Diário do Amapá - 18 e 19/01/2026
LULA DIZ QUE SALÁRIO MÍNIMO É BAIXO, MAS APONTA IMPORTÂNCIA DE DIREITO A o participar de cerimônia alu- siva aos 90 anos do salário míni- mo no Brasil, o presi- dente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira (16), que o valor do salário mí- nimo adotado no país é muito baixo. Dentre os direitos dos trabalhadores ci- tados por Lula em sua fala estão o direito de morar, comer e estu- dar, além do direito de ir e vir. “Desde que foi criado, o salário mínimo não preenche esses requisitos da in- tenção da lei”, disse o presidente durante a cerimônia, no Rio de Janeiro. Novo valor O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano. O reajuste aplicado foi de de 6,79% ou R$ 103. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518. O valor foi informado após a di- vulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses. Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bi- lhões na economia. O cálculo consi- dera os efeitos sobre a renda, o con- sumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas. A regra do reajuste do salário mínimo de- termina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano an- terior, ou seja, 4,18%, e outra pelo cresci- mento da economia de dois anos. No dia 4 de dezembro, o Ins- tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os da- dos do Produto Inter- no Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%. No entanto, o ar- cabouço fiscal, meca- nismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ga- nho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%. Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o ar- redondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%. ■ REAJSUTE Desde 1º de janeiro, está em vigor o novo valor de R$ 1.621 POLÍTICA |POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 18 E 19 DE JANEIRO DE 2026 FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 10 V Foto/ RicardoStuckert/PR E stá redondamente enganado quem pensa ou acha que a extração de Maduro da Venezuela foi uma ideia do presidente americano Donald Trump. Creio sinceramente que tal plano já vinha sendo pensado pelo Pentágono e CIA bem antes da administração Trump. E para quem não sabe ou não se interessa em pesquisa, Pentágono e CIA são exatamente o estado dentro do próprio estado americano. Nestes espaços de poder militar o marketing político escancarado não encontra espaço dentro dos secretíssimos planos minuciosamente pensados e planejados. Falar em marketing político me parece que o Trump tá na dele ao aproveitar o momento exato para figurar como o grande xerife que capturou o tal Maduro. Ele também diz que é o “cara” que sedimentou a paz em Gaza mesmo e apesar das bombas e bom- bardeios israelenses continuarem a aumentar os índices de morte de pessoas inocentes, principal- mente, de crianças. Agora, se a extração de Maduro na Venezuela foi uma operação errada e ilegal isso, o tempo, o dirá! Particularmente, para mim, tal questionamento se torna irrelevante na medida em que você assiste e houve na tv os diversos depoimentos das vítimas do regime de Nicolas Maduro. São pessoas trau- matizadas que foram brutalmente torturadas e de alguma forma conseguiram sobreviver. Em outros casos muito mais graves, famílias fo- ram destruídas, filhos, pais e irmãos desaparecidos, amigos mortos... São vidas brutalmente ceifadas como forma sis- temática de controle total sobre tudo e sobre todos para a sobrevivência perpétua do sistema chavista. Como progressista que sou, defensor das liber- dades individuais e coletivas, do livre pensamento, da livre iniciativa, não posso jamais bater “palminhas” para este monstro chamado Nicolas Maduro. Como, em sã consciência, apoiar um ditador que por anos seguidos vem expondo seu próprio povo a situações de penúria extrema perseguindo, torturando e eliminando opositores, e deixando a economia da nação em frangalhos? É muito fácil fazer conjecturas em gabinetes e em residências suntuosas sem se colocar no lugar do povo venezuelano! Tudo o que o povo venezuelano deseja agora é paz, liberdade, garantia das liberdades individuais e coletivas, trabalho e renda, comida na mesa e saúde para todos. Dizem sobreviventes do regime, em exílio no Brasil e em outros países, que nos bons tempos da “vaca gorda”, bem antes de Hugo Chaves, a Venezuela costumava exportar mais de três milhões de barris de petróleo ao dia e hoje está longe de chegar a 1 milhão. Falam que nesta época havia trabalho e renda para todos, comida na mesa e o principal para a evolução humana: LIBERDADE! Como um país pode crescer sem a garantia das liberdades individuais, do livre pensamento, da livre iniciativa? Se a teoria da igualdade é o princípio basilar do pensamento progressista, tão bem inspirado no lema da revolução francesa, como então ver como iguais o povo venezuelano e o regime de Maduro, um povo oprimido e espezinhado por uma velha ditadura? Inegavelmente e historicamente, ditadores e di- taduras tem várias facetas! Nicolas Maduro, é apenas, mais uma delas! ■ E-mail: grandearquitetoap@hotmail.com WELLINGTONSILVA Jornalista e Historiador O caso Maduro
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=