Diário do Amapá - 04 e 05/01/26

➔ E-mail: luizmello.da@uol.com.br ➔ Instagram: @luizmelodiario© 2018 ➔ twitter: @luizmelodiario O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda. RÁPIDAS ● Afronta... Sobre invasão dos EUA, Randolfe reitera o que já dissera. Que sempre condenou ditadura de Maduro. Mas não pode aplaudir quebra de soberania nacional e direito internacional, que devem ser respeitados. “É, também, uma afronta à Carta das Nações Unidas”, diz. ● Tá que tá ... Em plena lua de mel com o eleitorado, WGóes vai à linha de tempo, na web, para desfazer uns boatos sobre suposto desejo de disputar vaga à Federal, em vez do Senado. Nada a ver. “Sem nenhuma mudança de planos à vista. É Senado mesmo e prono! Não se fala mais nisso”, disparou. ● Saúde ... Clécio tem ido às telas, ultimamente, para contas sobre mais um ano no GEA. Depois do Centro de Radioterapia, tem citado muito o novo HE, como o projeto dos sonhos - no tudo a ver com o que prometera ao assumir, sobre priorizar a Saúde. Nelson Rodrigues Escritor e jornalista brasileiro ● Torcida... Ex-PR, Sarney não tem negado a amapaenses que o visitam, em Brasília, um carinho especial pela candidatura de Furlan ao GEA, em outubro. Aliás, com incentivos a Rayssa também, por quem, confessa, torceu muito na eleição passada, quando ela buscava o Senado. Oh, Deus! Onde estás, que não me escuta? Frase bíblica Playback... Show de Zezé Di Camargo emMarabá, no Pará, foi pura ‘enganação’, com o cantor apenas du- blando músicas de seu repertóio. Mas a “farsa” não passou despercebida e o público reagiu aos gritos, repudiando a mentira, que custou R$ 1 milhão ao município paraense. Depois que saiu de cena como deputada federal, por erro de cálculo, Sonize Santos tem dado eco ao eco: nem pensar novamente levar nome às urnas. E, já em Macapá, voltou a tocar negócios na vida empresarial. Mas admite: “foi um aprendizado e tanto“, diz. Saber… Confiança... Deputado federal mais votado em 2022, quase 28 mil votos, Josenildo Abrantes é outra vez a grande aposta do PDT para fortalecer bancada federal. Dono de invejável canteiro de votos, tem justificado por onde o reconhecimento por feitos pelo Amapá, em Brasília. ● Pai e filho, feitos do mesmo barro, WGóes e João Pedro juntos ocupam palanque pela primeira vez como candidatos: pai ao Senado e o filho a deputado estadual. E com dona Marília, agora conselheiria do TCE, dessa vez apenas na plateia, fazendo figa. Paciência... No vislumbre de ditos PhDs em política, vencido e vencedor nessa disputa Clécio vs. Furlan, só depois do último voto. Uma briga de gigantes, admitem. Mas, ape- sar de já em ano eleitoral, sugerem prudência, porque ainda está cedo demais para fechamento de apostas. Pode crer... “Márcio Serrão já vem de Laranjal do Jari eleito deputado federal!”. No achismo de ummorador de lá, ao avaliar o gigantismo do trabalho de Serrão como prefeito do município. E por tudo, o próprio Márcio reconhece: “devo muitos obsé- quios a Davi Alcolumbre”. ● Espera... Duvidosos entre Clécio e Furlan, eleitores ainda vivem expectativa de uma terceira via, para, só a partir daí, decidirem emquemapostar fichas.. ● “ “ |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 04 E 05 DE JANEIRO DE 2026 3 FROM / LuizMelo Laços de família assou 2025. Bom Ano. Estamos em pleno Ano Novo, commuita esperança de que seja de grande felicidade para todos. É sempre o mistério do tempo que a graça de Deus nos concede. Antes de saudar com esperança o Ano Novo — que o Padre Antônio Vieira preferia usar a fór- mula de “Bons Anos” para não sermos mesquinhos de- sejando um só, mas todos os anos futuros—, eu agradeço a Deus o ano que passou, emque nos foi concedida pelo Criador a graça da vida. Emcada ano que passa, vivemos. Meu avô quando fazia aniversário sempre dizia: “Ruim é não fazer.” Ele mesmo, que morreu aos noventa e seis anos, quando lhe perguntavam a sua idade, confessava, sem esconder nada e acrescentava: “Vê se tu chegas lá.” O calendário marcado pelos dias gloriosos do ano me traz memórias desde a infância, nas sombras cinzas das lembranças daquele interior perdido nos campos verdes do Maranhão, quando íamos à igreja louvar o nascimento do Filho de Deus, cujas sandálias João Batista se dizia indigno de desatar, até a madurez da reza em comum com a família, lendo o Evangelho de São Lucas, que descreve o que aconteceu na manjedoura de Belém. Na minha infância eu já sabia que comer gomos de romã na entrada do Ano Novo assegurava que o novo ano nos tratasse bem. Depois descobri que em toda en- trada de ano as pessoas colocavam, para a passar a meia-noite, um dinheiro no bolso. Assim não teriam dificuldades financeiras. Hoje, vejo que os anos da fase do conhecimento e da comunicação gostam de lentilhas — que no interior do Maranhão nem se sabia o que era —, roupa branca, flores nomar, velas na praia e fogos de artif ício. Aqueles meus primeiros anos gostavam de sinos da meia-noite, rezas, ladainhas e louvações. Outro costume daquele tempo era dar esmolas, fazer ceia para os mendigos (coisa que minha mãe nunca deixou de fazer) e comer Garibaldi: as ossadas do peru da ceia preparadas num cozido ensopado com pirão do caldo. Naquele tempo só havia um Senhor do universo: o Criador. Hoje existem muitos deuses. O pior deles, o deus da guerra, não desaparece de muitas partes do mundo; mais forte no Oriente, em Gaza, e na Ucrânia. Na Pinheiro da minha infância, nenhumbicho preto podia aparecer na rua no dia primeiro do ano. Eram es- condidos, presos nos currais, sem direito a circular. Traziammau agouro. Outras coisas eram comentadas em segredo: os ma- ridos deviam, na noite da passagem de ano, “procurar” suas esposas, o que traria felicidade no casamento. Por isso, talvez, o rosto delas fosse enigmático na véspera do Ano-Novo, uma contida alegria. Quando soube disso, já menino grande, eu as olhava com olhos des- confiados. Com o passar dos anos, no mar alto da guerra pela sobrevivência, com as lembranças todas acumuladas como se fosse umdepósito de coisas arquivadas, percebo que a infância é eterna e diferenciada. É dela que retiro uma personagem daqueles anos. Maria Roxa, crioula tida como doida, rodopiando brejeira, com uma flor no cabelo, chega na porta de nossa casa, os meninos rindo de sua loucura, cantando. De repente ela levanta a saia e grita: “Olha a onça”. E aí nossa inocência ia embora. Omundo precisa recuperar umpouco a sua inocência, no sentido de não praticar o mal. Precisamos valorizar a vida, o infinito número de coisas boas que Deus nos deu, com que convivemos. Inclusive as pessoas, que Deus fez a Sua imagem e semelhança e que, em imensa maioria, praticam o bem e rejeitam o mal. Se há muitos sinais ruins, nós aqui no Brasil come- çamos o Ano Novo com pleno emprego, os salários em alta, a economia superando os desafios, a democracia consolidada, semdesastresmaiores e cheios de esperança. Esta é a mensagem que envio a todos: um Ano Novo cheio de esperança! ■ Meu Velho Ano Novo E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY P

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