amazon Pororoca e Néctar Amazônia, que compartilha- ram boas práticas e soluções susten- táveis desenvolvidas no estado. “Esse estande funciona como uma grande vitrine, mostrando nossas po- tencialidades e os projetos positivos já implementados no estado. Ama- nhã, na abertura oficial, apresenta- remos também nosso plano de socioeconomia, que pretende poten- cializar essas iniciativas com a atra- ção de novos investimentos”, afirmou Wellington Bringel, procurador de Estado do Meio Ambiente. Os agricultores florestais Luciney Marçal, de 44 anos, e Riviane Amo- rim, de 35 anos, do município de Santa Bárbara, na Grande Belém, vieram ao Parque da Cidade, na Zona Verde, participar da COP di- reto ao estande do Amapá. Luciney explicou que eles trabalham com agricultura florestal e destacaram que acharam interessante a relação dos temas abordados nos painéis com sua atividade: “Trabalhamos com agricultura florestal. Curiosamente, os temas abordados foram relacionados a isso: a produção dos produtos da floresta, como castanha e açaí, a relação que o impacto climático está causando na queda da produção, e as estraté- gias que as universidades e o governo vêm desenvolvendo junto às famílias para que isso possa ser superado e mitigado. Muito interessante”, afir- mou Marçal. O professor de engenharia quí- mica da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Antônio Pessoa da Silva, que participou como pales- trante em dois painéis, explicou que a diversidade de temas abordados convergem em um só objetivo: a aplicação real de ferramentas inova- doras para promover qualidade de vida às pessoas. ■ EXPECTATIVA C om o propósito de reduzir o acervo processual que envolve a companhia Equatorial Energia Amapá (CEA Equatorial), promover a pacificação social e fortalecer a cultura do diálogo no âmbito do Poder Judiciá- rio amapaense, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da 4ª Vara Cível da Comarca de Macapá, sob a titula- ridade da juíza Alaíde de Paula, iniciou nesta segunda-feira (10), no FórumDesembargador Leal de Mira, no centro da capital, o Mutirão “Energia da Conciliação, Justiça que aproxima, conflitos que se resolvem”. A ação possibilita a renegociação de dívidas da popula- ção com a Equatorial Energia Amapá, especialmente em casos de suspensão indevida de fornecimento, cobranças excessivas, revisão de débitos e indenizações por danos mo- rais oumateriais decorrentes de falhas na prestação do ser- viço. Omutirão ocorrerá nesta e na próxima semana (de 10 a 21 de novembro de 2025, das 8h às 14h30), commédia de 40 conciliações em cada uma delas. A iniciativa conta com o apoio do Programa Concilia- ção Itinerante do Núcleo Permanente deMétodos Consen- suais de Solução de Conflitos (Nupemec/TJAP), da concessionária, da Defensoria Pública do Estado (DPE-AP) e de instituições de ensino superior, que atuarão como ob- servadores e colaboradores acadêmicos. As audiências e homologações dos acordos serão realizadas de forma re- mota, com apoio de servidoras, servidores, estagiárias, es- tagiários e conciliadores credenciados. ■ DE 10 A 21 DE NOVEMBRO A exploração de petróleo na Margem Equatorial pode representar um novo capítulo para o Amapá. Estudos da Petrobras indicam que a Bacia da Foz do Amazonas pode conter mais de 5,6 bilhões de barris de petróleo, o que coloca o estado no centro de uma das discussões mais intensas do setor energético brasileiro. Em 1976, foi registrada uma descoberta subcomercial de gás natural na região, resultado de pesquisas iniciadas ainda em 1963. Durante os anos 1970, a Petrobras firmou contratos de risco que levaram a novas descobertas de gás natural subcomercial em 1976 e em 1982. A possibilidade de exploração em larga escala voltou a ganhar força em 2013. Mais recentemente, em 2024, a Petrobras anunciou a descoberta de um novo reservató- rio na Bacia Potiguar, também localizada na Margem Equatorial, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, o debate sobre o tema se intensifi- cou. A perfuração de poços de pesquisa pela estatal, es- pecialmente no bloco FZA-M-59, tem gerado controvérsias. Emmaio de 2023, o Ibama negou a licença ambiental solicitada pela empresa, alegando “inconsistên- cias preocupantes” no processo. ■ 4ª Vara Cível de Macapá inicia Mutirão de Conciliação entre consumidores e CEA Equatorial Nova era pode estar surgindo para o Amapá, a do petróleo ESTANDE DO AMAPÁ NA COP30 ATRAI GRANDE PÚBLICO COM PAINÉIS TEMÁTICOS SOBRE MEIO AMBIENTE E INOVAÇÃO EM BELÉM A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) foi creden- ciada pela Superintendência da Zona Franca de Ma- naus (Suframa) para a execução de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O credencia- mento foi aprovado pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda), durante a 80ª Reu- nião Ordinária, realizada na sede da Suframa, em Manaus– AM. A aprovação ocorreu mediante o credenciamento da Ueap como nova entidade apta a receber recursos para atividades de PD&I. A universidade apresentou um robusto plano de tra- balho, que prevê o desenvolvimento de 28 projetos em 26 laboratórios. “A partir de agora, a Universidade passa a integrar oficialmente a rede de Instituições de Ciência e Tecnologia aptas a captar e executar recursos da Lei de Informática da Amazônia, o que abre novas possibilidades para pro- jetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e parcerias com o setor produtivo”, afirmou Monize Silva , docente da Ueap e pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação. Cursos contemplados A pró-reitora lembra ainda que os recursos deste credenciamento serão destinados aos seguintes colegiados: Engenharia Química, Engenharia de Pesca, Engenharia Florestal, Engenharia de Produção, Licenciatura em Quí- mica, Licenciatura em Filosofia e Licenciatura em Letras. Segundo a docente, os demais cursos da universidade poderão ser contemplados em uma segunda fase de credenciamentos junto à Suframa. ■ APTA A RECEBER RECURSOS Suframa credencia Ueap como instituição apta a receber recursos para PD&I

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