Diário do Amapá - 30 e 31/03/2025
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 30 E 31 DE MARÇO DE 2025 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS FOCO - Contando com seis femininas em bancada de 23 assentos, Câmara de Macapá reforça compromisso contra violência de gênero, pugnando necessidade de políticas públicas eficazes para garantir segurança e bem-estar às mulheres do município. ■ BUSCA - “Amensagem que o governo traz é que um estado líder na geração de emprego, na redução da pobreza, no aumento da segurança alimentar, também quer ser líder no aquecimento de uma indústria da bioeconomia verde e ética, e também de uma indústria que vai dialogar com oAmapá do futuro”, Lucas Abrahão, ao assumir Conselho daAgênciaAmapá. ■ POLÍTICA - Bolsonaro diz que prisão seria o ‘fim’ da vida e admite conversa sobre estado de sítio em 2022, mas alega ter descartado ‘logo de cara’.Ex- presidente negou arrependimento por ter questionado a vitória de Lula e classificou uma possível condenação por participação na suposta trama golpista como ‘completamente injusta’. ■ No jogo Alinhado comMichel JK, Influência de WGóes (PDT) também teria pesado na troca de comando na SDR. Vinícius Gurgel, contudo, ainda no cabo de guerra, já estaria se articulando por uma outra secretaria no Setentrião. É esperar pra conferir. Já recebidas prefeito Bruno Mineiro, município de Tartarugalzinho é contemplado com kits de máquinas de costura, por ação política na Codevasf, a partir de iniciativa do deputado Malafaia. Governador Clécio, vereador DaLua e senador Randolfe, engrossaram, nessa sexta, 28, uma das agendas da Caravana Federativa dos 20 anos das Políticas Públicas de Juventude. Caravana percorre estados para fortalecer rede de apoio aos jovens, ampliar conscientização e promover diálogo entre lideranças, gestores e representantes de diversas áreas. Do estafe de Clécio, Lucas Abrahao assumiu, nesta semana, como representante do governo, assento no Conselho Deliberativo da Agência Amapá, segmento pensante sobre as formas que o Amapá deve atuar, para progredir. Reforço O senador Randolfe aproveitou o sabadão para se reunir com vereadores do município de Santana e falar de trabalho. A ideia é que todos sigam na mesma direção e que a prioridade seja o desenvolvimento da cidade e a melhoria da vida do povo de Santana. A conversa foi animada. Afinidades Política Bolsonaro diz que prisão seria o ‘fim’ da vida e admite conversa sobre estado de sítio em 2022, mas alega ter descartado ‘logo de cara’. Ex-presidente negou arrependimento por ter questionado a vitória de Lula e classificou uma possível condenação por participação na suposta trama golpista como ‘completamente injusta’. Afinidade Segundo ele, sem preciosismo, a Secretaria das Cidades é a casa dos prefeitos do Amapá. Ele é Luiz Carlos Júnior, titular dessa pasta que trabalha diretamente com os mandatários municipais. Entregas Independente da COP30, que será um centro de atração, governador Clécio já deu a letra e começa a atuar: atrair investidores para o Amapá, mas que se aproximem dos pequenos e médios empresários para captar créditos impulsionadores do desenvolvimento econômico. Estratégia Honras Ex-vereador e atual secretário de articulação de Bala Rocha, Mário Brandão confere ao colunista título honorífico de ‘Cidadão Santanense’. Entrega durante o programa LuizMeloEntrevista, na Diário FM. essas comemorações dos 40 anos da Democracia no Brasil, devemos fazer algumas reflexões. Otávio Mangabeira dizia que a Democracia é uma plantinha tenra que necessita ser irrigada e vigiada todos os dias. Já nós, ao tempo da União Democrática Nacional – UDN, no combate à ditadura Vargas, tínhamos como lema que “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. Assim, quando todos nós, em uníssono, no País inteiro, comemoramos a liberdade que conseguimos im- plantar, devemos ter em mira que ela necessita de ser vi- giada, adubada, protegida, até que se torne uma consciência individual, de cada cidadão de nosso País, sabendo que goza dos direitos que tem por causa do regime democrá- tico. Se não fosse a transição democrática, o operário Lula da Silva não teria sido jamais Presidente do Brasil. Ele o foi, e é, graças ao regime democrático. E a ele devemos um governo dos trabalhadores de grandes avanços. Assim como tenho a alegria de ver a Democracia re- conhecida e proclamada neste mês, tenho a responsabili- dade também pessoal de defendê-la. Repito uma vez mais: em minhas mãos o Brasil passou de um estado de exceção para um Estado Democrático de Direito. Uma transição pacífica. O Brasil tem uma longa tradição de crises. Testemunhei muitas delas, estudei com atenção as outras. A maior parte foram crises que não envolviam as instituições. Mas algumas as envolviam, e o Brasil pagou caro por elas. Alto foi o preço da crise de 1823, que fechou a nossa primeira Constituinte — ao afastar José Bonifácio, o novo País recusou solução para os problemas da escravidão, da reforma agrária, da questão indígena, da educação. Alto foi o preço de 1831, pago durante as regências. Alto foi o preço de não se ter feito a abolição com a incorporação dos escravos e seus descendentes à sociedade — ainda o estamos pagando. Alto foi o preço de termos feito a Re- pública por um golpe militar e a mantermos pela fraude eleitoral por quase quarenta anos. Alto foi o preço do golpe de 1930, que nos levou a quinze anos de um projeto pessoal. Alto foi o preço da crise de 1961, que nos afastou do parlamentarismo ao usá-lo para tolher o mandato do Presidente da República. Alto foi o preço de 1964, com vinte anos de regime militar. Fui o Presidente, repito, que conduziu a transição para a democracia. E ela se realizou completamente com a votação da Constituição de 1988 — e fui o primeiro a jurá-la. Tenho a convicção de que nossas instituições estão fortes e capazes de enfrentar qualquer ataque, como já o fez, por duas vezes, com os dois impeachments que tivemos; e de superar os acontecimentos de 8 de janeiro, que não se completaram graças à atuação das Forças Ar- madas, que repeliram esses fatos, numa demonstração de que as Forças voltaram aos quartéis e estão a serviço da Pátria, para manter o regime democrático dentro da lei e da ordem, na forma da Constituição, que é guardada, em um dos seus dispositivos principais, pela Justiça, sob a égide do Supremo Tribunal Federal. Sem instituições fortes, não há Democracia forte. E sem Parlamento, não há Democracia, que, ao representar o povo, talvez seja o coração dela. Portanto, deve fazer parte dos nossos compromissos a comemoração do regime de que desfrutamos e o jura- mento de defender a liberdade com eterna vigilância, sem jamais permitir qualquer ofensa; em caso de ataque, que seja repelido com força e caráter por todos nós. Tancredo morreu pela liberdade e, em sua memória, renovamos o compromisso de dedicar nossas vidas a sua defesa: a Democracia chegou e é irreversível. Democracia é liberdade. E esta tem um poder criativo capaz de se estender por uma grande capilaridade a toda a sociedade, que desfruta de direitos e deveres como ci- dadão habitante de um país em que se vive em absoluto Estado de Direito. A Transição trouxe a liberdade. E a liberdade abriu as asas sobre nós. ■ A liberdade abriu as asas E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY N Juntos Relatório final do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) foi aprovado, nessa sexta, 28, por comissão especial da Alap. Importância disso, que ainda será submetido à votação plenária e sanção governamental, é que dá segurança jurídica, ambiental e política para quem deseja produzir no Amapá. Avanço
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=