Diário do Amapá - 03/04/2025

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 03 DE ABRIL DE 2025 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA N os últimos anos é possível perceber um mundo onde se vai de um extremo ao outro em questão de dias ou horas. Da fe- licidade irradiante ao mau humor insuportável. Talvez mais do que se pode esperar ou presumir do ser humano. Essas mudanças repentinas de humor podem ser entendidas como doença da alma. Nem mesmos os tais “remedinhos” para dormir ou acalmar não conseguem dar solução e, algumas pessoas acabam se viciando e só conseguem uma estabilidade á base dos fármacos indicados e prescritos cada vez mais nos consultórios médicos. Quando o corpo e os exames clínicos com- plementares não conseguem identificar a doen- ça, partem-se para tratamentos medicamentosos e menos curativos ou de tratamentos com pro- fissionais que poderiam contribuir. As dores da alma começam a ser descritas em congressos, seminários e mesmo estudos e terminam por ganhar novas nomenclaturas como doença da alma, dores emocionais ou doenças psicossomáticas. Ela surge quando não há um diagnóstico comprovado, mas a dor é real, existe e dói de verdade. Alguns psiquiatras e psicólogos classificam alguns destes sintomas como ansiedade, de- pressão, estresse ou mesmo a síndrome do pânico (que afeta profissionais que vão dos mais conceituados aos que são criticados por colegas ou superiores hierarquicamente). Não entramos no debate do assédio moral e trabalhista. No caso do que ocorre no em- prego, mas tão somente das dores emocionais que têm origem de dores tão intensas e que, apesar de não serem identificadas na matéria do corpo f ísico, deixam a alma amargurada, angustiada e aflita. Hoje cresce mundialmente uma nova classe de profissionais que, mesmo sem tanta bagagem em universidades, apresentam soluções que podem amenizar o sofrimento de um ser humano. Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de au- toextermínio ou fuga da realidade. O importante, além de buscar um atendimento clínico e psiquiátrico é bom se fazer ouvir. Não é preciso explodir, mas abrir o coração e a mente.! ■ Dor da Alma requermais do que terapia Afinal, estas doenças aparecem quando a pessoa se afasta da sua essência, e isso acontece quando não respeita a sua própria integridade. Alguns chegam a se martirizar com cortes na pele, tentativas de autoextermínio ou fuga da realidade. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO O s países do primeiro mundo banirão veículos a gasolina e a diesel em alguns anos. No Brasil, há algumas iniciativas para reduzir o consumo de combustíveis mais por causa da poluição. Por exemplo, o município de São Paulo tem uma Lei Municipal (16.802/2018) que estabeleceu que os veículos que atendem o transporte público devem reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 50% no prazo de 10 anos e 100%, em 20 anos. E ainda há uma instituição financeira do Governo do Estado de São Paulo, o Desenvolve SP, que financia projetos de inovação e sustentáveis com juros competitivos e longos prazos para pagar e Fundos Garantidores, bem como financiamentos federais. Como se vê, até os vereadores podem atuar nesta área. Mas creio que de- veríamos ser mais ousados, ônibus e caminhões novos deveriam ser todos híbridos até 2027. Essa medida traria uma economia de cerca de 30% no consumo de diesel ao país, 95% a menos de material particulado na atmosfera e 30% a menos de gás carbônico. E os custos não são proibitivos como mostra o estudo "Avaliação Internacional de Políticas Públicas para Eletromobilidade em Frotas Urbanas" de 2018. O estudo informa que para cumprir a legislação é preciso que os mais de 14.000 ônibus da capital paulista sejam substituídos para usar o diesel P7. Estimou-se que essa substituição, incluindo infra- estrutura e operação, é de R$ 18,2 bilhões. Mas se substituir os ônibus por híbridos, o custo cai para R$ 17,6 bilhões. A Pacific Gas & Electric, instalada no Norte da Califórnia, mostrou um ganho adicional. Investiu 33% do orçamento anual da frota (100 milhões de dólares em cinco anos) em veículos leves e caminhões elétricos. Constataram que a eletrificação reduziu os custos operacionais, aumentou a vida útil do veículo, além de reduzir as emissões de poluentes. Outro grande problema relacionado a combus- tíveis fósseis são as Usinas Termelétricas. Foram importantes para que o país não colapsasse, mas é preciso extrair mais dessas fontes ultrapassadas, poluentes e caras de energia. Em uma consulta aos sites governamentais, observa-se que as principais ter- melétricas nem geram tanta energia assim. Por exemplo, a Termelétrica Cuiabá I (MT) gera uma potência de 470 MW, a Norte Fluminense (Macaé, RJ), 740 MW, a Uruguaiana (RS), 480 MW, Araucária (PR), 410 MW. Todas essas termelétricas com infraestrutura para levar energia elétrica aos consumidores são um grande desperdício de dinheiro quando não são usadas. Deveriam associar a elas outras fontes de energia como a solar ou eólica ou, até mesmo, pequenas hidrelétricas que utilizariam toda a infraes- trutura e as termelétricas somente complementaria a demanda que a infra- estrutura suporta. O Brasil tem hoje instalado em termelétricas a gás 15,3 GW e prevendo para 2026 19,9 GW, em termelétrica a óleo de 4,3 GW para 4,7 GW e a carvão, manter os atuais 3 GW. Muito se pode melhorar, por exemplo, substituir por biogás de esgoto e lixo, biodiesel, e pellet de resíduos de madeira e cana. Grandes oportunidades ao alcance dos senadores, deputados e vereadores. ■ Sobre termelétricas, ônibus e caminhões Outro grande problema relacionado a combustíveis fósseis são as Usinas Termelétricas. Foram importantes para que o país não colapsasse, mas é preciso extrair mais dessas fontes ultrapassadas, poluentes e caras de energia. MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior

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