Diário do Amapá - 14/01/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 14 DE JANEIRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS PULSO - Pesquisa Meio/Ideia revela Tarcísio mais competitivo que Flávio e Michelle contra Lula. Filho do ex-presidente aparece com 36%, enquanto Michelle marca 39%, e Tarcísio tem 42,1% em eventual segundo turno, mostra levantamento divulgado nesta terça-feira. ■ SEM BEBIDA - Brasil passará a celebrar, anualmente, em 19 de junho, Dia Nacional da Lei Seca. Data foi sancionada pelo PR Lula. Dia escolhido é o mesmo em que foi assinada Lei Seca, em 2008. Legislação estabeleceu ‘tolerância zero’ para consumo de bebidas alcoólicas na direção de veículos e criminalizou infração de dirigir embriagado com pena de 3 meses a 6 anos de prisão. ■ Caça-votos… Além de seguir prefeito em Santana, sem interromper mandato, Bala Rocha tem outra missão a cumprir: pedir apoio para Clécio, Waldez e Randolfe. Ou seja, não será candidato, mas, dessa vez, cabo eleitoral ativo deles [Clécio, Waldez e Randolfe]. Bala aposta que Santana será decisiva para garantir a vitória do trio. Prioridade Não indo à vice de Clécio, Teles Jr. pode levar nome a estadual ou a federal; mas, nos bastidores, o roteiro aponta para outro caminho: ajudar a coordenar a campanha e manter vivo o plano político de WG. Aliados de Alcolumbre afirmam que ele não vai demorar a pautar a análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria. Oposição tentou fazer com que Alcolumbre convocasse uma sessão para a derrubada dos vetos no recesso, mas ele deixou o assunto para o retorno dos trabalhos legislativos. Preparado e determinado, Clécio entra em uma fase de equilíbrio entre gestão e política. O foco será percorrer o estado, ouvir, alinhar forças e construir o caminho para uma chegada firme e organizada em outubro. Acelerando… No PDT, a conversa é curta e direta: prioridade atende pelo nome de Waldez no Senado. Razão do plano de dedicação integral, que busca ampliar alianças e admite até abrir mão da vaga de vice- governador, hoje ocupada por Teles Júnior. Primazia Direção do delegado de polícia civil Luiz Carlos, no Iapen, iniciada há 2 anos, nesse período impediu que crime organizado, ali, faturasse em torno de R$ 20 mi no comércio extorsivo de comida que fazia no local, até exigindo que famílias levassem produtos de consumo alimentar sob pena dos presos sofrerem castigos. Golpe Lula escolhe Wellington Lima e Silva como novo ministro da Justiça e mantém segurança na pasta. Atualmente, o advogado chefia o departamento jurídico da Petrobrás. Definição PR Lula (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça, 13. O petista lidera todos os cenários na disputa pela presidência da República e caminha para disputar o 2º turno contra um candidato indefinido de direita. Sondagem Clécio celebra início do Curso de Formação para mais 341 alunos- soldados da PM. Terceira turma integrava o cadastro reserva do concurso de 2022. Segundo o governador, investimento na segurança pública do Amapá, entre 2023 e 2025, soma mais de R$ 200 milhões. Reforço Incógnita Primeira dama Priscila Flores prestigiou nesta terça (13), abertura do curso Atena, uma iniciativa voltada ao aperfeiçoamento técnico-operacional exclusivo para mulheres que atuam na segurança pública. Presença M inhas meninas já ficaram adultas faz mais oumenos vinte anos, apesar de continuarem sendo as nossas crianças. Então não temos barulho de criança na nossa casa há bastante tempo. Aliás, até dez anos, talvez um pouquinho mais, cui- damos de nosso sobrinho Gabriel, durante o dia, então havia uma criança em casa, ainda que em ho- rário reduzido, só à tarde. Além dele, a última vez que tivemos crianças em casa foi quando meus netos portugueses me vi- sitaram em fevereiro último, pois tive um acidente grave e não pude ir para Portugal para vê-los. Foi uma festa ter de novo riso de criança, falação de criança, bagunça de criança pela casa. Era verão e Ian era pequeninho, ainda, um ano e pouco, corria de lá pra cá e de cá pra lá, às vezes pelado, brincava na água, que colocamos uma piscininha para eles, pulava na cama como se fosse trampolim e fazia es- tripulias mil. Rio já era mais comedido, pois tinha cinco anos, prestes a fazer seis. Procurava aparelhos de som vintage, como discman, walkman ou toca fitas daqueles coloridos de criança e se ocupava ou- vindo música. O pai dele é músico, então música faz parte da formação dele. Coisa melhor do mundo ter os netos na casa do vovô e da vovó. Aí, depois de quase dois anos de molho, em casa, finalmente aventuramos e compramos passagem para Portugal. Não sabia como seria ficar tanto tempo sentado dentro de um avião – nove horas – mas tinha que tentar, para saber como ia ser. E viemos. Não foi fácil, tive que levantar várias vezes e andar no corredor, ficar na beirada do corredor para esticar as pernas, usar meia compressora, mas sobrevivi. Chegando aqui não pude andar como gostaria, mas devagar vou indo, andando pouco, usando carro de aplicativo e metrô. Mas vale tudo a pena quando, de manhã, antes de ir para a escolinha, Ian, agora com dois anos, vem ao nosso quarto dar bom dia e brincar com a gente. Ele ainda fala o bebenês fluente, ainda fala poucas palavras em português, mas a gente consegue entender muito bem o que ele quer dizer. Então ele vem aqui, dá beijo, deita na cama, pede para fazer tendinha com a coberta e ri um riso delicioso com a gente. Eu, na verdade, acordo quase cedo, seis e meia, sete horas e escuto ele acordar, seja sete horas ou sete e meia, raramente às oito, e é muito prazeroso escutar a corrida dos pezinhos fofos do quarto até a copa, a falação logo ao levantar, a cantoria, o bom humor matinal. Eu sorria no escuro do quarto. Nin- guém via, nem eu mesmo, mas como era bom escutar os pezinhos de Ian ligeiros no corredor, fa- lando muito aquela língua só dele. Escuto tudo e não levanto para não atrapalhar a dinâmica da casa na manhã, antes de Ian e Rio irem para a escola. Quando eles estão prontos eu levanto e até levo Rio pra escola, às vezes, ou vou junto com quem for levar o Ian para a escolinha. Ter crianças na vida da gente, mais uma vez, ter agora os netos, poder vê-los crescer, ainda que não todo o tempo, é um privilégio que não tem dinheiro que pague. É uma segunda vida. ■ Pezinhos fofos e vida nova E-mail: lcaescritor@gmail.com LUIZCARLOS Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC

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