Diário do Amapá - 18 e 19/01/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 18 E 19 DE JANEIRO DE 2026 A implementaçãodo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia terá como horizonte a redução de desigualdades e a prosperidade. Essa ex- pectativa foi compartilhada nesta sexta- feira (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente da Comissão Eu- ropeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro. Os dois se reuniramna sede doMinis- tério das Relações Exteriores na capital fluminense para tratar do acordo entre os blocos, que criará uma das maiores áreas de comércio do mundo, onde vivem apro- ximadamente 720 milhões de pessoas. A aprovação do acordo por parte da União Europeia foi anunciada na semana passada, após mais de 25 anos de negociações. Lula destacou que “liberalização e aber- tura comerciais só fazem sentido se forem capazes de promover o desenvolvimento sustentável e reduzir as desigualdades”, disse ele, ao lembrar que comércio e inves- timento resultam em novos empregos e oportunidades. “Diálogo político e cooperação vão ga- rantir padrões elevados de respeito aos di- reitos trabalhistas e à defesa do meio am- biente”, disse Lula. Opresidente brasileiro reiterou também compromissos commeio ambiente, no en- frentamento à mudança do clima, com a igualdade de gênero e com os direitos dos povos indígenas e dos trabalhadores. Valor agregado Lula acrescentou que, diferentemente do passado, o Brasil não se restringirá ao fornecimentode commodities–emespecial, produtos agropecuários – para a União Europeia. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportador de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais demaior valor agregado”, disse ele, que destacou que oacordoprevê incentivos para investimentos de empresas europeias noMercosul, o que inclui cadeias de valor estratégicas para transição energética e transmissão digital. “Omelhor está por vir” Chefe do poder executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen disse que todos integrantes dos blocos deverão se beneficiar comnovos empregos, e que sur- girão muitas oportunidades para o setor empresarial dos dois lados. “Sei que, entre nossas regiões e nossos povos, o melhor ainda está por vir”, disse ela ao iniciar o discurso. “É assimque a gente cria a prosperidade verdadeira, que é a prosperidade compar- tilhada. Nós concordamos que o comércio internacional não é um jogo de zero a zero”, argumentou. Ursula disse que a assinatura do acordo, que será oficializada no sábado (17), no Paraguai, é apenas o primeiro passo de algo muito positivo que está por vir. “Toda história só será contada com êxito quando as empresas começarem a sentir os benef ícios de nosso acordo. Algo que deve ocorrer rapidamente”, disse. Ela afirmouque o acordo vaimultiplicar oportunidades, com regras claras e previ- síveis; e com padrões e cadeias de abaste- cimentos que, segundo ela, “servirão de rodovias para o investimento”. Agradecimento e elogios “Este acordo agora concluído é a con- quista de uma geração inteira”, acrescentou a chefe europeia emmeio a agradecimentos ao empenho de Lula para a consolidação do acordo. “A liderança política, o compromisso pessoal e a paixão que o senhor mostrou nas últimas semanas e meses, meu caro presidente Lula, foramrealmente enormes”, acrescentou ao elogiar o direcionamento do presidente brasileiro durante as nego- ciações. ■ LULA E URSULA DESTACAM QUE ACORDO MERCOSUL-UE BENEFICIARÁ A TODOS COMÉRCIO V Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil Num dia de alívio no mercado financeiro, a bolsa voltou a bater recorde e aproximou-se dos 166 mil pontos. O dólar teve a primeira queda após três altas consecutivas e voltou a ficar abaixo de R$ 5,40. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta- feira (15) aos 165.568 pontos, com alta de 0,26%. O indicador chegou a subir 0,56% às 15h10, mas perdeu força perto do fim da sessão, com investidores que venderam ações para embolsarem os lucros. Essa foi a segunda sessão seguida em que a bolsa brasileira bateu recorde. O Ibovespa só não subiu mais porque as ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram por causa do recuo de 4% da cotação do petróleo no mercado internacional. Os papéis da estatal caíram 1,02% (ações ordinárias) e 0,63% (ações preferenciais). Omercado cambial teve um dia de correção. Após ultrapassar os R$ 5,40, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,368, com queda de R$ 0,034 (-0,62%). A cotação chegou a operar acima de R$ 5,40 no fim da manhã, mas recuou à tarde, em meio ao aumento da entrada de recursos no Brasil. A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, no início da manhã, afetou pouco o impacto das ne- gociações. O principal motivo para a queda do dólar foi o alívio no cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tem intenção de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), Jerome Powell, e declarar que “o massacre no Irã cessou”, diminuindo as chances de uma intervenção militar estadunidense. A notícia em relação ao Irã fez a cotação do petróleo cair, mas a bolsa no Brasil foi ajudada pela perspectiva de queda dos juros pelo Banco Central. A divulgação de que o comércio brasileiro cresceu 1% em novembro, com desaceleração na atividade, au- mentou as chances de redução da Taxa Selic (juros básicos da economia). Juros mais baixos favorecem a migração de aplicações em renda fixa para o mercado de ações. *Com informações da Reuters ■ IBOVESPA Bolsa volta a bater recorde com redução de tensões externas ●
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