Diário do Amapá - 15/01/2026

DOUGLAS LIMA EDITOR POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 15 DE JANEIRO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa U m jovem de 19 anos de idade foi preso em flagrante por ter assassinado o próprio primo. O suspeito foi capturado graças a uma ação integrada das polícias Civil e Mi- litar. O crime aconteceu na noite de se- gunda-feira, 12, no município de Fer- reira Gomes, a 138 quilômetros de Macapá. Alan Duarte de Oliveira, de 31 anos, foi morto com cinco disparos de arma de fogo. De acordo com o delegado Felipe Rodrigues, responsável pelo caso, o acusado foi até a residência da vítima, arrombou o imóvel e alegou que havia pessoas querendo matar o primo. Aproveitando-se da relação de con- fiança entre os dois, pediu que Alan se escondesse e que indicasse uma possível rota de fuga. Em seguida, agindo sor- rateiramente, ele sacou o armamento e atirou. Após a execução, o assassino deixou a cena do crime, mas foi localizado horas depois na residência do pai. As roupas utilizadas por ele no mo- mento do homicídio foram apreendidas. Já a arma de fogo empregada na ação criminosa, ainda não foi encontrada. Durante o interrogatório na dele- gacia, o jovem confessou a autoria do crime e informou que o motivo foi uma desavença antiga entre ambos. Alan havia cumprido pena por ter matado o cunhado do autor e estava em liberdade há cerca de um ano. A relação entre os dois parecia tranquila, até que discussão ocorrida nas festivi- dades do Ano Novo teria reacendido o conflito. O autor foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça. ■ U ma ação que envolveu as polí- cias civis dos estados do Amapá e Amazonas resultou no cum- primento de um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 28 anos de idade. A ordem judicial foi executada nesta quarta-feira, 14. Segundo o delegado Bruno Braz, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), que coordenou os trabalhos no Amapá, o indivíduo responde a três inquéritos policiais por roubo, extorsão e porte ilegal de arma de fogo. “Esse sujeito atacava as vítimas após marcar encontro pela internet. Após saber que estava sendo procurado pela polícia emMacapá, ele fugiu para Manaus, onde já estava aplicando o mesmo golpe”, detalhou a autoridade policial. Ainda segundo Braz, o investigado atraía as vítimas afirmando que era soldado da Legião Estrangeira Fran- cesa, publicava fotos ostentando via- gens internacionais e luxos, e, durante o encontro, agia com bastante violência e roubava as mulheres. “Quando nossa equipe descobriu que ele estava na cidade amazonense, iniciou os contatos para a cooperação e desde então vinham tentando pren- dê-lo”, disse o delegado, complemen- tando que os agentes do 9° Distrito Integrado de Polícia do Amazonas fo- ram comandados pelo delegado Fa- biano Nascimento. Para a polícia, há grande possibili- dade de haver mais vítimas do bandido e que, por questões de segurança e preservação da intimidade, não qui- seram comunicar o fato. “Agora elas podem se sentir seguras, pois ele está preso. Basta procurarem a sede da DECCP para fazer sua de- núncia”, finalizou. ■ Vistoria integra Ação Civil Pública que apura irregularidades nas condições sanitárias e na preparação das refeições destinadas às unidades prisionais do estado CRIMINOSO SE PASSAVA POR POLICIAL FRANCÊS E MARCAVA ENCONTRO PELA INTERNET PARA ROUBAR VÍTIMAS CRIME GOLPE JOVEM EXECUTA PRIMO EM FERREIRA GOMES COM CINCO TIROS O Ministério Público do Amapá, o Poder Judiciário e órgãos de fiscalização sa- nitária realizaram na terça-feira, 13, inspeção judicial na empresa Nutrimax AP Ltda., responsável pelo fornecimento de re- feições ao Instituto de Administração Peni- tenciária do Amapá (Iapen). A vistoria integra a Ação Civil Pública que apura irregularidades nas condições sa- nitárias e na preparação dos alimentos desti- nados às unidades prisionais do estado. A inspeção contou com a presença do promotor de justiça Wueber Penafort, da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde, e do juiz Paulo Madeira, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Macapá, além de representantes da Supe- rintendência de Vigilância Sanitária (SVS), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Sindicato dos Policiais Penais do Amapá (Sinppa), As- sembleia Legislativa do Amapá (Alap) e da própria empresa. A Ação Civil Pública foi instaurada em 2025, baseada em denúncias sobre graves violações de direitos humanos nas unidades prisionais do estado, o que levou à instauração de procedimentos extrajudiciais pelas pro- motorias de Justiça de Defesa da Saúde Pública, do Patrimônio Público, da Probidade Administrativa e Fundações, bem como de Execução Penal e Medidas Alternativas. O foco da Ação recai sobre falhas de higiene e condições sanitárias inadequadas no preparo das refeições fornecidas pela em- presa Nutrimax, situações confirmadas em relatórios técnicos da SVS e do MP-AP. Em inspeção realizada em 15 de dezembro de 2025, foram identificadas diversas irregula- ridades estruturais e operacionais, relacionadas ao manuseio, preparo, armazenamento e transporte dos alimentos. Entre os 19 itens que exigiram adequação constam acúmulo de sujeira, ausência de pia para lavagem de insumos, cuba sem ligação com a rede de esgoto, inexistência de barreiras contra insetos, panelas de pressão industrial sem válvulas de segurança, exaustores dani- ficados, ambientes insalubres e sem refrige- ração, termobox com excesso de marmitas e sujidade, além da presença de insetos. Durante a inspeção judicial desta semana, a equipe verificou a existência de melhorias e a necessidade de novas adequações, con- forme apontado nos relatórios técnicos e nas obrigações previstas no contrato firmado em 2024 entre a empresa e o Governo do Estado, que prevê o fornecimento de mais de 12 mil refeições diárias para internos e servidores do Iapen. As áreas internas e externas desti- nadas ao armazenamento e preparo dos ali- mentos passaram por vistoria. ■ NUTRIMAX AP LTDA. ELEN COSTA DA REDAÇÃO EMPRESA QUE FORNECE ALIMENTOS AO IAPEN É VISTORIADA POR ÓRGÃOS FISCALIZADORES

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