Diário do Amapá - 11 e 12/01/2026

CIDADES 12 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa P ara as famílias que perderam bens essenciais, a chegada de uma geladeira representa mais do que um eletrodoméstico: É a reto- mada da rotina e a reconstrução da vida comdignidade. A entrega do equi- pamento pelo Governo do Amapá marca uma nova etapa da assistência humanitária destinada às pessoas atin- gidas por um incêndio de grandes pro- porções no bairro Novo Buritizal, em Macapá. Os equipamentos foram doados pela CEA Equatorial, após articulação institucional solicitada pelo governa- dor Clécio Luís em parceria com o se- nador Davi Alcolumbre. Desde as primeiras horas após o ocorrido, na quarta-feira, 7, o governador determi- nou a atuação imediata das equipes do Estado no local, garantindo acolhi- mento, proteção social e a permanên- cia dos secretários para assegurar respostas rápidas às necessidades das famílias afetadas. A ação integra um conjunto de me- didas emergenciais voltadas à preser- vação de direitos e ao cuidado com quem mais precisa. A entrega das ge- ladeiras faz parte da estratégia de assis- tência coordenada pelo Governo do Estado, assegurando condições básicas de segurança alimentar às famílias que tiveram perdas totais ou parciais de seus lares. “Desde o início, nossa equipe está presente na área onde o incêndio ocor- reu. Por determinação do governador Clécio, todos os secretários permanece- ram no local, prestando apoio direto e adotando as medidas necessárias para garantir os direitos das pessoas afeta- das. Neste momento da ação emergen- cial, realizamos a entrega das geladeiras às famílias atingidas. É um gesto que simboliza recomeço e recons- trução de vidas”, destacou a secretária de Assistência Social, Aline Gurgel. Ao todo, 74 pessoas tiveram suas casas atingidas, sendo 57 adultos e 14 crianças. Além da entrega dos eletro- domésticos, o Governo do Amapá também coordena o recebimento e a distribuição de doações orgânicas, como roupas, reforçando a rede de apoio às famílias assistidas. Paralelamente às ações emergen- ciais, o Estado já executa a reconstru- ção das moradias por meio de uma força-tarefa que atua na limpeza da área, no levantamento técnico dos danos e no início das obras, garan- tindo que as famílias possam retornar aos seus lares com segurança e digni- dade. A iniciativa reforça o compro- misso do Governo do Amapá com po- líticas públicas efetivas de assistência social, resposta rápida a emergências e cuidado contínuo com a população em situação de vulnerabilidade. ■ DESENVOLVIMENTO REGIONAL O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o edital do processo seletivo re- ferente à seleção de pesquisadores para atuarem na segunda fase do Projeto Diagnóstico Situacional das Unida- des Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), realizado pelo Labo- ratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O objetivo da seleção será a formação de equipes de campo que atuarão no mapeamento dos desafios e poten- cialidades para o pleno funcionamento das UBSs Fluviais emoperação nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Ini- cialmente, serão oferecidas 15 vagas de pesquisador e assis- tente de pesquisa para os estados do Amazonas e Pará, com um total de cinco expedições previstas para acontecer entre os meses de abril e junho de 2026. As inscrições podem ser feitas até o dia 20/01. De acordo com o pesquisador em Saúde Pública da Fio- cruz Amazônia, Rodrigo Tobias, coordenador do projeto, o objetivo do processo seletivo é identificar, selecionar e qua- lificar pessoas como perfil técnico e ético de interesse da pes- quisa adequado para contribuir de forma consistente com a produção de conhecimento científico orientado ao desen- volvimento da Atenção Básica do SUS na Amazônia. ■ 15 VAGAS O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Re- gional (MIDR) iniciou a quarta temporada do pod- cast e videocast Desenvolve Aí diretamente do Amapá, em meio à floresta amazônica, para apresentar os impactos da Rota do Mel no fortalecimento da apicultura e da meliponicultura. O episódio foi gravado no meliponário do produtor Eli- seu Souza , na comunidade Mel da Pedreira, e destacou como a política pública tem contribuído para organizar a cadeia produtiva, ampliar oportunidades e promover o de- senvolvimento regional sustentável. No episódio, produtores e representantes do MIDR ex- plicaram como a inclusão do Amapá na Rota do Mel, com a criação do Polo do Mel do Meio do Mundo, amplia o acess o a apoio técnico, qualificação, certificação e mercados. “A nossa comunidade era esquecida pelo poder público, mas no momento que aqui desenvolveu, que as pessoas começa- ram a ver o nosso trabalho fluindo e que os governantes vie- ram conhecer, mudou a nossa história totalmente”, explicou Eliseu Souza, integrante da Rota do Mel. O episódio contou com a participação do produtor Eli- seu Souza , da Edicleuma Santana , da Cooperativa Coo- permel, e do Samuel Castro , coordenador de Projetos Inovadores do MIDR e consultor da Rota do Mel. ■ Fiocruz Amazônia quer atrair pesquisadores do Amapá para o Programa VigiFronteiras Rota do Mel fortalece a meliponicultura no Amapá ENTREGA DE GELADEIRAS SIMBOLIZA RECOMEÇO PARA FAMÍLIAS ASSISTIDAS APÓS INCÊNDIO EM MACAPÁ AÇÃO HUMANITÁRIA O psicólogo André Romero, em fala no programa Togas e Becas (Diário FM 90,9), neste sábado, 10, analisou que a campanha Janeiro Branco, que estimula o debate e a conscientização sobre a saúde, é um convite à reflexão porque o primeiro mês do ano não significa apenas uma mudança de ca- lendário, mas umrecomeço do que a pessoa deseja conseguir até o outro dezembro. Romero apontou a ansiedade como o transtorno mais presente na sociedade, atualmente, em decorrência da forte pressão que as pessoas sofrem para ser as melhores. Às vezes, ela é tamanha que é vertida para o corpo, me- xendo com o intestino e também causando alergia e enxaqueca, entre outros males, apesar de ser uma questão na ordem da saúde mental. Opsicólogo reconheceu que émuito dif ícil resistir à cultura de que se deve ser omelhor, imbatível, o invencível. “Isso adoece”, pontuou, para apresentar o escape: “É preciso conhecer o seu limite e não se impressionar coma pressão da sociedade, não se preocupar se o objetivo não foi alcançado”. Para André Romero , o profissional, seja quem for, tem que aceitar que ele tem limite e não se submeter à im- posição do enfrentamento de que vai dar conta de determinadamissão. Ele aconselhou que às vezes é preciso parar, mesmo correndo o risco de ser chamado de irresponsável, porque isso é necessário para a saúde mental. ■ ENTREVISTA André Romero diz que às vezes é melhor parar do que se deixar levar pela pressão social DOUGLAS LIMA EDITOR CLEBER BARBOSA DA REDAÇÃO DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 11 E 12 DE JANEIRO DE 2026

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