Diário do Amapá - 16/01/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 16 DE JANEIRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS LITERATURA - Professor Cairo Trindade, amapaense da gema, está na praça com 2 primeiros livros da Série autoral dele, ‘Como Vai Você’, discorrendo sobre ‘O Olhar cuidadoso da Inteligência Emocional para educadores esgotados’ e ‘Falando de Inteligência Emocional com profissionais da saúde’. ■ CORPO A CORPO - Depurada estadual, Aldilene Souza numa boa conversa, “daquelas que viram lição pra vida”, considera. ■ NOVO TETO - Moraes manda PF transferir Bolsonaro de Superintendência para Papudinha. Cela do ex-PR terá área total de 64,8 metros quadrados, envolvendo espaços cobertos e descobertos. ■ Logradouro Tartarugalzinho terá um dos principais cartões postais da Região dos Lagos do Amapá: Complexo da Orla com academia ao ar livre, rampa de skate, lazer, pátio multiuso, turismo e rampa náutica, entre outros equipamentos, com recursos do senador Davi Alcolumbre. Entrega ocorre agora em 2026 Poder Ex-vereadora por 4 mandatos, Adrianna Ramos já avalia alçar novo voo político, mas dessa vez à deputada federal, mais provavelmente. E, se for mesmo, o será pelo União Brasil, em vez do PP, onde ainda mantém registro de filiação. Dando um tempo à política, Adrianna, já advogada, cursa arquitetura urbanista, atualmente. Deputados e senadores farão sessão conjunta em 2 de fevereiro para inaugurar mais uma legislatura. Solenidade já está marcada para 15h no Plenário da Câmara, conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Beneficiado pela transposição, advogado criminalista e ex-deputado estadual de várias legislaturas, Paulo José Ramos, o PJ, através da Portaria AGU Nº 5, de 14 de janeiro de 2026, foi nomeado assistente jurídico da Advocacia-Geral da União (AGU). Ascensão Dino proíbe repasses de emendas a ONGs de parentes de parlamentares. Segundo o ministro, a prática “desnatura por completo a finalidade constitucional das emendas” e “esvazia a impessoalidade, degrada a legitimidade da despesa e alimenta a desconfiança da sociedade nas instituições”. Rigor Iapen abre procedimento de levantamento de preços para futura contratação de empresa fornecedora de alimentação aos presos e funcionários da instituição em razão dos últimos acontecimentos nesse setor do sistema prisional. Providência Ministro Toffoli, do STF, a pedido da PF, determinou nova busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro, dono do Master, e decretou prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Operação apura suposto esquema de fraudes na instituição financeira. Investigação Com obras bancadas a partir de emendas do senador Randolfe Rodrigues, reforma do estádio Zerão caminha para a sua fase final. E com espocar da champanhe, em ato de inauguração, já no script para junho, mais tardar. Celebração Lula deve enviar mensagem de indicação de Messias ao STF em fevereiro, afirma Gleisi Hoffmann. Segundo a ministra, por parte do governo, relação com presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está normalizada. Paz e amor Imaginando No âmbito do Amapá, medida judicial proíbe Banco Master de cobrar servidores ativos, aposentados e pensionistas que contrataram consignados com a instituição. Medida envolve cerca de R$ 400 mi vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social do estado, administrado pela Amprev e investidos no mercado financeiro através do Master. Impedimento V amos falar de feiras do livro e crianças? Vamos falar de livros para crianças? As duas coisas têm tudo a ver uma com a outra. A propósito de algumas feiras do livro que estão acontecendo e acontecerão, ainda, neste final de ano, como a de Florianópolis, nunca é demais discutirmos sobre o reflexo delas na sociedade, notadamente sobre os leitores em formação. A cada grande feira, como a de Porto Alegre, por exemplo, a mais tradicional de todas, podemos cons- tatar que crescem as opções referentes à Literatura Infantil. E a cada final de feira verifica-se que o gênero que mais vende é o da Literatura Infantil e Infanto-juvenil. Provavelmente porque os livros in- fantis são mais baratos. Pode ser. As feiras e bienais do livro realmente tem privi- legiado a literatura infantil e infanto-juvenil e é im- portante que isto aconteça, porque temos de dar prioridade ao leitor em formação. Precisamos oferecer, cada vez mais, livros para nossas crianças, de todos os tamanhos, cores e formatos, de texturas e até mídias diferentes, avulsos, em pacotes ou pequenas coleções. E os eventos literários como feiras, bienais e fes- tivais e festas literárias têm oferecido quantidade e variedade no gênero infantil e infanto-juvenil, tanto os clássicos como a produção contemporânea, pois temos ótimos autores, além das produções importadas. Há livros de contos e fábulas do tamanho de um CD e há livros gigantes, do tamanho de um jornal. Há li- vros infantis para todos os gostos e bolsos. E vendem, vendem muito. Eu, que não tenho mais filhos pequenos, compro livros infantis para dar de presente a sobrinhos, aos netos e a filhos de amigos. Vê-se, nas feiras e bienais, crianças em com- panhia da família, crianças levadas pelas escolas, até crianças muito pequenas, que provavelmente nem sabem ler ainda, com moedas e notas de um real es- colhendo, elas mesmas, o livro que vão comprar. Até meninos de rua fazem-se presentes, contabilizando trocados para comprar o seu livro – o primeiro, tal- vez. Sim, é verdade, os livros infantis vendem também porque são baratos, muitos deles, principalmente aqueles tradicionais, que não pagam mais direitos autorais. Mas quando do resultado final das feiras, o valor da venda desses livros é bastante expressivo em relação aos outros gêneros. E se o livro infantil pode ser vendido mais barato, por que os outros não podem? Reconheço que os livros infantis têm menor número de páginas, mas em contrapartida têm muito mais cores – isto significa mais impressões, maior custo. E sabemos que, por venderemmais, as tiragens são maiores, o que faz com que o preço da unidade possa ser menor. Vemos, também que outros livros, de literatura clássica e contemporânea, são publicados em grandes tiragens para serem vendidos em bancas de jornais e revistas, por preços bem mais convidativos do que aqueles que são cobrados nas livrarias pelas edições “convencionais” das mesmas obras. Isto significa que há alternativas para colocar o livro – não só o infantil – ao alcance de todos os leitores. Destacamos o quanto as grandes feiras (e por que não as pequenas?) de livros têm nas crianças, esses leitores em potencial, o seu principal alvo, porque é por eles que devemos começar, para que se leia mais neste país: precisamos colocar livros nas mãos das crianças, desde a mais tenra idade, para que elas aprendam a gostar de ler. Só assim teremos mais leitores em um futuro próximo. ■ Feiras do livro e crianças E-mail: lcaescritor@gmail.com LUIZCARLOS Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC

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