Diário do Amapá - 16/01/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 16 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3223-7690 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA 2 025 foi um ano divisor de águas. Separou quem apenas ocupa espaço no mercado de quem, de fato, está preparado para crescer. No setor automotivo brasileiro, onde previsões otimistas conviveram com resultados abaixo do es- perado, a distância entre expectativa e realidade deixou uma lição evidente: só per- manece relevante quem age com estratégia, ousadia e consciência do próprio pa- pel. É nesse contexto que o Grupo Mônaco encerrou o ciclo de 2025 não apenas fortalecido, mas ainda mais preparado para os desafios que o setor continuará impondo. Vivemos meses marcados por contrastes. De um lado, a promessa de crescimento acima de 6% nos emplacamentos, na produção e nas exportações, im- pulsionada pelo avanço da eletrificação, pela chegada de novas marcas e pelo retorno do Salão do Automóvel, que reacendeu o brilho do mercado. De outro, os números concretos. Em2025, o Brasil alcançou aproximadamente 2,7 milhões de veículos leves e pesados emplacados, segundo dados preliminares do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Em 2025, o Grupo Mônaco tomou decisões que fortaleceram nosso posicionamento e ampliaram nossa presença em regiões estratégicas. Os jantares de negócios daMônacoLocação, Criando Novos Caminhos, realizados com o cantor Léo Chaves emMatoGrosso,Maranhão, Pará eRondônia, reforçaram umprincípio que considero inegociável: relações sólidas se constroem com proximidade e confiança. Criamos um ambiente de troca, acolhedor, quase como uma casa entre amigos. Outro marco essencial foi a inauguração do Centro de Treinamento Automotivo em Rondonópolis, em parceria com o Senai MT. O desenvolvimento regional está diretamente ligado ao investimento em formação profissional, e o Grupo Mônaco decidiu transformar esse compromisso em uma ação concreta. Tambémestivemos presentes nos principais eventos e feiras dos estados onde atuamos, levando a força de marcas como Volkswagen Caminhões e Ônibus, Jeep, RAM, Fiat eHonda, alémde soluções que vêmredefinindo a mobilidade. Nesse cenário, a Mônaco Locação apre- sentou um modelo mais inteligente e personalizado, que oferece previsibilidade e liberdade financeira, per- mitindo que os clientes concentrem seus investimentos no crescimento dos seus negócios enquanto amobilidade fica sob nossa responsabilidade. AMônacoDiesel assumiu protagonismo ao levar os Novos Gigantes a seis estados, reafirmando nossa conexão com o produtor rural, o verdadeiro motor da economia brasileira. Entre as entregas mais relevantes do ano, destaco a inauguração da Mônaco Veículos em Barra do Garças (MT) e a abertura da Mônaco Veículos Leapmotor em Belém (PA), marca que chega para disputar espaço no competitivo segmento dos veículos elétricos. Também tivemos a visita à Usina da Paz, em Altamira (PA), que representou um significado especial. O complexo multifuncional, que oferece à população serviços e ações emáreas essenciais para a transformação social, marcou o início de um projeto que se tornou referência no município. A experiência reforçou valores que sempre fizeram parte da história do Grupo Mônaco: responsabilidade, agilidade e compromisso. Fica, acima de tudo, o reco- nhecimento e a gratidão à cidade de Altamira, que acolheu essa iniciativa desde o primeiro momento. É a partir dessa base que seguimos avançando para uma nova fase de crescimento. Se 2025 foi o ano da prova, o ciclo que se inicia é o da expansão. Já avançamos nos preparativos para a entrega da Usina da Paz e para a inauguração da Mônaco Diesel em Cuiabá, um passo estratégico para consolidar nossa atuação em Mato Grosso. As quatro edições do Mega Feirão, realizadas em todas as nossas unidades, também consolidaram um movimento comercial que já se tornou referência no país... ■ Ao revisitar 2025, vejo um ano que nos testou e que nos mostrou que estamos prontos. Ao olhar para este novo ciclo, enxergo um horizonte desafiador, mas extremamente promissor para quem sabe onde quer chegar. Seguimos, portanto, com a mesma convicção que nos trouxe até aqui: crescer com propósito, agir com responsabilidade e liderar com visão. O caminho que percorremos para seguir mais fortalecidos E-mail: contato@dialum.com.br Empresário e presidente do Grupo Mônaco RUI DENARDIN D iscutir jornada de trabalho é sempre necessário em uma democracia que se pretende justa emoderna. Mas discutir semouvir quemvive a economia no dia a dia é como construir ponte sem consultar o engenheiro. É teoria bonita no papel que, quando chega à vida real, desaba sob o próprio peso. E eis que, em Brasília, alguns parlamentares dispersam boas intenções — ou vaidades políticas — na proposta de extinguir de vez a chamada escala 6x1. Sem diálogo, sem análise profunda e, acima de tudo, sem perceber o estrago que tal medida provocaria na já frágil economia brasileira. A escala 6x1 existe porque emmuitos setores da economia não há alternativa prática. Pequenos empreendimentos dependem de flexibilidade para manter portas abertas, produção emmovimento e empregos genuínos em dia com pa- gamento e direitos. Grandes esferas públicas sabem disso — e já abandonaram há tempos a exigência dessa forma de jornada. Governos federais, estaduais e municipais não usam mais o 6x1. Mas querem agora impor ao setor privado uma regra que serve de receita para fechar empresas e abrir desemprego em larga escala. É curioso como se discute jornada de trabalho como se o problema fosse apenas uma fórmula de horas e dias no papel. A realidade é muito mais com- plexa. Existem escalas 5x2, 12x36, trabalho por turno intermitente, banco de horas, regime com horas extras compensadas e uma infinidade de combinações que, quando bem negociadas entre empresa e em- pregado, funcionam sem horror nem exploração. A escala 6x1 é apenas uma dessas ferramentas, construída justamente para permitir que pequenas e médias empresas ajustem o fluxo de produção às demandas do mercado. O problema não é a escala em si. O problema é a ignorância de quem pretende legislar sem discussão ampla com o setor produtivo. É a mania de entender a economia como um tabuleiro abstrato de peças que se movem por ordens virtuosas de cima para baixo. A proposta de acabar com a escala 6x1 empurra muitos empresários, principalmente os pequenos, para a beira do abismo. Já não é segredo que o Brasil vive sob forte pressão econômica. Custos elevados, juros altos, carga tributária pesada e uma burocracia sufocante. Para muitos, a margem de sobrevivência é finíssima. Retirar da mesa uma escala que permitia negociar jor- nadas de forma flexível é como retirar o ar de quem tenta respirar. E veja bem. Não estamos falando de trabalho sem cuidado ou semdireitos. Estamos falando de negociação e adaptação. São patrões e empregados que, na prática diária, ajustamexpectativas, conciliam descanso, ajustam produção e sabem fechar a conta no fim do mês. Tentar substituir isso por uma regra rígida sem escutar os protagonistas dessa relação é ignorar a economia real em nome de uma economia de gabinete. A sociedade brasileira já cansou de ver leis perfeitas no papel e desastres na prática. Já vimos isso com reformas mal costuradas, com regulações feitas em salas fechadas e com impactos que explodem no bolso de quem menos pode pagar. A escala 6x1 não é um capricho. É uma solução adaptativa. Não é hora de jogar fora ferramentas úteis em nome de retórica bonita. Se o debate é melhorar as condições de trabalho, avançar em qualidade de vida e garantir dignidade aos trabalhadores, que esse debate comece com boa vontade, dados reais, diálogo franco entre empresários, empregados e os especialistas que vivem esse universo. Abandonar o 6x1 sem isso é um tiro na própria economia, é uma promessa de desemprego e de fechamento de pequenos negócios que sustentam comunidades inteiras. Quem legisla pelo bem comum precisa, antes de tudo, conhecer o que está le- gislando. Do contrário, corre o risco de derrubar com uma canetada o que demorou anos para se manter em pé. ■ A sociedade brasileira já cansou de ver leis perfeitas no papel e desastres na prática. Já vimos isso com reformas mal costuradas, com regulações feitas em salas fechadas e com impactos que explodem no bolso de quem menos pode pagar. A escala 6x1 não é um capricho. É uma solução adaptativa. Não é hora de jogar fora ferramentas úteis em nome de retórica bonita. Fim da jornada 6 x 1 coloca em risco o Brasil E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Radialista e estudante de Filosofia GREGÓRIOJ.L. SIMÃO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=