Diário do Amapá - 16/01/2026

POLÍTICA | POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 8 C om previsão de inauguração para fevereiro, as obras do Mercado Público do Jardim Açucena seguem em ritmo constante. Quarta-feira, 14, o senador Randolfe Rodrigues, autor da emenda parlamentar que viabilizou o equi- pamento, esteve no local para verificar o andamento do serviço A estrutura, executada pelo Governo do Amapá, apresenta grande parte concluída, seguindo para os serviços finais de acabamento interno. “Muito feliz de estar aqui com a população, prestes a entregar mais uma promessa”, festejou Randolfe. Financiado com R$ 1,5 milhão da emenda parla- mentar do senador, omercado vai garantir à população um espaço digno e adequado para o comércio. O projeto contempla 22 boxes padronizados, área administrativa, banheiros, rede elétrica e hi- drossanitária, sistema de drenagem e acessibilidade universal. Durante a visita, Randolfe ressaltou a importância da obra: “Este mercado atende a uma necessidade vital da comunidade, organizando o comércio, gerando oportunidade e oferecendo qualidade de vida aos moradores do Jardim Açucena”. ■ R$ 1,5 MILHÃO DA EMENDA PARLAMENTAR Mercado Público do Jardim Açucena tem entrega prevista para fevereiro QUINTA-FEIRA | 15 DE JANEIRO DE 2026 Desabafo Exploração de petróleo na foz do Amazonas altera a dinâmica em Oiapoque, no Amapá, causando aumento no valor do aluguel e forte expectativa para a abertura de vagas de emprego A expectativa de explo- ração de petróleo na foz do Amazonas im- pulsiona migração, cresci- mento urbano e especulação imobiliária emOiapoque, no Amapá, transformando a di- nâmica local. No extremo norte do Bra- sil, a expectativa em torno da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas já provoca mudanças profundas emOia- poque, município amapaense com cerca de 30 mil habitan- tes. Mesmo antes de qualquer produção confirmada, a sim- ples promessa de royalties e desenvolvimento econômico vem alterando o cotidiano da cidade, atraindo migrantes, estimulando obras e amplian- do a pressão sobre áreas ur- banas e ambientais.Localizada a quase 600 quilômetros de Macapá, sendo cerca de 100 quilômetros em estrada sem pavimentação, Oiapoque tor- nou-se o ponto brasileiro mais próximo da bacia da foz do Amazonas, na chamada Mar- gemEquatorial. É nessa região que a Petrobras iniciou a fase de prospecção para avaliar o potencial de exploração de petróleo em águas profun- das. Retorno Entre os novos e antigos moradores está a costureira Sheila Cals, de 69 anos. Após viver por 35 anos na Guiana Francesa, ela decidiu atraves- sar novamente o rio Oiapoque e voltar ao Brasil. A decisão foi influenciada por relatos de amigos sobre as oportu- nidades que poderiam surgir com o petróleo, a exemplo do que ocorreu em países vi- zinhos. “Sempre foi meu sonho voltar ao Brasil. E agora fica- mos na expectativa de acon- tecer aqui o que aconteceu na Guiana, no Suriname”, diz Sheila, já instalada em sua nova casa na cidade. A referência é ao cresci- mento econômico observado nesses países após o início da exploração de petróleo, uma comparação que alimenta ex- pectativas entre moradores antigos e recém-chegados. ■ BOOM DO PETRÓLEO BOOM AUMENTA PROCURA POR HABITAÇÃO, TRABALHO E RENDA EM OIAPOQUE, CIDADE SOFRE PRESSÃO IMOBILIÁRIA CLEBERBARBOSA DA REDAÇÃO

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=