Diário do Amapá - 22/01/2026

DOUGLAS LIMA EDITOR POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 22 DE JANEIRO DE 2026 11 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa A Polícia Civil, por meio da Dele- gacia Especializada em Atendi- mento à Mulher (Deam) de San- tana, cumpriu mandado de prisão pre- ventiva contra um homem de 34 anos de idade, investigado pelo crime de lesões corporais contra a namorada. De acordo com a delegada Katiuscia Pinheiro, o indivíduo é investigado por lesão corporal qualificada e apropriação indébita, uma vez que agrediu brutal- mente a vítima em via pública. “O fato ocorreu no início deste mês após uma discussão do casal dentro de um veículo. A mulher desceu do carro tentando fugir, mas o agressor a agarrou pelos cabelos e a agrediu violentamente no meio da rua. A violência continuou na residência deles, onde o acusado che- gou a morder o braço dessa vítima e causar diversos hematomas e danos se- veros em suas mãos, arrancando uma de suas unhas naturais”, contou a dele- gada. A brutalidade da ação foi registrada por câmeras de monitoramento, que confirmaram a materialidade do crime e a frieza do acusado. Após as agressões, omesmo fugiu levando o aparelho celular da mulher. Segundo levantamentos policiais, o sujeito já possui cinco boletins de ocor- rência registrados por outra ex-compa- nheira, envolvendo crimes como ameaça, invasão de domicílio, stalking e lesões corporais. “A liberdade do agressor representa um risco iminente à integridade f ísica e psicológica da vítima. As medidas pro- tetivas diversas da prisão mostram-se ineficazes diante do desrespeito frontal às normas de convivência social e do padrão obsessivo e descontrolado de- monstrado pelo agressor, razão pela qual representamos pela sua prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário”, finalizou Katiuscia. A autoridade policial ressaltou ainda, a importância das denúncias para que a polícia possa atuar nos casos de violência doméstica desde o início, para que não ocorra a escalada criminosa que culmine com as ocorrências de crimes mais graves, inclusive o feminicídio. ■ A Delegacia Especializada de Re- pressão a Fraude Eletrônica (DER- FE) desarticulou uma organização criminosa especializada em golpes vir- tuais. A operação resultou no indicia- mento de 11 pessoas e no bloqueio total de bens de todos os envolvidos, incluindo quatro pessoas jurídicas utilizadas para lavar o dinheiro do crime. A investigação teve início depois que uma vítima residente no Amapá teve um prejuízo de mais de R$ 36 mil. O fato ocorreu em março do ano passado. De acordo com a polícia, o crime ocorria emduas etapas: atração da vítima via perfil falso de loja no Instagram e contato posterior simulando uma “Falsa Central de Segurança” bancária para in- duzir transferências. Empresas de fachada e bloqueio de bens Por representação da Polícia Civil, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens das 11 pessoas f ísicas e de quatro pessoas jurídicas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro. A investigação apontou que os cri- minosos utilizavamCNPJs para dar apa- rência de legalidade às transações mi- lionárias. Entre as empresas bloqueadas, foi identificado que uma delas movi- mentou mais de R$ 300 mil em apenas 38 dias, inteiramente via PIX, superando metade de seu faturamento anual decla- rado, enquanto outras funcionavamape- nas como “contas de passagem” para dar vazão aos valores ilícitos. A rota do dinheiro e a técnica de “smurfing” O delegado Nicolas Bastos, respon- sável pelo caso, destacou o uso da técnica de lavagem de dinheiro conhe- cida como “smurfing” ou estruturação. A investigação identificou que, minutos após o golpe, os valores eram pulveri- zados em transferências quebradas — como R$ 999, R$ 998 e R$ 997 — pro- positalmente abaixo de R$ 1 mil para tentar burlar os alertas automáticos de segurança bancária. ■ Clebson Cardoso de Souza foi capturado no momento em que iria pegar plantão no Iapen; pelo que fora apurado pela Denarc, ele era responsável pelo recebimento e passagem de objetos ilícitos para dentro do chamado “Cadeião” ESQUEMA DE "FALSA CENTRAL" É DESARTICULADO PELA POLÍCIA CIVIL VIOLÊNCIA GOLPE MULHER É BRUTALMENTE AGREDIDA E TEM UNHA ARRANCADA POR AGRESSOR U m trabalho investigativo da Delegacia Especializada na Repressão de Narcóticos (Denarc) resultou na prisão de um policial penal de 35 anos de idade, que estaria envolvido diretamente com o crime organizado. Clebson Cardoso de Souza foi capturado no início da manhã desta quarta-feira, 21, durante di- ligências da “Operação Cavalo de Tróia”, no momento em que iria pegar plantão no Instituto de Ad- ministração Penitenciária (Iapen), onde é lotado. O servidor havia ingressado na segurança pública do Amapá há menos de um ano e está em estágio probatório. O titular daDenarc e que coor- denou a ação, delegado Leonardo Alves, contou que Clebson vinha sendo investigado desde agosto do ano passado, após a prisão emfla- grante de ummotociclista que es- tava portando uma arma de fogo, munições, aproximadamente um quilo de drogas e R$ 5 mil em es- pécie. “Daquela situação pra cá, houve a extração de dados do celular da- quele preso e a gente pôde identi- ficar que, supostamente, esse po- licial penal estaria envolvido na- quele contexto criminoso”, deta- lhou. O agente teve o mandando de prisão preventiva em seu desfavor. Alémdisso, ummandado de busca e apreensão também foi cumprido no bairro Provedor, no município de Santana, onde omesmo reside. Durante a ação, o telefone celular dele foi apreendido. O aparelho será submetido a extração de dados pelo Núcleo de Operações e Inte- ligência (NOI) da Polícia Civil. O objetivo é de aprofundar as inves- tigações. Pelo que fora apurado pela po- lícia, Clebson era responsável pelo recebimento e passagemde objetos ilícitos para dentro do chamado “Cadeião”. “Nada ficava com ele. A dinâ- mica era receber e logo repassar. De toda forma, acaba sendo im- putadas a ele essas situações ilícitas de tráfico de drogas e porte de arma de fogo de forma ilegal, apesar de ele ser policial, o armamento não é dele. No fim do inquérito, haverá possivelmente o indicia- mento por integrar organização criminosa”, explicou Alves. ■ CAVALO DE TRÓIA ELEN COSTA DA REDAÇÃO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO, POLICIAL PENAL É PRESO POR PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

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