Diário do Amapá - 25 e 26/01/2026
V Foto/ Laura Castor/Divulgação / Estadão O s filmes Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto marcam uma nova era no cinema brasileiro. Com indicações ao Oscar por dois anos seguidos, as produções brasileiras têm sido aclamadas pelo mundo afora. O cineasta Halder Gomes contou em entrevista ao Terra que este marco é de extrema importância para que o cinema nacional seja mais valorizado internamente. "É um feito incrível. É importante que as pessoas entendam que o cinema brasileiro não tem problema de som, que é a imagem boa ou que só tem p***, porque não é assim. O que acontece é que nos filmes americanos ao invés de 'f***-se' a legenda traduz para 'macacos me mordam"', exemplificou. O diretor traz no currículo comédias como Cine Holliúdy (2012), O Shaolin do Sertão (2016) e Bem- Vinda a Quixeramobim (2022). "Quando fala- mos de cinema brasi- leiro, falamos de pessoas que transitam em todos os filmes. Amaquiadora dos filmes do Kleber, por exemplo, é a mesma que eu uso nos meus filmes. São pessoas ex- tremamente qualificadas para colocar na tela um filme para ser possível vencedor do Oscar", elo- giou. Halder acredita que O Agente Secreto, in- dicado em quatro cate- gorias no Oscar, tem chances de levar todos os prêmios. De acordo com o cineasta, a re- presentatividade que o cinema brasileiro traz internacionalmente é uma forma de mudar a men- talidade dos brasileiros. "Esse preconceito com o cinema brasileiro precisa acabar. Acho que OAgente Secreto é uma 'voadora' de 'perna cabeluda' para acabar com isso", disse. O diretor é amigo de longa data de Kleber Men- donça Filho. "Ele sempre escreveu sobre cinema, ia para todos os festivais. A primeira crítica de cinema que eu tive foi escrita pelo Kleber. Ele era um gigante dos curtas-metragens, já ganhava prêmios no mundo inteiro e sempre foi uma referência. O Kleber é um profundo apaixonado e conhecedor de cinema, tanto é que O Agente Secreto é o que mais representa essa maestria dele", elogia. ■ Cineasta exalta cinema brasileiro após indicações ao Oscar: 'Não é só p***' VALORIZAÇÃO De acordo com o cineasta, a representativi dade que o cinema brasileiro traz internacional mente é uma forma de mudar a mentalidade dos brasileiros. Referência Trecho Do Texto O s crimes virtuais no Brasil ganharam força nos últimos anos, especialmente após a pandemia, o que expôs fragilidades no uso da internet, além da capacidade de investigação do Estado. Por causa disso, em 2020, a Polícia Civil de São Paulo criou a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do De- partamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), voltada para combater esse tipo de crime. Ao Terra, o delegado da DCCiber, Paulo Barbosa, contou que o período de isolamento social marcou uma virada no comportamento das organizações criminosas. “A gente tem um ponto de inflexão no aumento dos crimes cibernéticos a partir da pandemia, em 2020, 2021, que mudou a vida de todo mundo, mas também mudou a vida do crime”. Segundo o delegado, os criminosos perceberam ra- pidamente as vantagens do ambiente virtual. “O crime também teve que se reinventar e ele começou a entender que seria mais lucrativo, menos arriscado praticar um crime pelo computador, atrás de uma tela, do que na rua”, diz. Omovimento levou a uma migração emmassa das atividades ilícitas para o meio digital, impulsionada pela digitalização de serviços públicos e privados. A DCCiber fechou o ano de 2025 com 353 casos so- lucionados, o que representa uma média de quase uma ocorrência esclarecida por dia no estado. De janeiro a dezembro, a DCCiber realizou 138 operações, cumpriu 632 mandados judiciais e efetuou 325 indiciamentos. No mesmo período, foram apreendidos 402 celulares e 727 outros dispositivos e materiais eletrônicos, funda- mentais para a produção de provas e identificação dos autores, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). 'Crime pegou todo mundo de calça curta' Para Barbosa, a falta de educação digital da população brasileira contribuiu para esse cenário. “Não tem uma educação cibernética. Então, o crime pegou todomundo de calça curta”, afirma. Com muitas as atividades do dia a dia migrando para a internet, desde compras e consultas médicas a conversas em aplicativos de mensagens, o volume de dados circulando online se tornou um campo fértil para golpes cada vez mais sofisticados. 'Malha viária para o crime' O delegado chama atenção para o alto número de dispositivos conectados no país. “O brasileiro tem uma média de 2,4 dispositivos”, comenta, ao citar dados de uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). ■ CRIME SE REINVENTOU E VIU QUE ONLINE ERA MAIS LUCRATIVO E MENOS ARRISCADO, DIZ DELEGADO Na Copa do Mundo de 2026, Alemanha deverá deixar política de lado A pós duras críticas pelo protesto público na Copa do Catar, é improvável que a seleção alemã faça o mesmo nos Estados Unidos.O diretor esportivo da seleção alemã de futebol, Rudi Völler, enfatizou recentemente, num programa de debates esportivos na TV, que "não haverá nenhuma ordem de silêncio" aos jogadores alemães durante a próxima Copa do Mundo, mas que ele espera que não se repita uma situação, "como nesse dito desastre da braçadeira no Catar", em que haja "discussões ainda no dia do jogo". Völler se referia à polêmica da braçadeira contra homofobia "One Love" no Catar, que a Alemanha - e várias outras nações - abandonaram rapidamente após a Fifa ameaçar com sanções. Em resposta à ameaça da Fifa, os jogadores alemães protestaram antes da partida contra o Japão posando para a foto oficial com a mão cobrindo a boca. A Alemanha foi muito criticada pelos torcedores por seu gesto no Catar, mas o professor de política esportiva Jürgen Mittag, da Universidade Alemã de Esportes de Colônia, avalia que, se a equipe tivesse chegado às quartas de final, as coisas poderiam ter sido diferentes. "Mas, do jeito que foi, eles foram muito ridicularizados por se mostrarem fortes simbolicamente, mas fracos esportivamente", diz. ■ CRÍTICAS V Foto/ Paulo Pinto/Agência Brasil V Foto/ Getty Images ■ Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante as filmagens de 'O Agente Secreto' ■ Seleção da Alemanha ■ O delegado Paulo Barbosa, da DCCiber Delegado da DCCiber detalha como a falta de educação digital e sofisticação dos golpes dificultam o combate aos crimes cibernéticos GERAL DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 25 E 26 DE JANEIRO DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa GOLPES
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