Diário do Amapá - 16/12/2025
CIDADES TERÇA-FEIRA | 16 DE DEZEMBRO DE 2025 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A s férias e as altas temperaturas costumam transformar a casa em um cenário de brincadeiras im- provisadas: barracas de panosmontadas no meio da sala; em qualquer espaço, a criançada estica uma toalha no chão e faz umpiquenique, etc. A criatividade é quase que infinita quando se trata de crianças. Mas, enquanto o ritmo desa- celera para os adultos, o período con- trasta com o aumento dos acidentes envolvendo crianças pequenas. Dados do DATASUS, compilados pela ONA– Organização Nacional de Acreditação, mostram que 3.613 crianças, de 1 a 4 anos, foram internadas por queimadu- ras no Brasil entre janeiro e setembro de 2025. O Nordeste lidera, com 1.109 casos, seguido por Sudeste (938), Sul (777), Centro-Oeste (527) eNorte (262). Entre janeiro e setembro de 2025, o estado do Amapá registrou 15 casos de queimaduras em crianças de 1 a 4 anos, ficando em 25º lugar nas estatísticas no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, sete emcada dez aciden- tes acontecem dentro de casa. A faixa etária de 1 a 4 anos é a mais atingida – reflexo de uma combinação que inclui curiosidade intensa, rapidez nos movi- mentos e pouca noção de perigo. Cozinha: acidentes que acontecem em segundos –Amaior parte das ocor- rências acontecem com líquidos quen- tes, segundo a pediatra e membro da ONA, Mariana F. Falavina Grigoletto. No cotidiano das casas brasileiras, basta um cabo de panela virado para fora, uma xícara quente à beira da mesa ou panela recém-retirada do fogo, para que o risco se transforme em queimadura. Em muitos atendimentos, explica a pediatra, o cenário se repete. “A criança puxa o cabo, tropeça no pano da mesa, esbarra no copo, mexe na cafeteira e tenta alcançar recipientes aquecidos. Todo cuidado é pouco com os peque- nos”. Embora menos frequentes, as quei- maduras por chama ou líquidos infla- máveis costumam ser mais graves. “Dentre as queimaduras químicas, a in- gestão de soda cáustica é a principal causa de queimaduras em crianças. Pi- lhas e baterias, quando ingeridas ou rompidas, seguem como ameaça silen- ciosa devido ao conteúdo corrosivo”, alerta a Dra. Mariana. Tomadas, fios e sol forte completam os riscos – Choques elétricos também aparecem entre os acidentes mais co- muns na infância. Tomadas sem prote- ção, fios desencapados e extensões im- provisadas, muitas vezes passam des- percebidos no ambiente doméstico. No verão, o sol se torna outro vilão. Vermelhidão, dor e calor local são sinais de queimadura solar, mais frequentes entre 10h e 16h, período demaior radia- ção. O que fazer quando a queimadura acontece? “Jamais use gelo, clara de ovo, manteiga, pasta de dente, pomadas, óleo de cozinha ou qualquer outra receita ca- seira sobre a área queimada. Esses pro- dutos agravam a lesão e aumentam o risco de infecção”, alerta a pediatra. A primeira medida recomendada é resfriar a área com água corrente fria, nunca gelada — por 10 a 20 minutos. Antes do inchaço, remova anéis, pulsei- ras e acessórios. “Roupas grudadas na pele não devem ser retiradas, pois podemarrancar tecido vivo; se necessá- rio, corte apenas o que estiver solto. Se houver bolhas, não estoure!”, recomenda a Drra. Mariana. ■ CUIDADO HUMANIZADO A obra de revitalização do Monumento Marco Zero do Equador segue avançando. O Governo do Amapá mantém intervenções tanto na área de convivência quanto no prédio do complexo turístico, um dos espaços mais simbólicos de Macapá. No lado norte do monumento, os serviços estão con- centrados na finalização das jardineiras, alémda execução de calçamentos e do sistema de drenagem, garantindo melhor organização do espaço e para a circulação de pes- soas. Já na área do estacionamento, também estão sendo executados serviços de paisagismo e calçamento. No prédio que abriga o monumento, a obra avança com a instalação de gesso, aplicação de piso de alta resis- tência, alémde etapas avançadas de pintura e instalações elétricas. As esquadrias estão sendo instaladas e os ba- nheiros caminhampara a conclusão, combancadas, lou- ças e torneiras já implantadas, dando forma aos ambientes internos. No lado sul, os trabalhos entraram em uma nova etapa, com a subestação elétrica já concluída, o reserva- tório das fontes em fase de finalização e as jardineiras em execução. Na laje da edificação, já foram implantadas as infraestruturas para o recebimento de fibras ópticas, que trarão mais modernidade ao monumento. Para o secretário de Estado da Infraestrutura, David Covre, o avanço dos serviços reflete o cuidado técnico adotado na intervenção. “O Marco Zero recebe uma obra que une requalifi- cação urbana emelhoria estrutural. Cada etapa executada segue critérios técnicos para garantir funcionalidade, se- gurança e durabilidade do espaço”, afirmou. A revitalização do Marco Zero integra o conjunto de ações do Governo do Amapá voltadas à qualificação dos espaços públicos, à valorização do patrimônio turístico e ao fortalecimento da infraestrutura urbana da capital. ■ OBRAS O CentrodeRadioterapia doAmapá já acolheu 13 pacientes desde a inau- guração emmenos de uma semana. Eles passarampor consultas, ava- liações médicas e simulações de tomografia que definem o planejamento do tratamento. Entre os primeiros acolhidos está Edmilson dos Santos Lopes, morador da comunidade do Carvão, em Mazagão. Acompanhado do filho Ronilson Bahia Lopes, o paciente descreve o novomomento da família como “umalívio que chegou na hora certa”. Para Ronilson, a convocação para a primeira consulta na radioterapia do pai, significou o fimde uma longa espera e a esperança de combater o câncer e trazer a cura. “Ter saído o nome domeu pai agora no início dos atendimentos pra gente foi muito bom. Era a oportunidade que aguardávamos, porque só a possibili- dade de ter que ir pra fora do estado já era uma grande preocupação. Ocusteio seria alto, seria dif ícil acompanhar ele lá fora. E quanto mais tempo passasse, a situação dele talvez piorasse, porque todos os dias ele sente dores”, conta. O filho explica que a confirmação do tratamento no próprio estado trouxe não apenas conforto logístico, mas também emocional para toda a família, que vai poder ajudá-lo nessa etapa da radioterapia. “Ter esse tratamento aqui no Amapá é muito bom, porque podemos re- vezar nos cuidados, nas consultas. Isso alegra muito a nossa família e até ele mesmo. Quando soube que a radioterapia seria feita aqui, a autoestima dele voltou, porque estaria no convívioda família. Issodeixou elemuitomais alegre”, reforçou Lopes. ■ Revitalização do Marco Zero segue e avança no redesenho das áreas do monumento Pacientes celebram acolhimento e início dos atendimentos no Centro de Radioterapia AMAPÁ REGISTRA 15 CASOS DE QUEIMADURAS EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS EM 2025 DADOS DO DATASUS U mmutirão de consultas dermatológicas para diag- nóstico precoce e tratamento do câncer de pele foi realizado gratuitamente no sábado, 13, em Macapá. A ação promovida pelo Governo do Amapá em parceria com a Associação Brasileira de Dermato- logia (SBD) integra a campanha nacional Dezembro La- ranja, voltada à prevenção e conscientização sobre a doença. Esta é a primeira vez que o Amapá participa da cam- panha nacional. Amobilização aconteceu no Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) e reuniu profissionais de saúde, com o apoio da médica vo- luntária, Simone Sá, parceria articulada pela primeira-dama do Estado, Priscilla Flores. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e não foi necessário agendamento prévio, apenas a apresentação de documento oficial com foto e cartão do SUS. O diretor do CRDT, Leo- nardo Pereira, destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso aos serviços especializados. “O mutirão fortalece a rede de atenção à saúde ao aproximar o serviço especializado da população. Nosso objetivo é garantir um atendimento rápido, humanizado e resolutivo, facilitando o diagnóstico precoce e o encaminhamento adequado dos pacientes”, reforçou. Durante o atendimento, a população teve acesso a consultas dermatológicas por livre demanda, com avaliação de manchas e pintas suspeitas. Nos casos indicados, as equipes realizaram biópsias no próprio local, garantindo agilidade no diagnóstico e no encaminhamento para tratamento especializado. Segundo a médica dermatologista Simone Sá, representante da Associação Brasileira de Dermatolo- gia, a campanha marca um avanço importante para o estado. ■ DEZEMBRO LARANJA Mutirão inédito é realizado para diagnóstico gratuito do câncer de pele
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