Diário do Amapá - 22/01/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUINTA-FEIRA | 22 DE JANEIRO DE 2026 R elatório da Oxfam, um movi- mento global que luta contra a desigualdade, a pobreza e a injustiça, afirma que os governos estão escolhendo proteger a riqueza e o poder político dos bilionários em vez de garantir dignidade material, voz política e liberdades civis para a maio- ria da população. O relatório Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários foi lançado pela Oxfam por ocasião do Fórum Econômico Mundial de Davos 2026. “Este relatório é sobre essa escolha. Como os governos no mundo todo estão fazendo a escolha errada; eles estão optando por defender a riqueza, não a liberdade. Escolhendo o domínio dos ricos. Escolhendo reprimir a in- dignação de seu povo diante de como a vida está se tornando inacessível e insuportável, em vez de redistribuir a riqueza dos mais ricos para os de- mais”, diz o texto. O documento destaca a ampliação do poder político e o crescimento re- corde da riqueza dos bilionários, diante da estagnação da diminuição da pobreza no mundo e da redução dos direitos civis. “Em vários países, os super ricos não só acumularam mais riqueza do que jamais poderiam gastar, como também utilizaram essa riqueza para garantir o poder político para moldar as regras que definem as nossas eco- nomias e governam as nações. Ao mesmo tempo, em todo o mundo, estamos vendo uma deterioração e um retrocesso dos direitos civis e políticos da maioria; a repressão de protestos; e o silenciamento da opo- sição”. De acordo com o relatório, os bi- lionários estão se tornando ricos tam- bém politicamente e capazes de mol- dar e influenciar a política, as socie- dades e as economias. “Em nítido contraste, aqueles com menos riqueza econômica estão se tornando politi- camente pobres, com suas vozes si- lenciadas diante do crescente autori- tarismo e da supressão de direitos”. Segundo o documento, a dimi- nuição da pobreza praticamente es- tagnou, com o registro de um novo aumento da pobreza na África. “Em 2022, quase metade da população mundial (48%), ou 3,83 bilhões de pessoas, vivia na pobreza. Olhando, além da renda, para outros aspectos da pobreza, uma em cada quatro pes- soas no mundo enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave. Esse número aumentou 42,6% entre 2015 e 2024”. “A conclusão deste relatório mostra que isso não é inevitável. Os governos podem optar por defender as pessoas comuns em vez dos oligarcas. As pró- prias pessoas, quando organizadas, podem apresentar um contrapeso po- deroso à riqueza extrema. Juntos, po- demos exigir um mundo mais justo e igualitário”, conclui o texto. O documento completo pode ser acessado no site da Oxfam. ■ RELATÓRIO DA OXFAM APONTA QUE GOVERNOS OPTAM POR DEFENDER A RIQUEZA DESIGUALDADE V Foto/ World Economic Forum/CHeeney As incertezas no mercado internacional não afetaram a bolsa brasileira, que bateu recorde e fechou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez. O dólar subiu emmeio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (20) aos 166.277 pontos, com alta de 0,87%. O indicador chegou a cair durante a manhã, mas passou a subir após a abertura das bolsas nos Estados Unidos, com a migração de capitais externos para países emergentes. No fimda tarde, a bolsa desacelerou emmeio ao discurso de umano de governo do presidenteDonaldTrump, chegando a perder os 166 mil pontos. O indicador, no entanto, reagiu nos minutos finais de negociação, impulsionado por ações de mineradoras, de bancos e de petroleiras, setores com maior peso no Ibovespa. Câmbio A euforia na bolsa não se repetiu no mercado de câmbio. O dólar comercial encerrou a terça vendido a R$ 5,375, com alta de R$ 0,016 (+0,3%). A cotação iniciou o dia em forte alta, chegando a R$ 5,40 pouco antes das 11h, mas desacelerou ao longo da tarde. A escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Europa continuou nesta terça, com a ameaça do presidente francês, Emmanuel Macron, de acionar um mecanismo de defesa comercial. A retaliação permitiria à União Europeia aplicar tarifas de até 93 bilhões de euros aos produtos estadu- nidenses após Trump reiterar as ameaças de anexar a Groen- lândia e ameaçar elevar as tarifas para produtos europeus. Adecisãodoparlamentoeuropeude suspender a tramitação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos contribuiu para o aumento das tensões. Fechado em julho do ano passado, o acordo estabelecia uma tarifa de 15% dos Estados Unidos sobre produtos europeus. A diferença entre os juros brasileiros e estadunidenses ajudou a segurar as tensões sobre o mercado financeiro no Brasil. Os investidores que fugiramdas bolsas estadunidenses, que fecharamem forte queda, foramatraídos pelas altas taxas de juros no Brasil, o que reduziu a pressão sobre o dólar e a bolsa. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se para definir os rumos da Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos. ■ CÂMBIO Bolsa bate recorde e fecha acima dos 166 mil pontos pela primeira vez ●
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