Diário do Amapá - 22/03/2025

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 ECONOMIA SÁBADO | 22 DE MARÇO DE 2025 Quase a metade (46%) das postagens nas redes sociais sobre o projeto de lei de isenção do imposto de renda são opinativos, enquanto 54% são neutros. Entre os posts que manifestam opinião, 82% são favoráveis e 18% são contra o PL. Os dados são de um levantamento inédito da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados e indicam ainda que os posts opinativos são majoritariamente de políticos (34%). Entre as publicações neutras, prevalecem as de veículos de imprensa, com 78% destas conversas. O grupo é representado por grandes veículos, imprensa regional e portais independentes. Entre usuários comuns (abaixo de 1 mil seguidores), 52% são a favor da proposta, 23% contra e 25% neutros. O Projeto de Lei em questão foi apresentado pelo governo federal e propõe a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de descontos na co- brança tributária até os R$ 7 mil. Para compensar a perda de arrecadação estimada em cerca de R$ 27 bilhões, o texto estabelece tributação para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano em dividendos e não contribui atual- mente com alíquota efetiva de até 10% para o IR. ■ PROJETO Isenção do IR: 82% de posts opinativos nas redes sociais apoiam medida ● C om um currículo repleto de prê- mios – entre eles, o Nobel da Paz de 2007, pelos trabalhos feitos em parceria com o ex-presidente norte- americano Al Gore –, o “cientista do solo” Rattan Lal diz que, ao contrário do que muitos pensam, a agricultura tem muito a contribuir para amenizar os efei- tos danosos das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que pode garantir alimento à população como um todo. "No entanto, isso só será possível caso os produtores sigam alguns princí- pios básicos”, diz o premiado cientista paquistanês. Para ele, o que importa não é a quan- tidade de terra utilizada para a produção, mas a qualidade técnica adotada para o cultivo. Em visita a Brasília, onde participa de um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperações no setor agrícola entre Brasil e África, Rattan Lal disse à Agência Brasil, que natureza, agricultura e pro- dutores não estão necessariamente em campos opostos. “Podem e devem trabalhar juntos, um em favor do outro. Até porque a ati- vidade agrícola também retira carbono da atmosfera”, argumentou o pesquisador que está no Brasil a convite do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Cinco princípios Segundo o pesquisador, a garantia de uma produção suficiente de alimentos não está relacionada ao tamanho, mas à forma como a terra é usada. Para que isso seja possível, é necessário que os produtores tenham, em mente, cinco princípios básicos. “O primeiro é o de não arar terra. Isso é péssimo. Esta é uma técnica antiga, que prejudica muito a qualidade do solo”, explicou. O segundo princípio citado por Lal é deixar a cobertura vegetal pro- tegendo a terra, após a colheita. “Isso garante a proteção do solo.” Em terceiro lugar está a gestão inte- grada de nutrientes para o solo. “Fertili- zação química só se faz quando ela é realmente necessária”. O quarto princípio a ser seguido pelos produtores é a rotação de culturas. Por fim, em quinto lugar, está a inte- gração, em um mesmo ambiente, entre lavoura, pecuária e florestas, comple- mentou Lal, que considera “fundamental” a preservação de florestas como a Ama- zônica e a do Congo, no centro do con- tinente africano, para garantir a retirada de carbono da atmosfera. ■ NATUREZA, AGRICULTURA E PRODUTORES TÊM QUE SER ALIADOS, DIZ CIENTISTA COOPERAÇÕES

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