Diário do Amapá - 21/01/2026
Da bomba A Acelen ampliou participação no abastecimento de gasolina em Pernambuco e no Maranhão, respondendo por 32% e 33% do combustível nos Estados, respectivamente. A expansão ocorre da Refinaria de Mataripe, e cabotagem via os portos de Suape (PE) e Itaqui (MA). O volume médio comercializado de 2022 a 2025 cresceu 35%. Casar na praia Casar fora do País é forte tendência entre brasileiros e o Caribe é o destino preferido dos brasileiros, sobretudo Punta Cana e Cancún. Segundo a Cheers Travel, empresa especializada em serviços para casamento no Caribe, planejamento é fator decisivo para sucesso da celebração. O tempo ideal de organização varia entre oito e 18 meses. A força da IA O mercado global de reconhecimento facial deve atingir US$ 120 bilhões até 2029, embalado pelos avanços em IA, edge computing, autenticação 3D e da demanda por mais segurança. A projeção faz parte de relatório da idenX, que mapeia as principais tendências do uso da biometria facial no setor de eventos nos próximos anos. Se jatinho falasse.. Se o ministro quer mesmo um código de conduta, que comece a dar o exemplo. Dia 4 de dezembro, o presidente do STF, Edson Fachin, decolou com quatro caroneiros num jatinho da FAB para Buenos Aires, onde se reuniu com Horacio Rosatti, presidente da Corte Suprema de Justiça. Dia 5 teve reunião formal, único compromisso de Fachin por lá. Hoje existe uma dezena de apps gratuitos para videoconferências na internet. Sertanejo “gospel” Pelo visto, o cantor Luciano, a exemplo do irmão Zezé de Camargo, não esconderá seu perfil à direita. Ele é atração no Maravira, no Maracanã, evento da virada gospel da Igreja Atitude, frequentada por Michelle Bolsonaro, e que tem como “pai” político do evento, um velho aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado Alexandre Knoploch (PL/RJ). Balanção da vergonha O ano foi de avanços em programas sociais, recuo em índices históricos ruins para a sócio- economia e uma grande reviravolta, com a ajuda de amigos empresários, claro, no trato comercial com o Governo Donald Trump. Mas a pecha de suspeita de corrupção segue a Era do Lula da Silva III. Olhando para trás em 2025, apenas alguns exemplos de fatos com os quais a sociedade deve ficar atenta, porque às vezes as instituições investigadoras e fiscalizadoras “se fazem de cegas”: a falência dos Correios, que de superavitário, no Governo anterior, está com rombo de R$ 20 bilhões, num assalto aliado à incompetência de um grupo de juristas companheiros. O vergonhoso resgate com jato da FAB da ex-primeira- dama do Peru, condenada por corrupção, prestes a delatar a Odebrecht na Lava Jato de lá. A deslumbrada primeira-dama daqui se metendo em tudo no Governo, e deixando o Brasil em situações constrangedoras com Elon Musk e Xi Jinping. A roubalheira bilionária no INSS e o irmão do presidente investigado em entidade que tungou R$ 300 milhões. Um dos filhos do Barba enrolado com o Careca do INSS e outro, com a “ex”, metido em negociatas no MEC. São fatos apurados pela PF, vale lembrar. A conferir se a Polícia e a Justiça – cujo andar de cima não tem dado exemplo – vão se portar como instituições republicanas. A Corte de Apelação de Roma adiou mais uma vez, nesta terça-feira (20), o julgamento sobre o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil, onde foi condenada a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao fim da audiência, o tribunal italiano considerou que não houve tempo o bastante para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro sobre a prisão em que Zambelli deverá cumprir pena caso volte ao Brasil, a Peni- tenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. O caso deverá ser agora retomado na primeira quinzena de fevereiro. Em 18 de dezembro, o tribunal italiano já havia adiado uma primeira vez a decisão sobre a extradição, após os advogados de defesa de Zambelli pedirem mais tempo para analisar documentos enviados pelo Supremo. Condenações A deputada está presa na Itália desde julho do ano pas- sado, no aguardo de um decisão sobre o pedido feito pelo governo brasileiro, que requereu a extradição após Zambelli ter sido condenada duas vezes pelo Supremo. Em uma primeira condenação, a ex-deputada foi con- siderada culpada por mandar invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em atuação com o hacker Walter Delgatti. Na segunda vez, ela foi condenada pela crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangi- mento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022. Segundo informações enviadas à Itália pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, o presídio brasileiro mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária. Zambelli fugiu dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação, isto é, pouco antes de se esgotarem todos os recursos e ser determinado o cumprimento da pena. ■ CONDENAÇÕES Tribunal italiano adia julgamento sobre extradição de Zambelli O s últimos 30 mil telefones de uso pú- blico, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028. Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida ob- rigatória do serviço. Concessões terminaram em 2025 Os contratos de concessão que incluiam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025. Adaptação desses contratos, no formato de autorizações de serviço, prevê a extinção gradual dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso de telefonia no país. Segundo a Anatel, com a proximidade do término dos contratos, "tornou-se oportuna uma discussão mais ampla sobre o atual modelo de concessão, com o fim de buscar estimular os investimentos emredes de suporte à banda larga". Nesse cenário, as concessionárias buscaram celebrar acordos coma administração pública para viabilizar a adaptação da concessão do sistema de telefonia fixa (STFC) para a moda- lidade de autorização, regida pelo regime pri- vado, informou a Agência. A mudança de regime teve um fator a mais de complexidade: uma das maiores con- cessionárias, a Oi, passa por crise financeira desde 2016, com processo de falência aberto. Orelhões em funcionamento Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão ativos em cidades onde não haja ao menos o sinal 4G para a rede móvel. Hoje a maior parte dos TUPs estão no estado de São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da Anatel. "As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de tele- comunicações com funcionalidade de voz (in- cluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas presta- doras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028", esclareceu a Anatel. A agência reguladora acrescentou que as empresas se comprometeram ainda a realizar investimentos em infraestrutura de teleco- municações no país, tais como: implantação de fibra óptica em localidades sem tal infraes- trutura, antenas da telefonia celular (tecnologia no mínimo 4G) em localidades sem tal infra- estrutura, expansão da rede de telefonia celular em municípios, implantação de cabos sub- marinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers. A base que está melhor adaptada é a da Oi, que, conta com 6.707 unidades. Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão suas redes este ano, restando em torno de 2 mil orelhões operados por elas. Os outros 500 TUPs são da empresa Ser- comtel, nos municípios de Londrina e Tama- rana, no Paraná, e só poderão ser retirados após a adaptação necessária. ■ TELEFONIA FIXA ORELHÕES SERÃO EXTINTOS EM TODO O BRASIL ATÉ O FIM DE 2028 V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 21 DE JANEIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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