Diário do Amapá - 09/01/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 09 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br Q ue novidade! Ou não? Após o assassinato do prefeito de Santo André em janeiro de 2002, encerrou meu ciclo no PT, minhas críticas já eram públicas e não queria por um alvo emmimmesmo. Decidi que nunca mais votaria no PT... Logo no início de 2019, ficou claríssimo que Bolsonaro não sabia governar e, mais grave, tinha preguiça de aprender. Colocou o Chicago Boy que não soube fazer o Brasil crescer e enriquecer. Engoli meu orgulho e o sapo (como dissera Brizola). E, saindo, o "chicaboi" fez previsões de um Brasil apocalíptico sob Lula e Haddad. Certamente, Lula buscava redenção e convenceu o "church boy" a ser seu vice. Ao menos Lula não mataria 700 mil brasileiros. Outro político que se apresenta como gênio econômico e político é o governador de São Paulo que vestiu o boné MAGA, que aconselhou o Lula a submeter o Brasil ao Trump e ainda afirmou que a Argentina iria ser modelo para o mundo... Errou! Lula já dera exemplo de ir para a prisão sem fazer "mimimi" nem tentar fugir como os "destro- covardes" fazematualmente. Opresidente já prestou as contas de 2025, avalio bem, mas seria melhor se o Bolsonaro não tivesse entregado o orçamento ao Congresso, fonte atual da roubalheira. Que cada um busque as informações em jornais e conclua per si. Embora a população já sinta de forma indireta, comomostra o DataFolha, que divulgou a pesquisa "Principais problemas do país ao longo da gestão Lula 3", em13 de dezembro último, emque mostra que o desastre econômico pintado pela direita não se concretizou. A economia era apontado com preocupação por 22% dos brasileiros commais de 22 anos em abril, agora é visto como problema para 11%. A violência era uma preocupaçãomenor, a pes- quisa apontava 11% e, agora, 16%. Um salto de 5 pontos percentuais. Para os pretos, salta para 21%, mesmo percentual da população com mais de 60 anos, mostrando quemé vítima de fato na sociedade. Aquestão é que segurança pública é responsabilidade dos governadores que se opuseram à proposta de PEC do governo federal. Um foco para a equipe do presidente. Já a saúde continua como maior preocupação, era 22% e, agora, 20%, dentro da margem de erro que é de 2 p.p.. Curiosamente, é preocupação para 26% das mulheres, enquanto que 15% para os homens. Tal como a vio- lência que é mais importante para os homens, 18%, que as mulheres, 13%, apesar da violência contra a mulher e o feminicídio crescerem no país. A corrupção só importa para 10% dos homens e 6% para das mulheres, mesmo percentual das que se preocupam com a fome e só 3% dos homens. Já o desemprego, importa para 6% dos homens e 5% das mulheres. Desi- gualdade social, impostos e política tem pouca gente que julga importante, certamente porque as pessoas não relacionam esses fatores com saúde, violência e economia. Antigamente, eu acreditava que a educação faria com que todos enxer- gassem os erros dos governos e votariam melhor, mas o que vejo são "doutores" extremistas cegos pela paixão política, de extrema-direita e ex- trema-esquerda, então devolvo a pergunta ao leitor: como salvar nossa nação do extremismo? ■ A corrupção só importa para 10% dos homens e 6% para das mulheres, mesmo percentual das que se preocupam com a fome e só 3% dos homens. Já o desemprego, importa para 6% dos homens e 5% das mulheres. Desigualdade social, impostos e política tem pouca gente que julga importante, certamente porque as pessoas não relacionam esses fatores com saúde, violência e economia. Destro-economistas erraram... MARIO EUGENIO O governo federal parece ter redescoberto o gosto pelo escuro. E não qualquer escuridão, é aquela em que o Estado decide sozinho o que o cidadão “deve” ou “não deve” enxergar. A portaria do Ministério das Relações Exteriores que permite negar pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação (LAI) mesmo sem que o documento tenha sido oficialmente classificado como sigiloso é mais que um tropeço burocrático é um convite ao arbítrio. A sutileza da manobra é quase uma confissão de culpa. Em vez de assumir que certos papéis foram cobertos com o manto do sigilo, o governo agora poderá simplesmente não entregar nada, sem precisar explicar por quê. É o sigilo sem assinatura, a censura sem protocolo, o “não vou mostrar e pronto”. O tipo de expediente que qualquer síndico autoritário adoraria ter à mão, mas que um país que se diz democrático deveria repudiar imediatamente. E como se não bastasse, a portaria abre espaço para que qualquer informação que possa causar “embaraço” diplomático seja trancada a sete chaves. Embaraço para quem? Para o país ou para quem comanda momen- taneamente o país? A fronteira entre proteger o interesse na- cional e proteger o governo de constrangi- mentos sempre foi tênue, agora, com essa regra, desaparece de vez. Basta invocar o fan- tasma do desconforto internacional e pronto: toda atividade estrangeira no Brasil pode virar segredo. A ironia, claro, é que essa é a antítese do discurso eleitoral que garantia devolver a transparência ao centro da política pública, depois de anos de sigilos centenários impostos no governo anterior. Pois bem: prometeu luz, entregou penumbra. Prometeu abrir janelas, mas voltou a puxar as cortinas. E vale lembrar: transparência não é favor; é obrigação de quem governa. O Estado não é dono da infor- mação, mas seu guardião. Quando o governo cria mecanismos para esconder fatos, nego- ciações e pareceres que moldam decisões tomadas em nome de mi- lhões, rompe-se o contrato básico entre representante e representado. A publicidade dos atos públicos deixa de ser um princípio constitu- cional e vira moeda de troca. O cidadão, que deveria fiscalizar, passa a torcer para conseguir um fiapo de esclarecimento. Essa portaria não é apenas uma má ideia, é um perigoso retrocesso. A democracia não resiste quando a verdade vira concessão estatal. ■ Portaria federal ameaça transparência pública brasileira Quando o governo cria mecanismos para esconder fatos, negociações e pareceres que moldam decisões tomadas em nome de milhões, rompe- se o contrato básico entre representante e representado. A publicidade dos atos públicos deixa de ser um princípio constitucional e vira moeda de troca. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO

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