Diário do Amapá - 13/01/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 13 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A desigualdade brasileira não é um desvio de percurso; é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprendemos com Florestan Fer- nandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica: é método. Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia, herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil lançou- se ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades. É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O Governo do Brasil foi testado diariamente por previsões econômicas pessimistas, tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabi- lização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu. O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. En- quanto o ruído tentava impor o caos, o país avan- çou. Estar do lado do povo brasileiro requer con- vicção. Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, con- quistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a justiça tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão. Esse projeto está apenas começando. O com- bate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem identidade, lado e tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desi- gualdade. Não existe governo “em cima do muro” quando o que está em jogo é a vida de milhões. Com políticas como Luz do Povo, Gás do Povo, Reforma Casa Brasil, Agora Tem Especia- listas, CNH do Brasil e o IR Zero, o governo deixou claro em 2025: governa para o povo, com o povo e do lado do povo. Ponto. O Brasil também voltou a falar com o mundo a partir de si mesmo. A COP-30 recolocou o país no centro do debate climático global, sem sub- missão nem negacionismo, apresentando ao mun- do o Mapa do Caminho e afirmando que desen- volvimento, proteção ambiental e soberania nacional não são opostos, mas partes do mesmo projeto de futuro. Por isso, a afirmação não é apenas política, é histórica: sim, nós vencemos 2025. Mas e agora? O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano. O primeiro passo é aprovar o fim da escala 6x1 sem redução de salário. Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenham a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm. Se, para Florestan Fernandes, o privilégio é incompatível com a democracia, o fim da 6x1 é passo imprescindível ao amadurecimento do nosso modelo democrático. É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar o projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes. O caminho está traçado. O lado está escolhido. O Brasil seguirá em frente — com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro. ■ É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar o projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes. Vencemos 2025. E agora? E-mail: diario-ap@uol.com.br Ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) SIDÔNIO PALMEIRA J ovens trabalhadores valorizam, cada vez mais, o investimento consciente enquanto outros caemna armadilha da ostentação. Em tempos de consumo desenfreado e uma cultura que muitas vezes valoriza mais a aparência do que a substância, é crucial analisar e criticar as escolhas que levammuitas pessoas a comprometerem suas finanças pessoais em nome da ostentação. Neste artigo, discutiremos a preocupante tendência de comprar itens de luxo, como carteiras e bolsas caras, sem ter a capacidade financeira para usá-los de maneira responsável. Muitos chegamao primeiro emprego ou “jovemaprendiz”, “jovemempreendedor” seja o nome que for, precisam entender que, se começarem a economizar no início de suas vidas profissionais alcançarão uma estabilidade futura. É inegável que a sociedade moderna é influenciada por uma cultura consumista que valoriza a posse de bens de alto valor. No entanto, essa mentalidade frequen- temente leva indivíduos a gastar além de seus meios e, em última instância, a sacrificar sua saúde financeira. Um exemplo emblemático disso é a aquisição de carteiras e bolsas de grife, muitas vezes compreços exorbitantes, que frequentemente permanecem intocadas nos guarda-roupas de seus pro- prietários. Entulhar de roupas e vestes que serão utilizadas apenas uma vez, gastar com shows caros, baladas e eventos sociais é bom, mas poupar pode contribuir com um futuro mais tranquilo. Isso sem contar as ne- cessidades urgentes e emergentes. Afinal, os jovens brasileiros não aprendem a poupar e economizar e, quando o fazem, são em tão pequeno número que pa- recem estar “fora do eixo”. A ostentação, na maioria dos casos, não está ligada a uma verdadeira apreciação pelos produtos adquiridos, mas sim a uma tentativa de impressionar os outros. Muitos desses compradores não consideram as impli- cações financeiras a longo prazo de seus gastos impul- sivos, o que pode levar a dívidas significativas e estresse financeiro. Enquanto alguns gastam suas economias em aces- sórios demoda caros, jovens trabalhadores responsáveis estão fazendo escolhas financeiras mais sensatas. Em vez de priorizar a ostentação, eles preferem investir seu dinheiro em necessidades reais, como roupas de qualidade, sapatos duráveis e outros bens que oferecem umretorno tangível sobre o investimento. Isso demonstra uma maturidade financeira que é digna de elogio. Além das compras de moda, não podemos ignorar a tendência de adquirir celulares de última geração e inúmeras inutilidades vindas do exterior. Esses produtos muitas vezes não atendem a uma necessidade real e, ao mesmo tempo, sobrecarregam as finanças pessoais. As parcelas desses luxos supérfluos podem facilmente superar o orçamento disponível. Devemos, como sociedade, começar a questionar o valor real dessas compras e o impacto que elas têm em nossa estabilidade financeira a longo prazo. É hora de promover uma mentalidade de investimento consciente e sustentável, em que as escolhas de compra sejam baseadas em necessidades reais e em uma avaliação cuidadosa das implicações financeiras. A ostentação pode ser tentadora, mas não deve ser o padrão pelo qual medimos o sucesso ou a felicidade. A verdadeira prosperidade vem da segurança financeira, da capacidade de lidar com despesas imprevistas e da liberdade de fazer escolhas significativas na vida. Jovens trabalhadores que priorizam o investimento consciente em vez da ostentação estão no caminho certo para alcançar esses objetivos. Comprar carteiras, bolsas caras e outros itens de luxo sem a capacidade financeira para usá-los de maneira responsável é uma armadilha que muitos caem. A ostentação não deve ser o foco; em vez disso, devemos valorizar o inves- timento consciente e as escolhas financeiras responsáveis que contribuem para um futuro mais sólido e seguro. ■ Quando a aparência supera o bom senso financeiro A ostentação pode ser tentadora, mas não deve ser o padrão pelo qual medimos o sucesso ou a felicidade. A verdadeira prosperidade vem da segurança financeira, da capacidade de lidar com despesas imprevistas e da liberdade de fazer escolhas significativas na vida. E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIO J.L. SIMÃO

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