Diário do Amapá - 16/12/2025
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 16 DE DEZEMBRO DE 2025 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A escolha de determinada cirurgia estética, em alguns casos, é feita de acordo com a tendência e padrão de cada época. Neste ano, há maior procura por redução e diminuição das mamas, que voltou à tona - movimento muito presente na década de 80, quando o padrão era mamas menores e mais proporcionais ao corpo. Diferente dos anos 90 e 2000, quando houve um número acentuado de procedi- mentos para colocar próteses de silicone consideravelmente grandes até 2010. Para as mulheres que realizaram o implante de silicone no passado e hoje desejam voltar com os seios naturais, o procedimento mais recomendável é o explante. A cirurgia é a retirada do silicone, feita normalmente na mesma incisão que foi inserida. "No momento de realizar o explante é necessário moldar a mama, já que ao ser retirada a prótese, a mama pode ter um formato não muito harmônico. Por isso, no momento do explante é verificado se o corpo da mulher e o organismo terão uma reestruturação natural ou se será necessário fazer uma mamoplastia juntamente com o explante", explica o médico cirurgião plástico, Professor da Uninove e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Victor Cutait. Ele complementa que no caso de mamoplastia pode- se usar enxerto de gordura, se necessário, para corrigir alguma deformação. A partir disso, afirma que apenas um profissional cirurgião plástico certificado pode analisar a técnica e decidir o melhor resultado. Um dos motivos para o aumento das buscas por ex- plantes é que algumas mulheres se arrependem do silicone grande. "No passado, já houve o corpo tipo ‘Pa- nicat’ como padrão de beleza e hoje está em declínio, no momento em que, atualmente, o volume das próteses são mais naturais e proporcionais ao corpo das mulheres", analisa o cirurgião. Ele complementa que neste 2021, há buscas por próteses de todos os tamanhos e também explantes, di- ferentemente de uma década atrás, quando a procura era predominantemente por implantes. Além disso, outro motivo para a retirada do implante são os casos de contratura, que é uma inflamação na região mamária causada pela prótese. O problema é be- nigno e os sintomas são rigidez da prótese, podendo evoluir para deformação da mama e dores na região. O indicado é a retirada no início da inflamação e a solução é a troca do silicone ou retirada permanente. A contratura pode acontecer apenas de 1 a 3% das mulheres com prótese, e a possibilidade aumenta a partir de 10 anos com a mesma prótese. Outra complicação que pode aparecer é a Síndrome Asia, também conhecida como "doença do silicone", que é um conjunto de sintomas que incluem fadiga, dor nas juntas e muscular que podem se desenvolver por conta do implante. O médico alerta que a proporção de casos ainda é baixa: "Os principais casos ocorrem àquelas que têm uma predisposição alérgica ao componente do material presente no silicone ou doenças reumatológicas que desenvolvem ou agravam o problema quando colocam o implante", explica. Para evitar problemas e complicações por conta da prótese, o médico cirurgião plástico recomenda o acompanhamento com especialista e exames de mama a cada seis meses. Apesar da maior procura por explantes, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia que predomina dentre as mulheres ainda é o implante de silicone. Com isso, o mais importante na cirurgia de mama é atender a vontade da mulher. "Não existe mais um padrão definido. Há pacientes que querem mama grande e destacadas, outras que preferem pequenas e discretas - o mais importante de tudo isso é que a mulher esteja feliz com o seu corpo, se aceite e se ame. Para isso serve a cirurgia plástica: devolver a confiança e a autoestima da mulher moderna", finaliza Cutait. ■ Explante de mama: Por que esse procedimento está em evidência O indicado é a retirada no início da inflamação e a solução é a troca do silicone ou retirada permanente. A contratura pode acontecer apenas de 1 a 3% das mulheres com prótese, e a possibilidade aumenta a partir de 10 anos com a mesma prótese. VICTOR CUTAIT E-mail: fernanda.ribeiro@digitaltrix.com.br Médico cirurgião N o final da década de 70, a situação do Afeganistão como nação era complicada, decorrente da invasão da União Soviética no ano de 1979, e a formação de um governo fantoche ligado aos interesses da URSS, o país em plena guerra fria vivia a interversão de uma potência es- trangeira. Para combater essa invasão do território Afegão, organizou-se princi- palmente na área rural montanhosa os guerrilheiros mujahidin, que eram combatentes dispostos ao sacrif ício da própria vida, em nome da religião e do seu país. Combateram de forma sempre desigual o exército invasor, atuando basicamente no campo e nas montanhas, infringiu duras perdas ao exército soviético, mesmo lutando contra um exército moderno. Após anos de resistência, os guerrilheiros mujahidins que mesmo não tendo uma liderança ou uma estratégia única, o conflito foi se desenrolando, a luta ficou mais sofisticada, com apoio externo e regional crescendo de forma or- ganizada. Sua lutar tornou-se lendária no mundo todo, levando várias pessoas de outros países a se unirem a esse guerri- lheiros, como o saudita Osama Bin Laden, dentre outros. Com a mudança na liderança soviética, com a chegada ao poder de Mikhail Gorbachev, e o descarte militar, mesmo sendo um dos maiores exército do mundo, não conseguiria vencer os guerrilheiros mujahidins, a forças soviéticas se re- tiraram do Afeganistão em 1989. A saída da União Soviética acabou por piorar a situação já deteriorada no Afeganistão, com o governo central sem força para se manter de pé sozinho. Iniciando uma guerra civil entre várias facções, principalmente nas regiões rurais e montanhosa do país. Nesse cenário de falta de estabilidade política e social, nascer e se organizar o grupo talibã. Para entendemos o Talibã, o que vem a ser essa organi- zação, iniciamos temos que compreender que a maioria dos integrantes do Talibã foram retirados das madraças ou escolas religiosas das áreas tribais do Paquistão, de onde o Talibã tinha inicialmente surgiu. Uma madraçal ou uma madraça, é uma escola muçulmana ou uma casa de estudos islâmicos. Onde o estudante estuda a fundo o Alcorão, livro sagrado da religião Islâmica. A própria tradução do nome Talibã, falando Etimologia, origem da palavra talibã, que deriva do árabe talibã, de talib, que significa aprendiz, es- tudante. Ou seja, foram educados dentro dos conceitos da religião Islâmica. O que não podemos dizer que todos que estudam em uma madraça, iram se torna um fundamentalista radical, e fazer parte de grupos guerrilheiro. O grupo chegaria ao poder no Afeganistão em 1996, vitorioso na guerra civil entre grupos islâmicos que se seguiu à retirada soviética, em 1989; e instauraria um governo de terror, impondo a sharia: oprimindo mulheres, perseguindo minorias étnicas, promovendo expurgos e implodindo as estátuas dos patrimônio da humanidade. Mais após os atentados de 11 de setembro de 2011, o regime foi deposto por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos por abrigar membros da al-Qaeda, incluindo seu líder Osama bin Laden. Mesmo expulso do poder, o Talibã se retirou para as regiões rurais, e voltou a combate outro invasor estrangeiro, agora representado pelo EUA e seus aliados. E em 2021 após 20 anos de presença América no Afeganistão, a um custo de milhões de dólares e inúmeras vidas, as tropas américas iniciam a retirada, deixando para o governo fraco do país a responsabilidade de combater o Talibã.No domingo do dia 15 de agosto, o mundo viu abismado a entrada das forças do Talibã na Capital do Afeganistão, Cabul. ■ Dos lendários guerrilheiros mujahidins, ao fundamentalismo e barbaria do Talibã No domingo do dia 15 de agosto, o mundo viu abismado a entrada das forças do Talibã na Capital do Afeganistão, Cabul. O governo do país sem o apoio das tropas Americanas e de outros países se desintegrou e fugiu, deixando a população à mercê dos radicais desse grupo extremista. MAURORABELO E-mail: maurorabelo2008@hotmail.com Professor de Relações Internacionais
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