Diário do Amapá - 13/12/2025

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 13 DE DEZEMBRO DE 2025 O setor de serviços, que reúne ati- vidades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% em outubro na comparação com setem- bro. Esse desempenho representa a nona alta seguida. A sequência de crescimento iniciada em fevereiro significa avanço acumulado de 3,7% e faz o setor ampliar o nível mais alto de atividade já registrado. Fica tam- bém 20,1% acima do patamar pré-pan- demia de covid-19 (fevereiro de 2020). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sex- ta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com os nove meses de crescimentos consecutivos, 2025 supera a marca de oito meses seguidos compreendida entre fevereiro e setembro de 2022. Naquele período, no entanto, a expansão acumu- lada era de 5,6%. A série do IBGE traz dados desde janeiro de 2011. O desempenho de outubro de 2025 mostra alta de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 2,8% (no período terminado em setembro era 3,1%). Veja o comportamento do setor no ano: Jan: -0,4% Fev: 0,8% Mar: 0,4% Abr: 0,3% Mai: 0,2% Jun: 0,4% Jul: 0,3% Ago: 0,2% Set: 0,7% Out: 0,3% Grandes setores Os cinco grandes setores apresenta- ram crescimento na passagem de setem- bro para outubro: Serviços prestados às famílias: 0,1% Informação e comunicação: 0,3% Serviços profissionais e administra- tivos: 0,1% Transportes, armazenagem e correio: 1% Outros serviços: 0,5% O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destaca que o transporte aéreo e o rodo- viário de cargas foram protagonistas. “O aéreo tem crescido por conta do maior número de passageiros transpor- tados, o que se reflete emmaiores receitas para as companhias aéreas”, cita. “O aumento das receitas das empresas de transporte rodoviário de cargas cresce, em grande medida, por causa dos fretes realizados para o escoamento da produção agrícola, que terá safra recorde neste ano, e de entregas oriundas do comércio eletrônico”, completa. Os transportes e armazenagens têm peso de 36,40% no total dos serviços do país. O segundo maior impulso de cresci- mento ficou com o setor de informação e comunicação. Lobo lembra que as ati- vidades de tecnologia da informação (TI) têm sido bastante demandadas depois da pandemia por causa da necessidade de digitalização das empresas. Turismo A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que cresceu 0,8% em outubro, na comparação com o mês anterior. Em 12 meses, a alta é de 6% (no período termi- nado em setembro era 6,7%). Esses resultados deixam as atividades de turismo 12,7% acima do patamar pré- pandemia e 1% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024. O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros. ■ SETOR DE SERVIÇOS CRESCE 0,3% EM OUTUBRO, NONO MÊS SEGUIDO DE ALTA CRESCIMENTOS CONSECUTIVOS V Foto/ Tânia Rego/Agência Brasil Influenciado pelo exterior e pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro teve um dia de recuperação. O dólar aproximou-se de R$ 5,40. A bolsa de valores fechou praticamente estável, superando os 159 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,404, com queda de R$ 0,064 (-1,17%). A cotação iniciou o dia em alta, mas inverteu o movimento ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,39. Mesmo com a forte queda desta quinta, a moeda estadunidense acumula alta de 1,29% em dezembro. Em 2025, a divisa cai 12,56%. Omercado de ações teve um dia mais volátil. Após subir 0,48% às 13h52, o índice Ibovespa, da B3, perdeu força nas horas finais de negociação e fechou o dia aos 159.189 pontos, com alta de apenas 0,07%. Ações de mineradoras impediram a queda da bolsa. Tanto fatores internos como externos in- fluenciaram o mercado. No Brasil, o tom duro do comunicado da reunião do Copom, que não informou se o Banco Central (BC) pretende co- meçar a cortar os juros em janeiro, estimulou a entrada de dólares. Entre os fatores internacionais, os investidores aproveitaram a diferença entre a Taxa Selic, mantida em 15% ao ano, e os juros básicos dos Estados Unidos, reduzidos em 0,25 ponto per- centual pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central do país), para 3,5% a 3,75% ao ano. Taxas mais altas no Brasil e mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais para o mercado brasileiro, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa. *com informações da Reuters ■ COTAÇÃO Dólar cai para R$ 5,40 com reunião do Copom e mercado externo ●

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