Diário do Amapá - 16/12/2025
Alô, industriais Alunos da Oficina de Prototipagem da Universidade Iguaçu (Unig-RJ) receberam o Prêmio CREA-RJ 2025 pela criação de robô autônomo de inspeção para dutos industriais. O equipamento atingiu 95% de precisão, com menos 78% de custos, em setor de tecnologias caras e importadas. O orientador da Oficina é o Prof. Paulo Lube. O Chá de Niemeyer A Casa de Chá de Brasília, na Praça dos Três Poderes, inaugura hoje escultura em bronze do arquiteto Oscar Niemeyer, que completaria 118 anos. A obra é do artista Léo Santana, a convite de José Aparecido e Vitor Corrêa, presidente da Fecomércio-DF e diretor-executivo da entidade, respectivamente. A estátua terá tamanho real, e ficará sentada numa cadeira de mesa da área externa da Casa de Chá, onde visitantes poderão tirar fotos. Silêncio monstruoso A Embaixada da Ucrânia tentou por diversas vezes e nunca conseguiu uma declaração do Governo do Brasil pressionando a Rússia a devolver entre 20 mil e 30 mil crianças levadas à força do país por soldados. O alinhamento de Lula III com Moscou é tão forte que décadas de tradição de uma diplomacia humanitária foram jogados no lixo. Mal-estar O mal-estar que afastou Michelle Bolsonaro das atividades do PL também repercutiu no Ministério Atitude, igreja frequentada por ela no Rio de Janeiro. O pastor Filipe Bittencourt foi agraciado com a Medalha Tiradentes pelo deputado estadual e colega de PL, Alexandre Knoploch. Mas a ex-primeira-dama disse que não pôde comparecer à solenidade realizada na ALERJ. Direita conversa Cada vez mais distante das relações com o Governo do Brasil, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a caminho de Oslo, fez uma escala em Budapeste para encontrar-se com o premiê Viktor Orban. Há cerca de três semanas, Orban recebeu o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Nessas pautas, falam sobre cenário eleitoral da América Latina. A OAB vigia O vice-presidente da seccional OAB Bahia decidiu arquivar as representações contra os advogados Eugênio Kruschewsky e Ana Patrícia Dantas Leão – caso que já citamos aqui sobre litígio de milhões. Eles ganharam um round, mas as denúncias por fraude processual e quebra de sigilo por vazamentos por áudio contra a dupla seguem na mesma OAB, que pode rever o caso. Em última instância, o Conselho Federal da OAB. Ou seja, a açãos continuam abertas. Enquanto terão de continuar a luta para se livrar de duas acusações, os advogados Kruschewsky e Ana Patrícia Leão acabam de sofrer novo revés. O Tribunal de Ética da OAB aceitou nova denúncia contra os dois. Motivo: fraude em um processo. Eles, claro, poderão se defender. Kruschewsky bloqueou nosso contato numa sondagem anterior para se posicionar. O escritório não responde e-mails. A Coluna está à disposição para seus esclarecimentos. O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião. A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Co- municação Política emAplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15). O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos. A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho. Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%. Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo. Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%. Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%. O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entre- vistados, sem identificá-los. “Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo. As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país. ■ ‘AMBIENTE AGRESSIVO’ Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo O ministro da Saúde, Alexandre Pa- dilha, declarou que a cobertura vacinal dos 16 imunizantes do ca- lendário obrigatórios tem subido desde 2023, mas o negacionismo e a divulgação de falsas informações sobre o tema, ainda são desafios a serem enfrentados. As de- clarações foram dadas durante a partici- pação no Programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, na manhã desta segunda- feira (15). “Se tem uma coisa que mais afeta o dia a dia dos profissionais de saúde, a vida das famílias brasileiras na área da saúde é o negacionismo. São pessoas espalhando mentiras e, infelizmente, até ganhando di- nheiro com isso”, destaca. SegundoPadilha, oMinistériodaSaúde e a Advocacia-Geral da União trabalham juntos emações judiciais contra adivulgação de notícias falsas em casos que envolvem inclusivemédicos e venda de cursos contra a vacinação. “Estamos vencendo essa ba- talha, mas ela não está ganha ainda”, diz o ministro. No último sábado (13), o estado de São Paulo registrou o segundo caso de sa- rampodoanoemumhomemnãovacinado que havia viajado para fora do país. Assim como os casos de São Paulo, todos os outros 36 registros da doença no país deste ano tiveram origem em outros países. Sem circulação do vírus interna, o Brasil mantém o certificado de país livre da doença, mostrando que deixa para trás a situaçãoque levou à perda da certificação, em 2019, quando houve o registro demais de 21,7 mil casos de pessoas infectadas. De acordo comPadilha, o ano de 2025 fechará comuma cobertura vacinal maior que em 2024, quando o Ministério da Saúde chegou a registrar um crescimento de 180%no número de municípios acima da meta de 95% de imunização do calen- dário essencial. Dengue Padilha afirmouaindaque a imunização dos profissionais de saúde com a vacina contra adengue, desenvolvidapelo Instituto Butantan e que foi registrada pelaAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 8, deve iniciar até o final do mês de janeiro de 2026. “Final de janeiroagente inicia e continua ao longo de todo o fevereiro e março. Isso é importante, porque quando chega o pe- ríodo mais crítico da dengue você já tem esses profissionais mais protegidos”, diz. Nomesmo período, as cidades de Bo- tucatu (SP) e Maranguape (CE) passarão por uma açãode aceleraçãopara vacinação contra dengue, para dar início a um plano de imunização que será implantado no país, quando a produção for escalonada para atender à toda a população. Alguns estudiosos apontamque a se a gente chegar a 40% de vacinação de uma população em uma cidade é possível que se tenha um controle da dengue naquela cidade. ■ SAÚDE “ESTAMOS VENCENDO ESSA BATALHA”, DIZ PADILHA SOBRE VACINAÇÃO V Foto/ Joédson Alves/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 16 DE DEZEMBRO DE 2025 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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