Diário do Amapá - 14 e 15/12/2025

CIDADES DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 14 E 15 DEZEMBRO DE 2025 11 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Devolução do recurso no estado já chega a 13,5 mil pessoas. Em todo o país, valor ressarcido supera R$ 2,7 bilhões e contempla quatro milhões. ■ ● Aposentados e pensionistas do Amapá já receberam de volta mais de R$ 11,1 milhões por descontos não autorizados O Amapá voltou ao ra- dar de grandes in- vestidores interna- cionais do setormineral. Em entrevista neste sábado (13) ao programa CONEXÃO, da Rádio Diário FM, direto de Guarulhos, logo após re- tornar de reuniões em Lon- dres, opresidente daAgência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Wandemberg Pitaluga, conKrmouque aDEVMineração foi devidamente habilitada no processo de recuperação judicial da Zamin e já realizou um aporte inicial, sinalizando disposição concreta para retomar o projeto do Sistema Amapá. Segundo Pitaluga, o processo de retomada não co- meçou agora. Ele vemsendo construído desde dezembro do ano passado, comuma estratégia deKnida emconjunto como governador Clécio Luís para restaurar a conKança dos investidores e resolver pendências históricas que cercavam a operação mineral no estado. “É um trabalho longo, silencioso e extremamente técnico”, explicou. “A mineração é uma atividade complexa, de alto investimento, e o Sistema Amapá carregava um estigma por conta de tentativas frustradas no passado e do acidente no porto. Nosso foco foi criar um ambiente de segurança e previ- sibilidade.” Retomada por fases A estratégia deKnida pelo Governo do Estado prevê a retomada da mineração em etapas. O plano começa pela reativação de uma mina menor, conhecida como Azteca, compotencial de cerca de 1,5milhãode toneladas. A partir daí, a operação ganha fôlego para avançar sobre a mina principal, que tem capacidade estimada em 5,5 milhões de toneladas. A proposta, segundo Pitaluga, permite a geração imediata de empregos, movimenta a economia local — especialmente emPedra Branca do Amapari —e cria as condições necessárias para que a operação volte a ganhar escala de forma sustentável. Aporte internacional e governança Um dos investidores envolvidos no projeto é a Cadence, empresa listada na Bolsa de Londres, o que exige rigor jurídico e transparência em cada etapa do processo. Para viabilizar a primeira fase da retomada, foi realizado um levantamento de capital de cerca de 6 milhões de dólares nomercado internacional. “Já tivemos investidores visitando o Amapá, conhecendo a mina, entendendo o projeto de perto. Isso mostra que não se trata de especulação, mas de ummovimento proKssional, com governança e compromisso”, destacou. Ferrovia e porto: peças-chave A logística segue como um dos principais desaKos —e tambémcomo parte central do plano. Pitaluga con- Krmou que a retomada da ferrovia e a reestruturação do porto da DEV, em Santana, fazem parte do escopo do projeto, embora aconteçamde forma gradual, conforme a operação mineral ganhe escala. Ele citou exemplos claros da diferença de custos lo- gísticos: enquanto o transporte rodoviário pode chegar a cerca de U$ 90 por tonelada, o transporte ferroviário já operou no passado com valores próximos a U$ 18 (dólares) por tonelada—uma diferença que pode deKnir a viabilidade econômica do empreendimento. “Ominério de ferro só fecha a conta com trem. A ferrovia é o canal natural de escoamento. Isso está muito claro para os in- vestidores”, aKrmou. Durante as reuniões em Londres, Pitaluga se disse surpreendido pelo grau de conhecimento que grandes fundos internacionais têm sobre o Amapá. Segundo ele, o estado é visto hoje como um território estratégico, não apenas pelo potencial mineral e energético, mas também pela posição logística privilegiada e pelos altos índices de preservação ambiental. ■ Presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Wandemberg Pitaluga, detalha negociações com a DEV Mineração, retomada gradual do Sistema Amapá e papel estratégico da logística ■ A logística segue como um dos principais desafios — e também como parte central do plano. Pitaluga confirmou que a retomada da ferrovia e a reestruturação do porto da DEV, em Santana, fazem parte do escopo do projeto, embora aconteçam de forma gradual, conforme a operação mineral ganhe escala. AVANÇO MINA, PORTO E FERROVIA ESTÃONO PACOTE DARETOMADA DAMINERAÇÃONOAMAPÁ, DIZ PITALUGA “É um trabalho longo, silencioso e extremamente técnico”, explicou. “A mineração é uma atividade complexa, de alto investimento, e o Sistema Amapá carregava um estigma por conta de tentativas frustradas no passado e do acidente no porto. Nosso foco foi criar um ambiente de segurança e previsibilidade”. Wandemberg Pitaluga Presidente da Agência Amapá CLÉBER BARBOSA DA REDAÇÃO

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