Diário do Amapá - 05/04/2025
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 05 DE ABRIL DE 2025 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA U m assunto recente que temmovimentado debates nos noticiários e nas redes sociais são as criptomoedas. Para adentrarmos nesse tema, é preciso primeiro esclarecer: O que são criptomoedas? Qual seu impacto na economia? Quais suas vantagens e desvantagens? Qual o futuro do dinheiro f ísico diante de tantas transformações? Esses questionamentos nortearão as discussões a seguir. Neste mundo globalizado, marcado por grandes avanços tecnológicos, as dinâmicas econômicas passam por constantes mudanças, e o fenômeno das crip- tomoedas veio para ficar. Portanto, é essencial compreender como elas afetam nosso cotidiano, a fim de nos mantermos atualizados frente aos novos desafios. As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, ou seja, não dependem diretamente de bancos ou governos e são baseadas em blockchain (um "livro de registros" digital, público e à prova de fraudes). Funcionam como uma espécie de "PIX global", sem um dono específico, intermediado inteira- mente pela tecnologia por meio de programação. Os maiores exemplos incluem o Bitcoin (consi- derado o "ouro digital"), Ethereum, Stablecoins e CBDCs, que hoje dominam o mercado. O di- nheiro f ísico, como o conhecíamos no passado, já não circula da mesma forma, especialmente com o advento de tecnologias como o PIX (sis- tema de pagamentos instantâneos), que revolu- cionou as transações no Brasil. O futuro do dinheiro f ísico está com seu “fim” cada vez mais próximo e isso já é possível constatar com pequenos testes em nossa rotina, como por exemplo as máquinas de cartão por toda parte e o Pix com Qrcode para que paga- mentos possam ser realizados commais agilidade nas transações entre vendedores e clientes. Tam- bém é crucial abordar aqui os riscos das cripto- moedas: a volatilidade (os preços podem cair ou subir abruptamente), a falta de regulamentação consolidada (governos ainda estão definindo leis sobre o tema) e o risco de golpes (projetos fraudulentos que se aproveitam da desinforma- ção). É importante entender que, quando se trata de transações financeiras, nenhum sistema é 100% seguro, daí a necessidade de cautela. Diante desse cenário, buscar conhecimento sobre economia e finanças é fundamental para o progresso da sociedade e o desenvolvimento do país. Um exemplo é o Projeto de Lei 2747/24, que propõe a educação financeira como disciplina obrigatória nas escolas brasileiras. Estudos recentes apontam que o Brasil é o 7º maior mercado de criptomoedas do mundo, com mais de 50 bilhões de dólares negociados em 2023. Isso se deve às vantagens dessas moedas, como transações diretas entre usuários (sem intermediação bancária), velocidade, privacidade e dificuldade de bloqueio por autoridades. Em resumo, as criptomoedas trazem liberdade financeira, inovação tecnológica e eficiência, mas exigem cuidado e preparo. Elas podem ser usadas para investimentos, pagamentos e proteção contra crises, graças à sua estrutura matemática avançada, que dificulta falsificações que é algo comum em sistemas bancários tradicionais menos robustos. E você? Já conhecia as criptomoedas? Pretende se aprofundar no assunto? Lembre-se: o conhecimento é a chave para a liberdade e o crescimento. ■ Diante desse cenário, buscar conhecimento sobre economia e finanças é fundamental para o progresso da sociedade e o desenvolvimento do país. Um exemplo é o Projeto de Lei 2747/24, que propõe a educação financeira como disciplina obrigatória nas escolas brasileiras. Criptomoedas e o futuro do dinheiro NIRABRITO E-mail: dtlconsultoria@gmail.com Turismóloga e analista de negócios O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, sugeremreflexões urgentes sobre inclusão, empatia e acolhimento. O Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado por desafios na comunicação, interação social e comportamento, afetamilhões de pessoas no mundo todo — e o Brasil não é exceção. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, estima-se que mais de 2 milhões de brasileiros estejam no espectro autista. No estado do Amapá, embora os números precisos ainda sejamobjeto de estudos, entidades locais indicamumcrescimento significativo nos diagnósticos nos últimos anos, especialmente entre crianças em idade es- colar. Enquanto a sociedade avança, mesmo que timidamente, rumo à inclusão, um ator social tem se mostrado surpreendentemente relevante na luta pela conscientização do TEA: as igrejas. Tradicionalmente vistas como espaços de espiritualidade, elas têm se reinventado para também se tornarem ambientes de acolhimento e informação. No Amapá, as Igrejas evangélicas fazem parte desse despertar para a inclusão das pessoas que possuemo espectrodo transtorno autista. Os projetos incluem cultos adaptados com linguagem acessível, ambientes sensoriais controlados para crianças au- tistas, palestras com psicólogos e terapeutas ocupa- cionais, alémde formações específicas para voluntários do ministério infantil. O resultado tem sido trans- formador: famílias que antes se sentiam excluídas da vida comunitária encontraram espaço e voz. A Assembleia de Deus, uma das maiores deno- minações evangélicas do país, também tem dado passos significativos na inclusão. No Amapá, a As- sembleia de Deus, através do Templo Bete Seã, rea- lizará o projeto “Somos Todos Únicos”, proporcio- nando encontrosmensais voltados à conscientização sobre o autismo. Oprojetonasceu em2025, idealizado pela liderança desse Templo, com o objetivo de ofe- recer rodas de conversa com especialistas, cartilhas explicativas para os ministérios de ensino e louvor, alémda criação de uma sala de acolhimento sensorial dentro do templo, para crianças que precisam de um ambiente mais tranquilo durante os cultos. O pastor Rodrigo Lima Júnior, líder da congre- gação, destaca que a missão da igreja vai além da pregação: “Cuidar depessoas éocoraçãodoEvangelho. E isso inclui aprender com quem é diferente de nós, respeitando seus limites e celebrando seus dons”. Esse mesmo Templo também vai realizar um treinamento para professores de Escola Dominical com a finalidade de tratar a inclusão do autista na EBD e o Projeto Mães Transformadoras, sob a liderança da Especialista Giovana Sant’Ângelo, com a finalidade de treinar as mães de crianças com TEA, para promover intervenções precoces emelhorar a qualidade de vida dos pequenos. O Treinamento vai promover a criação de uma comunidade de apoio, onde asmães poderão trocar experiências e estratégias, que fortalecerá o sentimento de pertencimento e colaboração. Contudo, os desafios permanecem. Ainda há desinformação, preconceito e falta de estrutura. Em muitas igrejas, líderes e membros ainda não sabem como lidar comcomportamentos atípicos ounão compreendemas necessidades sensoriais de uma criança autista. Por isso, o caminho da conscientização precisa continuar sendo trilhado com coragem, escuta e ação. NesteDiaMundial doAutismo, fica o convite à sociedade—e especialmente às comunidades de fé: que cada templo se torne um lugar de acolhimento. Que a fé que move montanhas também derrube os muros da ignorância e erga pontes de compreensão. Que o amor cristão seja o chão firme onde toda pessoa, com ou sem diagnóstico, possa caminhar com dignidade. ■ A força desse movimento reside, em parte, na capilaridade das igrejas. Presentes em praticamente todos os bairros do país, com forte poder de mobilização, elas conseguem levar informação a pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar do autismo de forma clara e empática. Em comunidades do interior do Amapá, por exemplo, onde o acesso à saúde e à educação especializada é limitado, é dentro dos templos que muitas famílias recebem sua primeira orientação sobre o TEA. Vozes que acolhem: O Papel das Igrejas na Conscientização do TEA E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com . Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR
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