Diário do Amapá - 23/01/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SEXTA-FEIRA | 23 DE JANEIRO DE 2026 O ministro da Secretaria-Ge- ral da Presidência, Guilher- me Boulos, contou, nesta quarta-feira (25), que o governo está desenvolvendo um projeto para que a população influencie direta- mente a elaboração do Orçamento da União. A iniciativa, chamada Or- çamento do Povo, visa estimular a participação cidadã na definição do dinheiro público. Segundo Boulos, o projeto deve ser lançado no próximo mês e, neste primeiro ano, será apenas didático, já que o Orçamento de 2026 já foi apro- vado e sancionado. “A ideia é, justa- mente, criar essa cultura do povo apontar o dedo e decidir o que precisa no seu município, qual a prioridade”, disse em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov. “OBrasil todo está acompanhando o escândalo do orçamento secreto. O que é o orçamento secreto? É pegar uma fatia gigante, esse ano ficou R$ 61 bilhões em emenda parlamentar e aí, muitas vezes, não tem transparência. Esse dinheiro vai pelo ralo, não se sabe para onde está indo. O que nós vamos fazer? Mostrar que é possível o povo se apropriar do orçamento do governo brasileiro”, explicou. Emenda parlamentar é uma forma de destinação de recursos do orça- mento público, indicada por deputados e senadores para finalidades específicas, geralmente para obras, serviços ou projetos em suas regiões. Com o Orçamento do Povo, se- gundo o ministro Guilherme Boulos, cada cidadão poderá votar, uma vez, em alguma proposta para ser imple- mentada em sua cidade. No primeiro ano, o objetivo é chegar a cerca de 400 municípios, incluindo todas as capitais. O projeto terá um orçamento de- finido para cada localidade e os re- cursos sairão dos ministérios que ade- rirem à iniciativa. Sete pastas já estão no Orçamento do Povo. “Por exemplo, a Saúde já ia gastar com ambulância do Samu. Então, uma parte desse gasto vamos deixar o povo definir quais são as cidades prioritárias. Então, você vai ter, por exemplo, R$ 1 milhão para ambulância ou vai poder escolher praças comWi-Fi, que é um projeto doMinistério da Comunicação; ou escolher salas de aula com ar-con- dicionado, que é um projeto de cli- matização das escolas do Ministério da Educação; ou tantos MovCEU, que é um projeto doMinistério da Cultura de levar a cultura itinerante para as comunidades”, explicou. A proposta mais votada é aquela que será entregue pelo governo, afir- mou o ministro. “Quando você cria essa cultura – de botar o dedo e dizer para onde vai o dinheiro - ninguém segura mais o povo. E é isso que a gente quer”, acrescentou Boulos. ■ POPULAÇÃO PODERÁ INFLUENCIAR NA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO DA UNIÃO DINHEIRO PÚBLICO V Foto/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Produto muito utilizado nesta época do ano, o repelente de insetos pode apresentar uma variação de preço nas farmácias de até 110%, apontou um levantamento realizado pelo Procon-SP. A pes- quisa, levou em conta o preço praticado por drogarias e farmácias em seus sites apurados no dia 15 de ja- neiro. Um dos itens que apresentou a maior diferença de preços foi um repelente spray voltado ao público infantil. Ele foi encontrado por R$ 39,90, mas podia custar mais do que o dobro em uma outra farmácia, que cobrava R$ 83,95 pelo mesmo produto. Ou seja, ao adquirir o produto mais barato, a economia seria de R$ 44,05 por unidade. O levantamento também encontrou um repelente spray de 100ml de uma determinada marca variando entre R$ 39,90 e R$ 81,90. Proteção O uso do repelente é uma medida importante de proteção à saúde pública principalmente no verão, quando o calor e as chuvas típicos da estação favorecem a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Embora já exista vacina contra a dengue, o uso do repelente ainda é importante porque o imunizante ainda não está disponível para toda a população. Além disso, o repelente - principalmente os que contém DEET, icaridina e IR 3535 em sua fórmula - ajudam na prevenção da picada do mosquito Aedes aegypti, causador de outras doenças como zika, para a qual ainda não existe vacina. O Procon recomenda que, antes de adquirir um repelente, o consumidor deve verificar se o produto possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e observar se sua fórmula contém algum ingrediente que possa lhe provocar alergia. O órgão ainda alerta que é preciso pesquisar preços e considerar o valor do frete do produto ao fazer uma compra pela internet. Também é importante verificar se o site é verdadeiro e se não consta da lista de sites não-confiáveis do Procon. ■ SAÚDE Preços de repelentes podem variar até 110%, diz Procon ●
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