Diário do Amapá - 12/12/2025

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 12 DE DEZEMBRO DE 2025 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA S e tem uma coisa que o brasileiro aprendeu a cultivar ao longo das últimas décadas é a paciência. E o varejo nacional parece seguir pelo mesmo caminho. Fevereiro trouxe números que reforçam um movimento já esperado: desaceleração. O Índice do Varejo Stone (IVS) apontou uma retração de 0,9% no mês, puxado por uma queda de 1,6% no varejo f ísico. A exceção, como vem acontecendo nos últimos anos, é o comércio online, que registrou uma leve alta de 0,4%. Pequena, mas suficiente para mostrar que o consumidor quer facilidade e preço, e o digital ainda é o caminho mais curto para isso. O cenário não surpreende. O mercado de trabalho, embora ainda aquecido, começou a mostrar sinais de fraqueza. A taxa de desemprego subiu para 6,5% em janeiro, segundo a PNAD, e a criação de empregos formais perdeu fôlego. O que isso significa? Menos dinheiro circulando e mais gente pisando no freio na hora de gastar. Soma-se a isso a inflação dos alimentos, que insiste em pesar na conta do su- permercado, e o resultado é um consumidor que prioriza o essencial e adia o supérfluo. Os números não mentem Se a fotografia geral do varejo não é das mais animadoras, alguns setores ainda tentam remar contra a maré. Móveis e eletrodomésticos, por exemplo, tiveram uma leve alta de 0,2% em feve- reiro. Mas, sejamos francos: isso não significa re- cuperação. O setor continua no mesmo nível do final do ano passado, mostrando que o brasileiro ainda está cauteloso na hora de investir em itens duráveis. Já na análise por estado, Pernambuco liderou o crescimento, com alta de 1,8%, seguido por Roraima (1,6%) e Amazonas (1,1%). Do outro lado da moeda, Mato Grosso do Sul despencou 8,4%, sendo o maior tombo registrado no mês. Uma oscilação que reflete não apenas as dificul- dades econômicas locais, mas também o des- compasso entre as regiões do país. O que fazer? Reinventar-se Se há uma lição para o empreendedor diante desse cenário, é que a zona de conforto não é mais uma opção. O consumidor mudou, e o varejo precisa acompanhar. Estratégias personalizadas, campanhas assertivas e um atendimento omnichannel são mais do que recomendações – são condições para a sobrevivência no jogo do mercado. A boa notícia? O digital se consolida cada vez mais como um terreno fértil. Quem souber investir na experiência do cliente, integrar bem os canais de venda e oferecer condições atrativas pode ter um diferencial competitivo importante. Não basta apenas estar presente no e-commerce. É preciso oferecer praticidade, preços justos e uma experiência de compra fluida. O varejo brasileiro segue testando a paciência de quem compra e de quem vende. E, no fim das contas, vence quem souber jogar melhor com o tempo e as oportunidades. ■ O varejo brasileiro e o jogo da paciência Adolescentes negras, indígenas e de regiões rurais são as que mais enfrentam a gravidez precoce. E não é coincidência. É falta de acesso a serviços de saúde, educação e oportunidades. Jogue aí na mistura o casamento infantil, a violência sexual e a falta de informação sobre saúde reprodutiva, e você tem a receita perfeita para manter as desigualdades como estão. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIO J.L. SIMÃO V emos manifestações de pessoas que não respeitam a máxima da cidadania, cada cidadão vale um voto, não aceitam a derrota e ficam instigando as forças públicas armadas, que são parte do Estado, a desrespeitar a Constituição e romper a ordenação democrática, ou, conforme o dicionário, dar um golpe. Sim, estão cometendo um crime, e grave! Essa conspiração tem plano e estratégia e é preciso que todos esses criminosos sejam presos e processados imediatamente, a começar dos conspiradores infiltrados nas polícias e forças armadas. Sem punição adequada e rápida, realizar-se-á o que estão pregando de fato, a guerra civil! Chega! Não adianta conversar, são fanáticos, cegos, avessos ao diálogo, seguidores de uma seita como eram os fãs de Maradona (Igreja Maradonista), com a diferença que o jogador era excelente e alegrou a Argentina por duas copas, já o Bolsonaro... Será que precisamos de generais e um bando de malucos querendo destruir ainda mais nosso país? E não custa lembrar que guerra não tem vencedores, todos perdem. E a Pátria já tem 33 milhões de brasileiros que passam fome. Eu nunca passei fome, mas já fiz jejum de 60h, pouco antes de tornar-me católico! Saber que há milhões de brasileiros (crianças) que ficam horas sem comer alguma coisa perturba e incomoda até quem só gosta de postar comidas e viagens. Pouca gente é apática. Sugiro que quem tenha paixão por esse maledicente faça um jejum de dois dias para começar a ter empatia com o povo pobre. Pedir guerra civil é um ato de traição, não de patriotismo. Disseminam medo e violência, in- tolerância e ódio, desrespeitam o direito de ir e vir, o direito do voto e se dizem pacíficos e or- deiros... Como no livro "1984" de George Orwell, distorceram as palavras patriota, pacífico, ordeiro, nacional e fé. Não se respeitammais os sacerdotes, declaram-se inspirados, mas não é pelo Espírito Santo. Precisamos que todos, sem exceção, respeitem a Constituição, as leis, os cidadãos, o direito de escolha da maioria dos cidadãos, não querer fazer da intolerância como se fosse liberdade de expressão, não, não é! Diga "Lula é ladrão" e "Bolsonaro é nazista e preguiçoso", pense o que quiser, escreva o que quiser, na sua rede social, não responda ao seu amigo ou parente. E voltemos ao normal, seu amigo, seu pai, seu filho não são nazistas, nem ladrões, abaixa o facho porque a estrada é simples e podemos ter colisão frontal, coisa que só interessa às médias potências concorrentes do Brasil. Aceite e trabalhe para o progresso da Pátria com ordem e respeito. E, afinal, não são todos os eleitores do Bolsonaro que apoiam guerra civil, veja-se a cidade de São Paulo, no último 15 de novembro, o Grupo de Pesquisa da USP estimou em 14,4 mil manifestantes de- fendo a guerra civil, no Dia de Finados, eram 30,7 mil, e em 7 de se- tembro do ano passado, foram 125 mil (a PM esperava 2 milhões, sendo que a capacidade da Avenida Paulista é de 950 mil pessoas). Só na Capital, Bolsonaro teve 3,2 milhões de votos. Então, autoridades, façam o que for preciso para colocar o Brasil no caminho para ser a terceira economia do planeta Terra! ■ Querem guerra civil! Precisamos que todos, sem exceção, respeitem a Constituição, as leis, os cidadãos, o direito de escolha da maioria dos cidadãos, não querer fazer da intolerância como se fosse liberdade de expressão, não, não é! E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=