Diário do Amapá - 11/11/2025

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 11 DE NOVEMBRO DE 2025 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS DEBATE - Deputados discutirão concessões florestais em audiência pública, dia 12/12, na Alap, para colocar a limpo esse tipo de facilidade pública e os recursos dela oriundos da Flota, a Floresta Estadual do Amapá. ■ ÁREA - Pra quem não sabe, é bom dizer que a Flota tem cerca de 2,3 milhões de hectares; abrange dez municípios amapaenses. É a maior unidade de conservação do estado. ■ SEGURANÇA - Dos 425 mil que rodam no Brasil, por aí, apenas 2 estados do Norte - AM (21) e PA (2) - têm carros blindados. Sã Paulo lidera: 18.898 mil. Amapá fora do mapa, ainda. ■ Cátedra “Nós estamos como grande vitrine de sustentabilidade, e temos como provar isso, já que temos o estado mais preservado do Brasil”, afirmação do governador do Amapá, Clécio Luís, sobre participação na COP30. Foco Prefeito Bruno Mineiro decretou estado de emergência em Tartarugalzinho, por causa de estiagem que assola o município. MIDR deferiu, bem como Defesa Civil Nacional - os dois órgãos agora socorrem aquele espaço amapaense. Senador Davi falou com autoridade, na COP30, nesta segunda, 10, dizendo que Brasil é exemplo de preservação da natureza, e que o maior exemplo é seu estado, o Amapá. Proposta pelo deputado Roberto Góes, sessão na Alap homenageou técnicos do TEDplan/Unifap, responsáveis pelas minutas dos planos municipais de saneamento básico de 11 municípios do Amapá. Moções Com o secretário Zico Aziel como cicerone, comitiva de Tartarugalzinho - prefeito Bruno, deputada Liliane Abreu e vereadores - visita bancada federal e representação do GEA, em Brasília. Cortesia Vereador licenciado, mas positivo e operante politicamente, Josélyo Mais Saúde (União/PP) já tem chamado convivas para conversar sobre abrir uma terceira via na disputa pelo GEA, em outubro - ele na ponta de lança. “Porque a polarização política [Furlan vs. Clécio], como já se desenha, pode até ser construtiva, por confrontar ideias, mas também destrutiva quando, ao cabo, a legitimidade da disputa é sempre negada”, avalia. Opção Commaior delegação do evento - 400 pessoas -, Amapá apresenta, na COP30, projetos voltados à bioeconomia, transição energética inclusiva, ciência e tecnologia, governança das águas e justiça climática com foco no desenvolvimento sustentável. Propostas Seca Vereadora de 1º mandato emPorto Grande, e bemno quesito notoriedade, pelo trabalho município adentro, nome de Carol Monteiro já frequenta tabuleiro emedebista para uma possível candidatura a estadual, emoutubro, garante círculo mais próximo da parlamentar. Aposta “Eles já começavamatrás, já largavamperdendo, comhoras de barco e desafios”, uma das explicações de Randolfe para justificar necessidade do Enem, no Arquipélago do Bailique. Este ano, com esforço do senador e GEA, mais de 170 alunos do distrito puderam fazer prova na sua região, pela primeira vez. Bailique “A solução para os desafios climáticos estão nas nossas florestas”, reforça empreendedora amapaense Vanda Maciel Pororoca, na COP30. Vanda é da etnia Galibi Marworno e celebra a oportunidade de apresentar soluções de inovação na “COP da Amazônia” ao lado do Governo do Amapá. Alternativas S enhoras e senhores, segurem o chapéu — e o sobrenome! O Brasil acaba de receber um retrato atualizado de si mesmo, e ele não traz surpresas: se você se chama Maria ou José, está em boa companhia — milhões, dezenas de milhões de brasileiros dividem o mesmo crachá da identidade nacional. E se o seu sobrenome é Silva ou Santos, também não precisa se achar original. Você está longe disso. Somos um país de muitos sotaques, climas, ritmos e cores…mas, no cartório, parece que todo mundo resolveu tocar o mesmo samba. Agora, o que esse “ranking do nome popular” revela além de uma piada pronta para festa junina? Mostra que, apesar das diferenças regionais, das lutas sociais e da tão sonhada inovação, boa parte dos brasileiros ainda sofre de uma falta crônica de criatividade no registro civil — ou, quem sabe, de uma fidelidade cega à tradição. “Maria” reúne 12 milhões de pessoas. “Silva” ultrapassa 30 milhões. É como se estivéssemos todos no mesmo trem, usando o mesmo uniforme e repetindo o mesmo bordão: “Olá, eu sou Maria Silva” — no happy hour da vida. E o pior: isso não é só folclore. É dado oficial. Vamos lá, Brasil. Queremos ser um país que mira as estrelas, que aposta em futuro, emmudança — mas cá estamos, repetindo o mesmo nome e o mesmo sobrenome, geração após geração. Parece uma gincana nacional de identificação: vence quem mais conseguir se chamar igual. Diz que somos um país preso a padrões — his- tóricos, culturais e até burocráticos — que custam a se mover. Que a inovação, mesmo quando pro- metida, ainda não chegou ao cartório. Que o so- brenome Silva, presente em cerca de um sexto da população, é mais do que uma coincidência: é uma herança. Uma lembrança viva de séculos de escra- vidão, migração e padronização forçada. E engana-se quempensa que isso é só curiosidade. Um nome conta histórias — revela origens, vínculos e até desigualdades. “Silva” e “Santos” não são apenas sobrenomes populares; são espelhos sociais. Refletem o país real: aquele que ainda carrega as marcas do passado, da repetição e da resistência à mudança. Então, da próxima vez que você ouvir alguém dizer “Fulano Silva”, lembre-se: pode até ser só um nome no papel, mas é também um retrato do Brasil. Um país que se repete nos registros, nas promessas e, às vezes, nas decepções. Batizar de Maria, José, Silva ou Santos nunca foi apenas tradição — é sintoma. E, se a tradição nos diz quem fomos, talvez esteja na hora de escolher nomes que digam quem queremos ser. Obrigado, Brasil — e que venham os Gaels, as Valentinas, os Ravis, as Amoras. Que tragam com eles um pouco do novo, um pouco do inédito. E que não se sintam sozinhos nesse grande trem chamado Brasil, onde os vagões se chamam Maria e os trilhos ainda se chamam Silva. ■ Brasil das Marias, Josés… e Silvas E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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