Diário do Amapá - 29/08/2025
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA B rasil e China terão, a partir deste sábado (30), uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo oministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagemdos produtos brasileiros até o país asiático. “Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa BomDia, Ministro, produzido pela Em- presa Brasil de Comunicação (EBC). A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong ‑ Hong Kong ‑ Macau), onde Hca, entre outros portos, o de Gaolan, emZhuhai – umdos principais terminais da região e ponto estratégico para o for- talecimento do coméricio entre os dois países. De acordo comoministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro. “As vantagens são gigantes. Na com- paração com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por San- tana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por to- nelada. Isso, sem falar do alémdo tempo de viagem, que diminui”, acrescentou. A vantagem, segundoGóes, agregará muito no trabalho, no lucro e na re- compensa do produtor. Seja ele da Ama- zônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país. “Daí para frente, vai da nossa capa- cidade. Da capacidade da Região Ama- zônica de articular produtos de interesse da China”, completou. O ministro ressaltou que as coope- rações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, temmuito por crescer eco- nomicamente. “Vai demorar, mas amelhor estratégia para Amazônia é se industrializar. É agregava valor, beneHciar os produtos da Amazônia para agregar valor, gerar emprego e renda. Isso para o açaí, o cacau, o café, a castanha, a madeira, o pescado, a piscicultura e demais ativi- dades, como os fármacos. Temos um potencial grande nos fármacos porque a Amazônia só faz fornecer matéria- prima”, argumentou. Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. “Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate, cacau”, detalhou ao ressaltar que produtos da biodiversi- dade têm uma abertura muito grande na China. ■ BRASIL E CHINA TERÃO NOVA ROTA MARÍTIMA COMERCIAL V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil MULTILATERALISMO | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 29 DE AGOSTO DE 2025
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