Diário do Amapá - 16/01/2026
CIDADES SEXTA-FEIRA | 16 DE JANEIRO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Com previsão de entrega ainda para 2026, novo está com cro- nograma em estágio avançado, consolidando-se como marco para o desenvolvimento urbano do município. ■ ● Orla de Tartarugalzinho entra em fase avançada e promete transformar lazer e economia locais A tarde desta quar- ta-feira, 14, ficará guardada na me- mória de Tayná Ferreira, de 38 anos. Foi o dia em que ela atravessou os cor- redores da Unidade de Cuidados de Longa Per- manência (UCLP) do Hospital da Criança e do Adolescente com o filho, Jorge Gabriel, de 1 ano, nos braços, não para mais um procedimento, mas para a tão aguardada alta médica. Um desfecho esperado após quase um ano de internação, marcado por lutas silenciosas, rotinas exaustivas e uma convi- vência intensa com profissionais que se tornaram parte da sua história. O sentimento, ela define sem rodeios: é misto. Alegria por levar o filho para casa, agora sob os cuidados da família, e tristeza por deixar para trás a equipe que acompanhou cada avanço, cada susto e cada pequena vitória. “A gente cria outra família aqui. Foram meses de cuidado, carinho e atenção não só com o Jorge, mas comigo também”, resume. Jorge Gabriel nasceu prematuro, com pouco mais de sete meses de gestação. Logo após o parto, precisou ser reanimado e entubado. Vieram, então, os diagnósticos que explicam a longa permanência hospitalar: com- prometimentos no pulmão e no coração, alterações or- topédicas no quadril e no joelho, além de um quadro neurológico associado à prematuridade, possivelmente decorrente de sangramento ou trombose cerebral. Desde os primeiros dias de vida, o hospital passou a ser o en- dereço principal de mãe e filho. Rotina do avesso A rotina virou do avesso. Tayná praticamente se mudou para a unidade. Acordava cedo, passava o dia ao lado do leito, aprendia procedimentos, observava si- nais, vivia em estado de alerta. O autocuidado ficou em segundo plano. “Foram meses sem salão, sem pensar em mim. Era tudo por ele”, conta. O apoio do companheiro existia, mas a vigília diária, o medo constante e as decisões dif íceis recaíam, na maior parte do tempo, sobre ela. Apesar do cansaço e das lágrimas — “chorei muito nesses meses”, admite —, também houve espaço para vínculos profundos. Entre corredores e enfermarias, Tayná passou a conhecer cada canto da UCLP e cada rosto que circulava por ali. Crianças que se tornaram “residentes”, mães que compartilhavam angústias, profissionais que, além da técnica, ofereciam escuta e acolhimento. ■ ‘FORAM MESES DE CUIDADO, CARINHO E ATENÇÃO’, DIZ MÃE APÓS FILHO RECEBER ALTA NO HCA DEPOIS DE 11 MESES INTERNADO 9 Tayná Ferreira e o filho, Jorge Gabriel, iniciam uma nova rotina de cuidados em casa, agora com suporte de equipamento garantido à família pelo Governo do Amapá ■ Jorge Gabriel nasceu prematuro, com pouco mais de sete meses de gestação. Logo após o parto, precisou ser reanimado e entubado. Vieram, então, os diagnósticos que explicam a longa permanência hospitalar: comprometimentos no pulmão e no coração, alterações ortopédicas no quadril e no joelho, além de um quadro neurológico associado à prematuridade, possivelmente decorrente de sangramento ou trombose cerebral. Trecho do texto “O cuidado não fica só com a criança, fica com a família. Tive apoio psicológico, das enfermeiras, de todo mundo. Quando eu passava mal de ansiedade, me acolhiam, conversavam, me acalmavam. A gente sai daqui com duas famílias” SUPORTE GARANTIDO
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