Diário do Amapá - 11/11/2025

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 TERÇA-FEIRA | 11 DE NOVEMBRO DE 2025 O chamado cashback de impostos – novidade criada pela reforma tributária que estabelece a devo- lução de tributos pagos pela pessoas mais pobres ─ deve ter impactos distintos na renda dessa parte da população, depen- dendo da região do país em que o contri- buinte resida. O benef ício pode elevar a renda das famílias mais pobres em 10% em média, sendo que as regiões Centro-Oeste (12%), Sudeste (11%) e Sul (10,1%) terão expansões maiores que as doNorte (8,32%) eNordeste (7,76%). No entanto, a medida não deixa de ser um instrumento de combate à desi- gualdade de renda. Os cálculos e a avaliação estão em um estudo dos pesquisadores Rafael Barros Barbosa, Glauber Nojosa e Francisco Mário Martins, publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A explicação para a diferença entre as regiões está no nível de consumo das fa- mílias. Como o Norte e Nordeste têm rendas e consumos menores, eles sãome- nos beneficiados que as famílias das demais regiões. Quem tem direito? A reforma tributária, sancionada em janeiro de 2025, criou o cashback como forma de tornar o sistema de cobrança de impostos mais progressivo, ou seja, fazer os pobres pagarem, proporcionalmente, menos impostos que os mais ricos. Por exemplo, o imposto cobrado na conta de água é o mesmo para todos os consumidores, mas pesa bemmais no or- çamento de uma família mais pobre. Com o cashback, esse valor pago é devolvido aos mais pobres, fazendo comque tenham um alívio tributário não estendido às de- mais famílias. Por isso, um dos critérios para ser elegível ao cashback é estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que ad- mite renda mensal por pessoa na família de atémeio saláriomínimo. Hoje, omínimo é de R$ 1.518, e o CadÚnico tem quase 95 milhões de inscritos. De quanto é o cashback? O cashback é de 100% do valor pago em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e de 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), presentes na compra de bens e serviços considerados essenciais, como nas contas de água e esgoto, energia, telefonia, internet e gás de cozinha. Para os demais produtos consumidos por essas famílias, o ressarcimento é de 20% do CBS e do IBS. Essas duas siglas são a nova nomenclatura de tributos que foram unificados (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS) pela reforma. A previsão é o cashback de CBS co- meçar em 2027; e a do IBS em 2029. Nível de consumo Em entrevista à Agência Brasil, o pes- quisador Rafael Barros Barbosa, professor de economia aplicada na Universidade Federal do Ceará (UFC), detalha que fa- mílias do Norte e Nordeste têm menor renda e, consequentemente, menor nível de consumo ─ dessa forma, a devolução de imposto também acaba sendo menor que nas demais regiões. “Opobre noNordeste consomemenos que um pobre no Sudeste e um pobre no Sul, isso é um fato, não temmuito como a gente contrariar quando a gente olha os dados”, afirma. Para medir o comportamento de con- sumo das famílias, os pesquisadores utili- zaram dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ■ CASHBACK DE IMPOSTOS BENEFICIARÁ MAIS OS POBRES DE REGIÕES MAIS RICAS ALÍVIO TRIBUTÁRIO V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil Após um dia de oscilações, a bolsa de valores voltou a bater recorde e atingiu a marca inédita de 154 mil pontos. O dólar recuou pela terceira vez seguida e fechou no menor valor em ummês. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (7) aos 154.063 pontos, com alta de 0,47%. O indicador chegou a cair 0,6% às 11h32, mas reagiu durante à tarde, amparado pelas ações da Petrobras, as mais negociadas. Essa foi a 13ª alta seguida do Ibovespa e o 10º recorde consecutivo da bolsa brasileira. O Ibovespa acumula ganhos de 3,02% na semana e 28,08% em 2025. A sequência atual de altas só está atrás das 15 valorizações seguidas registradas emmaio e junho de 1994, pouco antes do Plano Real. Em relação à Petrobras, os investidores reagiram bem à divulgação do lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e ao anúncio da distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos. As ações ordinárias da estatal, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram 4,83% nesta sexta- feira. Os papéis preferenciais (compreferência na distribuição de dividendos) subiram 3,77%. Câmbio O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%). A cotação chegou a subir para R$ 5,36 por volta das 10h, mas caiu nas horas seguintes, até fechar próxima da mínima da sessão. No menor valor desde 6 de outubro, a moeda estadu- nidense caiu 0,83% na semana. A divisa acumula queda de 0,82% em novembro e de 13,66% em 2025. Sem grandes notícias externas, o câmbio acompanhou o movimento internacional, com o dólar caindo perante as principais moedas. * Com informações da Reuters ■ CÂMBIO Bolsa volta a bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos ●

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