Diário do Amapá - 18 e 19/01/2026

Da bomba A Acelen ampliou participação no abastecimento de gasolina em Pernambuco e no Maranhão, respondendo por 32% e 33% do combustível nos Estados, respectivamente. A expansão ocorre da Refinaria de Mataripe, e cabotagem via os portos de Suape (PE) e Itaqui (MA). O volume médio comercializado de 2022 a 2025 cresceu 35%. Casar na praia Casar fora do País é forte tendência entre brasileiros e o Caribe é o destino preferido dos brasileiros, sobretudo Punta Cana e Cancún. Segundo a Cheers Travel, empresa especializada em serviços para casamento no Caribe, planejamento é fator decisivo para sucesso da celebração. O tempo ideal de organização varia entre oito e 18 meses. A força da IA O mercado global de reconhecimento facial deve atingir US$ 120 bilhões até 2029, embalado pelos avanços em IA, edge computing, autenticação 3D e da demanda por mais segurança. A projeção faz parte de relatório da idenX, que mapeia as principais tendências do uso da biometria facial no setor de eventos nos próximos anos. Se jatinho falasse.. Se o ministro quer mesmo um código de conduta, que comece a dar o exemplo. Dia 4 de dezembro, o presidente do STF, Edson Fachin, decolou com quatro caroneiros num jatinho da FAB para Buenos Aires, onde se reuniu com Horacio Rosatti, presidente da Corte Suprema de Justiça. Dia 5 teve reunião formal, único compromisso de Fachin por lá. Hoje existe uma dezena de apps gratuitos para videoconferências na internet. Sertanejo “gospel” Pelo visto, o cantor Luciano, a exemplo do irmão Zezé de Camargo, não esconderá seu perfil à direita. Ele é atração no Maravira, no Maracanã, evento da virada gospel da Igreja Atitude, frequentada por Michelle Bolsonaro, e que tem como “pai” político do evento, um velho aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado Alexandre Knoploch (PL/RJ). Balanção da vergonha O ano foi de avanços em programas sociais, recuo em índices históricos ruins para a sócio- economia e uma grande reviravolta, com a ajuda de amigos empresários, claro, no trato comercial com o Governo Donald Trump. Mas a pecha de suspeita de corrupção segue a Era do Lula da Silva III. Olhando para trás em 2025, apenas alguns exemplos de fatos com os quais a sociedade deve ficar atenta, porque às vezes as instituições investigadoras e fiscalizadoras “se fazem de cegas”: a falência dos Correios, que de superavitário, no Governo anterior, está com rombo de R$ 20 bilhões, num assalto aliado à incompetência de um grupo de juristas companheiros. O vergonhoso resgate com jato da FAB da ex-primeira- dama do Peru, condenada por corrupção, prestes a delatar a Odebrecht na Lava Jato de lá. A deslumbrada primeira-dama daqui se metendo em tudo no Governo, e deixando o Brasil em situações constrangedoras com Elon Musk e Xi Jinping. A roubalheira bilionária no INSS e o irmão do presidente investigado em entidade que tungou R$ 300 milhões. Um dos filhos do Barba enrolado com o Careca do INSS e outro, com a “ex”, metido em negociatas no MEC. São fatos apurados pela PF, vale lembrar. A conferir se a Polícia e a Justiça – cujo andar de cima não tem dado exemplo – vão se portar como instituições republicanas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias as in- vestigações, no âmbito do inquérito 5026, que corre sob sigilo no Distrito Federal e apura as irregula- ridades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que investiga o caso. Além disso, o ministro determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que tome ciência da continuidade das investigações. As investigações da PF apontam que o esquema de desvios em operações do banco pode chegar a R$ 12 bi- lhões, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro. OMaster chegou a prometer aos clientes até 40% acima da taxa básica do mercado. A polícia apura ainda a participação de dirigentes do BRB no esquema. Em março do ano passado, banco brasiliense chegou a anunciar a compra do Master. A operação teve o aval do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. O negócio foi barrado pelo Banco Central (BC) que constatou irregularidades nos papéis apresen- tados pelo Master para assegurar a solidez de sua car- teira. “Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser de- feridas. Intime-se a Procuradoria-Geral da República”, despachou Toffoli. Na quarta-feira (14), a PF deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero para investigar, novamente, o Banco Master do empresário Daniel Vorcaro. As autoridades apuram prática de crimes de organi- zação criminosa, gestão fraudulenta de instituição fi- nanceira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre as medidas autorizadas estão o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões. ■ OPERAÇÃO Toffoli prorroga por mais 60 dias investigações sobre o caso Master H á 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista MônicaCalazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19. Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da va- cina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia EmílioRibas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeumais de 40mil pa- cientes durantes a pandemia. A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas: "Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por ummomento trau- matizante, e omeu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tra- gédia que estava assolando o mundo". " Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. Omeu punho cer- rado era uma mensagemde esperança e de vi- tória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível " Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a dis- tribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de in- grediente ativo enviado pela empresa Sinovac. Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astra- zeneca, inicialmente importadas da Índia pela FundaçãoOswaldoCruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional. A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente. Dado o limitado número de doses, a imu- nização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos emgeral. Na cidade doRio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021. Ainda assim, os benef ícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Obser- vatórioCovid-19 Brasil mostramque já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente. ■ IMUNIZAÇÃO HÁ 5 ANOS, BRASIL APLICAVA PRIMEIRAS DOSES DE VACINA CONTRA A COVID-19 V Foto/ Antônio Augusto/Secom/TSE ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 18 E 19 DE JANEIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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