Diário do Amapá - 30 e 31/03/2025

| NOTA 10 | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 30 E 31 DE MARÇO DE 2025 17 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa NOTA 1 A vernissage da 2ª edição da ex- posição Mulheres da Amazô- nia ocorreu na última terça-feira (18), e segue aberta para visitação até o dia 31 de março. A abertura do evento reuniu ar- tistas e visitantes que se encantaram com a técnica, formas, texturas e cores das 36 obras de artes expostas no hall de umShopping no centro da cidade. Projetos como este inspirampes- soas e fomentam a produção e difu- são das artes plásticas. Além de impulsionar a comercialização das obras, também revelamnovos artis- tas, novas visões da cena, tornando essa arte, cada vez mais, uma reali- dade cultural no estado. Para a artista visual Antoniele Xavier, que trabalha em suas obras, commateriais híbridos, não tão con- vencionais, a mostra abraça todas essas formas. “Eu sempre trabalhei commate- riais diversificados, tanto nas artes plásticas, quanto nas artes visuais. O que move as minhas criações são temas como as memórias, o tempo, e também temmuito sobre a minha pesquisa em poética líquida”, disse a artista. Antoniele ainda falou sobre a sua obra “Bailarina”, umas das peças na exposição, que reflete muito a pró- pria força e a destreza da mulher. “A composição dessa obra tem muito a ver comigo mesma. Remete ao equilíbrio e à força, porque nor- malmente, as pessoas quando veem a figura da bailarina pensam em le- veza ‘Parece uma pluma flutuando’, e nessa sensação de leveza transmi- tida ao público, há muita força do corpo envolvida, assim como acon- tece com a maioria de nós em nossa vida cotidiana”, ressaltou. Já numa vibração mais amazô- nida, a artista Adriane Corrêa, fala de sua obra intitulada “Abrigo”, que conta parte da história de sua vida e de seus familiares na ilha Caviana, na cidade de Chaves, interior do Pará. “Nesta obra estão as memórias afetivas da minha infância, dos ba- nhos de rio, das caminhadas pela mata, do cheiro da floresta. Me inspirei na imagem da irmã caçula para o rosto da mulher nesta tela, porque ela é uma inspiração para mim, como uma pessoa de enfren- tamento, de luta e resistência. Ela representa a visualidade da mulher da Amazônia, e a genética da nossa família”, explicou a autora de “Abrigo”. ■ EXPOSIÇÃO MULHERES DA AMAZÔNIA CONTINUA ABERTA AO PÚBLICO ATÉ 31 DE MARÇO “Mostrar vulnerabilidade não nos torna menos fortes. Pelo contrário, nos torna mais humanos e mais conectados. E também nos possibilita alcançar nosso melhor potencial dentro e fora das competições.” TATIANAWESTON-WEBB Surfista Brasileira DRA. VIVIANE ROSAS Médica Pediatra “Gripe e bronquiolite são doenças que podem ser transmitidas pelo ar, então é necessário prevenir com o uso de máscara para evitar contágios, o tratamento muitas vezes envolve monitoramento contínuo, uso de broncodilatadores e oxigenação para estabilizar o paciente”, “Em 2024, foram cometidos, no país, 194 estupros por dia” MARINA LUSTOSA Juíza de Direito “É um orgulho ver o Amapá no cenário nacional e internacional. O governador Clécio é muito atencioso com os municípios, e ainda tem a questão do petróleo, que é nosso El Dorado. Podemos agir sem ter aquela culpa com o meio ambiente” FRASES DA SEMANA LUIZ CARLOS JR Secretário de Cidades “Como presidente da Câmara, ex- presidente da UECSA, um lutador e combatente, eu chego aqui para esse momento importante. Viva a juventude!”, ARTES Artesãs recebem cursos de técnicas básicas para montagem de arranjos florais OFICINAS Na natureza, a mestra artesã Maria Servita Fôro de Almeida, recolhe fo- lhas das mais variadas espécies de plantas e transforma em arte utili- zando a técnica de “esqueletização”. O conhecimento foi repassado na Ofi- cina de Arranjos Florais. A atividade fez parte da programação do Mês do Artesão, organizada pelo Governo do Amapá, que iniciou em 10 de março e encerrou nesta sexta-feira, 28, na Casa do Artesão Amapaense, em Macapá. Os participantes da capacitação aprenderam as técnicas básicas para montar um arranjo de flores, comma- téria-prima extraída da natureza, uti- lizando fibras da bananeira, folhas de mangueira, cacau e cupuaçu, talos das vassouras do açaí e da bacaba, ouriços da castanha do Brasil e da sapucaia, além da palha do milho. Tudo começa com a colheita das folhas que caem das árvores, no pro- cesso natural de renovação. Na esque- letização, as folhas são cozidas em alta temperatura e lavadas uma por uma, com cuidado, para que a clorofila seja removida. Em seguida, são coladas para secagem. “É importante saber que algumas folhas podem ser deixadas na cor na- tural, que apresentam tons terrosos e neutros, e podem também ser clarea- das e tingidas nas mais diversas cores. A partir daí são transformadas em lin- dos arranjos florais para decorar am- bientes diversos”, afirmou Maria Servita Fôro. Durante a capacitação, a artesã Re- gina Maria dos Santos Rodrigues, de 73 anos, produziu um vaso com o uso da vassoura do açaí, folhas de man- gueira, palha do milho e semente de tento. “É uma técnica nova para mim. Já trabalho com a confecção de biojóias feitas com caroços do açaí e outros produtos. A oficina despertou o desejo de ampliar meus conhecimentos e pretendo aplicar em novas peças”, concluiu. ■ PEDRO DALUA Vereador de Macapá

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