Diário do Amapá - 13/12/2025
CIDADES SÁBADO | 13 DE DEZEMBRO DE 2025 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Secretário Marcos Jucá informou que obra depende de licenciamento ambiental, porque exige supressão vegetal e edificação de pontes. ■ ● Setrap inicia trabalhos para construção da nova Rodovia do Goiabal A Reserva de Desen- volvimento Sus- tentável (RDS) do Rio Iratapuru, localizada no município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá, conquistou um marco inédito para o estado e para o país ao ser certifi- cada no Programa Lista Verde da União Interna- cional para a Conservação da Natureza (UICN). O Governo do Estado des- taca que esta é a primeira unidade de conservação de gestão estadual do Brasil a integrar a lista inter- nacional, reconhecida por elevados padrões de qua- lidade socioambiental e governança participativa. O reconhecimento celebra a excelência da gestão da RDS, que alia conservação da biodiversidade, transparência, participação comunitária e geração de benef ícios socioeconômicos. Para receber a cer- tificação, a unidade passou por uma rigorosa avaliação de indicadores, análise de evidências e validação por um grupo independente de especialistas. No Amapá, o processo foi conduzido pela Secre- taria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Gestão de Unidades de Con- servação e Biodiversidade (CGUCBio), em parceria com comunidades locais, organizações sociais, como a Comaru e a Bio-Rio e instituições públicas e privadas. O percurso envolveu sistematização de do- cumentos, visitas técnicas e diálogo permanente com o Grupo de Especialistas EAGL Brasil e com a UICN. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Taisa Mendonça, destaca que a certificação é um reco- nhecimento valoroso que enaltece o potencial do es- tado em sustentabilidade. “Este reconhecimento nos coloca num patamar de alto nível, o Amapá está na vitrine global de modelo econômico sustentável, que alia desenvolvi- mento e proteção ambiental com uso responsável dos recursos naturais. Encerramos o ano de 2025 commais uma grande conquista para o nosso estado”, comemorou Taisa. Reconhecimento internacional A conquista posiciona o Amapá como referência internacional em conservação da Amazônia, desta- cando o modelo estadual que combina proteção da floresta, uso sustentável dos recursos naturais e va- lorização da sociobiodiversidade. Também amplia o potencial de atrair investimentos, parcerias e coope- rações técnicas, além de orientar outras áreas prote- gidas do país a buscar a certificação. Reconhecida pela forte integração entre conser- vação ambiental e economia local, a RDS tem no manejo da castanha-do-Brasil sua principal atividade produtiva e um exemplo de desenvolvimento sus- tentável. A certificação reforça essa trajetória, ao va- lorizar o protagonismo das comunidades, fortalecer a governança interna e ampliar a capacidade de en- frentar desafios como mudanças climáticas, pressões territoriais e necessidades de infraestrutura. A certificação inaugura uma nova etapa para a RDS do Rio Iratapuru, marcada pelo compromisso de manter e avançar nos padrões reconhecidos. Para o Amapá, reafirma a liderança ambiental do Estado; para a Amazônia, demonstra que é possível conciliar conservação, justiça social e desenvolvimento sus- tentável. ■ MARCO INÉDITO AMAPÁREGISTRAPRIMEIRAUNIDADE DE CONSERVAÇÃO SUBNACIONAL DO BRASIL NA LISTAVERDE DAUNIÃO INTERNACIONAL “Este reconhecimento nos coloca num patamar de alto nível, o Amapá está na vitrine global de modelo econômico sustentável, que alia desenvolvimento e proteção ambiental com uso responsável dos recursos naturais. Encerramos o ano de 2025 com mais uma grande conquista para o nosso estado” Taísa Mendonça Secretária do Meio Ambiente 9 A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru é a primeira unidade de conservação de gestão estadual do Brasil a integrar a lista internacional ■ A conquista posiciona o Amapá como referência internacional em conservação da Amazônia, destacando o modelo estadual que combina proteção da floresta, uso sustentável dos recursos naturais e valorização da sociobiodiversidade. Também amplia o potencial de atrair investimentos, parcerias e cooperações técnicas, além de orientar outras áreas protegidas do país a buscar a certificação.
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