Diário do Amapá - 04 e 05/01/26

ENTREVISTA ENGENHEIRA INDUSTRIAL |ENTREVISTA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 04 E 05 DE JANEIRO DE 2026 14 María Corina Machado se manifestou pela primeira vez após os ataques a Venezuela na madrugada deste sábado (3/1). O país foi alvo de um ataque militar realizado pelos Estados Unidos, marcado por explosões e bombardeios em Caracas e outras regiões do país. D iário do Amapá – A líder da oposição venezuelana divulgou uma mensagem nas redes sociais na qual afirmou que o país está vivendo um “momento decisivo” e convocou a população a agir em prol da transição democrática e da liberdade dos ve- nezuelanos. Maria Corina - Na declaração, María Corina sau- dou o que chamou de “hora da liberdade” e citou a captura de Maduro como um ponto de inflexão histó- rico. Diário – Ela destacou a necessidade de res- tabelecer a soberania popular e nacional, de- fender a libertação de presos políticos e for- talecer processos que conduzam a uma nova etapa política no país, em conformidade com seus princípios de oposição ao governo ante- rior. Maria Corina - "Chegou a hora de a soberania po- pular e a soberania acional regerem nosso país. Va- mos colocar ordem, libertar os presos políticos, cons- truir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa", afirmou na mensagem. Diário – A líder também reafirmou a posição da oposição de que Edmundo González Urru- tia seria o presidente constitucionalmente eleito e deve assumir a chefia do Executivo e das Forças Armadas, apelando para que ofi- ciais e soldados o reconheçam como coman- dante-em-chefe. Maria Corina - "Esta é a hora dos cidadãos. Os que arriscamos tudo pela democracia em 28 de julho. Os que elegemos Edmundo González Urrutia como legí- timo presidente da Venezuela, que deve assumir ime- diatamente seu mandato constitucional e ser reconhe- cido como comandante em chefe da Força Armada Nacional por todos os oficiais e soldados que a inte- gram. Hoje estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática. Uma transição que precisa de todos." Diário – María Corina concluiu a mensagem chamando tanto venezuelanos dentro do país quanto no exterior a permanecerem or- ganizados, vigilantes e engajados até que uma transição democrática seja consolida- da. Maria Corina - Resumo da Carta e Declarações: Embora o texto completo da carta não esteja imedia- tamente disponível nos snippets de busca, as manche- tes e as declarações de Machado indicam os pontos principais: • Momento de Liberdade: A carta começa com a frase: "Venezuelanos, é momento da liberdade". • Justiça Internacional: Em entrevistas, Machado afirmou que Nicolás Maduro está agora enfrentando a justiça internacional por crimes cometidos contra o povo da Venezuela. • Tomada de Poder: A líder opositora expressou confiança na transição e mencionou a intenção de "to- mar o poder". • Agradecimento e Esperança: Em contextos an- teriores (após receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025), Machado já havia escrito cartas expressando gratidão pelo apoio internacional e a convicção de que a Venezuela seria livre, vendo o prêmio como um "fir- me chamado a que a transição a democracia se con- cretize de imediato". No geral, a mensagem central é de que a prisão de Maduro marca um ponto de virada para a restauração da democracia e liberdade na Venezuela. Texto: CLEBER BARBOSA PERFIL É uma engenheira industrial, professora e política venezuelana. Serviu como deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014, quando teve seu mandato cassado pela mesa diretora da Assembleia Nacional da Venezuela, comandada na época por Diosdado Cabello. Foi também fundadora, juntamente com Alejandro Plaz,[3] vice-presidente e presidente da Súmate, e do Soy Venezuela, uma organização civil de oposição e resistência ao governo do ditador Nicolás Maduro. Juntamente com outros integrantes da oposição venezuelana, foi acusada de conspiração para fundos recebidos da Fundação Nacional para Democracia, provocando a condenação do governo de Hugo Chávez por grupos de defesa dos direitos humanos. Durante os protestos na Venezuela em 2014, foi uma das principais organizadoras das manifestações contra o presidente Nicolás Maduro. Em junho de 2023, após começar a liderar as primárias da oposição para a Eleição presidencial em 2024, foi proibida de ocupar cargos públicos pela Controladoria-Geral do país por 15 anos; algo semelhante aconteceu com Henrique Capriles, que concorreu duas vezes à presidência pela oposição, e foi impedido de exercer cargos públicos por 15 anos em 2017. Em 9 de janeiro de 2024, durante um protesto contra a posse de Nicolás Maduro em 2025, foi presa pelo seu regime. Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 2025 por defender os direitos democráticos na Venezuela, liderando a luta por eleições livres e a transição da ditadura à democracia. María Corina Machado Parisca MariaCorina, líderdaoposição: "AVenezuela está livre!"

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