Diário do Amapá - 04 e 05/01/26
Domingo e Segunda-feira, 04 e 05 de Janeiro de 2026 Edição 10.217 - Ano 33 - R$ 2,00 COMPROMISSO COMA NOTÍCIA CONECTE-SE COM O DIÁRIO DO AMAPÁ - PARTICIPE ! ENVIANDO SUA OPINIÃO, DICAS, FOTOS E VÍDEOS Site: diariodoamapa.com WhatsApp: 99972-1141 E-mail: diario-ap@uol.com.br Twitter: @diariodoamapa Rádio: Diário FM 90.9 Redação, Publicidade, Classificados, Entregas, Assinaturas, MACAPÁ E REGIÃO (Segunda a sexta, das 8h às 18h) 19h Fechamento na Redação ÍNDICE INDICADORES Atendimento ao cliente Dólar Comercial R$ 5,42 Dólar Turismo R$ 5,42 Euro R$ 6,43 Poupança 3,567% Salário Minimo R$ 1,621 24 páginas ESTA EDIÇÃO (96) 3 223-7690 Editoria/Pags. Artigos 2 From 3 Argumento 4 Esplanada 5 Paulo Silva 6 Economia 7 Politíca 9 Cidades 11 Cidades 12 Polícia 15 Esportes 16 Nota10 17 Heraldo 19 Social 20 "SEMPRE CRITIQUEI A DITADURA DE MADURO, MAS SOBERANIA NACIONAL E DIREITO INTERNACIONAL DEVEM SER RESPEITADOS", DIZ RANDOLFE Senador se posicionou, neste sábado, 3, contra ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que redundou nas capturas do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama do país MINISTÉRIO DA SAÚDE E REDE SARAH KUBITSCHEK RENOVAM CONTRATO E AMAPÁ É UM DOS ESTADOS BENEFICIADOS 11 9 EM SANTANA Autor do primeiro feminicídio de 2026 já está no Iapen 15 V Foto/ Reprodução Matrículas unificadas iniciam na próxima terça-feira, 6 NA VIRADA Turismo internacional cresce com forte presença de franceses no Amapá AMPLA CONCORRÊNCIA 12 12 EDITORIAL SAÚDE NÃO É LUXO. É DIREITO O início de umnovo ano costuma trazer promes- sas individuais: mudar hábitos, cuidar melhor do corpo, reduzir excessos. Mas há uma decisão que pre- cisa ultrapassar o campo pessoal e se afirmar como compromisso coletivo: cuidar da saúde como direito fundamental. Saúde não é privilégio, nem favor do Estado. É um direito humano reconhecido internacionalmente, in- clusive pelaOrganização das Nações Unidas, ao defen- der a saúde universal como base da dignidade e do desenvolvimento social. Uma sociedade que trata a saúde como luxo aprofunda desigualdades e compro- mete o próprio futuro. A lição do imperador e filósofoMarcoAurélio per- manece atual: “O que não é bom para a colmeia não é bompara a abelha.” Quando o sistema falha, não há in- divíduo que permaneça imune. A negligência coletiva sempre retorna na forma de filas, diagnósticos tardios, sofrimento evitável e vidas interrompidas antes do tempo. Por isso, falar de saúde pública é falar, antes de tudo, de prevenção. Atenção básica forte, postos funcio- nando, exames acessíveis e acompanhamento contínuo salvammais vidas do que qualquer solução tardia. Pre- venir émais humano, mais eficiente emais responsável com os recursos públicos. No Amapá, é necessário reconhecer avanços con- cretos. A recente implantação do Centro de Radiote- rapia representa um marco histórico. Durante anos, pacientes com câncer enfrentaram não apenas a doença, mas o deslocamento forçado para outros esta- dos, o desgaste emocional e os custos adicionais. Hoje, o atendimento começa a ser feito aqui, com impacto positivo tanto na vida das pessoas quanto nas estatísti- cas que antes refletiam abandono e atraso. Esse é um exemplo de política pública que produz resultado real. E precisa deixar de ser exceção. Que ve- nhammais iniciativas estruturantes, mais investimen- tos contínuos e menos soluções improvisadas. Saúde não pode ser pauta apenas de campanha ou promessa recorrente — precisa ser política permanente de Es- tado. Cuidar da saúde é um dever individual, mas tam- bémuma responsabilidade coletiva. Quando o cidadão se cuida, o sistema ganha fôlego. Quando o poder pú- blico faz sua parte, a sociedade responde com con- fiança. Que o novo ano sejamarcado pormais consciência, mais prevenção e mais respeito à vida. Porque saúde não pode esperar, não pode ser adiada e não pode ser relativizada. Saúde é direito. E deve estar no centro das decisões que moldam o presente e o futuro do Amapá. ■ ● E m um novo ano que começa, o Amapá pre- cisa tratar a saúde como política permanente de Estado. Prevenção, atenção básica forte e exemplos como o Centro de Radioterapiamostram que cuidar das pessoas não é promessa — é obri- gação pública e compromisso coletivo
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