Diário do Amapá - 25 e 26/01/2026
ENTREVISTA GESTOR |ENTREVISTA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 25 E 26 DE JANEIRO DE 2026 14 Em sua primeira entrevista após tomar posse no cargo de superintendente, Valdir Ribeiro fala sobre a refundação da Funasa, foco na zona rural, parcerias com municípios e entrega de melhorias sanitárias de Oiapoque ao Vale do Jari. D iário - SuperintendenteValdir Ribeiro, seja bem- vindo à Rádio Diário FM. Parabéns pelo novo desa- fio. Qual a importância dessa primeira conversa coma sociedade e principalmente comosmunicípios? Valdir Ribeiro - Muito obrigado. Agradeço ao Sistema Diário por abrir esse espaço pra iniciar umprimeiro diálogo com a comunidade e comos municípios. Eu quero que essa entrevista chegue aos muni- cípios, porque é muito importante que eles estejam atentos. A Funasa está aqui para fazer parceria e fazer comque o saneamento básico e a educação ambiental se espalhempor todo o nosso estado. Diário - Esse diálogo hoje passa a ser direto com os municípios, então? Valdir - Exatamente. A Funasa tem por objeto ajudar a desen- volver projetos na área de saneamento básico e educação am- biental. Nosso “cliente” potencial são os municípios, principal- mente os que têm zona rural e comunidades ribeirinhas. O pla- nejamento nacional para 2026 tem foco forte na região Norte, em especial a Amazônia. Então nossas ações vão se voltar com- pletamente para os municípios, inclusive para resgatar convê- nios vencidos e implementar novos projetos. Diário - Muita gente ainda não conhece a Funasa e associa ao passado, à antiga Sucam. Como foi exata- mente essa mudança que a Funasa passou? Valdir - Mudou. Infelizmente, muitos ainda associam à antiga Su- cam, mas hoje a Funasa trata especificamente de saneamento bási- co e educação ambiental. Esse espaço é importante para explicar o que a Funasa faz e por que ela é relevante, especialmente para o ges- tor municipal acessar convênios e editais. Diário - O senhor mencionou a Sucam. Ainda existem servidores dessa época em atuação? Valdir - Sim, eu ainda tenho na equipe funcionários da antiga Su- cam. E é importante lembrar que a Funasa é resultado da fusão de dois órgãos: a FESP, que atuava em saneamento em áreas distantes, e a Sucam, ligada às endemias. A Funasa existe desde 1991 e hoje concentra sua atuação em saneamento e educação ambiental. Diário - A Funasa chegou a ser extinta e depois vol- tou. O que muda nessa refundação? Valdir - A Funasa passou por um processo de extinção, com di- vergências políticas, mas felizmente continua existindo, agora num processo completo de refundação. Ummarco central é a constru- ção do Plano Nacional Rural de Saneamento Básico, porque o pla- no urbano já é robusto. Agora precisamos olhar para o rural, para comunidades tradicionais, ribeirinhas e quilombolas. E também reforçar a transparência em relação aos convênios e tudo aquilo que é ofertado pela Funasa. Diário - O senhor chegou a dizer uma frase forte: sa- neamento tem impacto direto na saúde pública. Po- deria explicar melhor? Valdir - Não existe justiça social sem saneamento básico. O sa- neamento tem impacto direto na saúde pública, porque ajuda a evitar doenças e problemas que depois sobrecarregam as unidades de saúde. E a educação ambiental é essencial para preparar comu- nidade e gestores sobre tratamento de água, coleta de lixo, módu- los sanitários e tudo isso. Diário - Já há entregas previstas no Amapá? Valdir - Sim. Emmarço, devemos inaugurar melhorias sanitárias domiciliares (MSD). Devem ser entregues 32 unidades em Vitória do Jari e 31 em Laranjal do Jari. Isso é dignidade: tem gente que não tem vaso sanitário, não tem local adequado para banho. A Fu- nasa vai, constrói, entrega e isso também é saúde pública. Diário - A Funasa é ligada ao Ministério da Saúde. Como foi sua nomeação e esse início de trabalho, es- pecialmente com a nova realidade da concessão pú- blica para a iniciativa privada? Valdir - Sim, ligada ao Ministério da Saúde. Minha nomeação saiu no dia 6 de janeiro, tomei posse no dia 9 e logo fui a Brasília para uma imersão na sede nacional, entender o processo de refun- dação e dialogar com o presidente nacional, Alexandre Mota, que é muito dedicado e hoje é ummilitante do saneamento básico. A gente se inspira nele para fazer um trabalho com excelência no Amapá. O processo de privatização passa a ser responsabilidade da empresa. O foco da Funasa é especialmente nas áreas rurais e nos municípios commenos de 50 mil habitantes, onde o interesse pri- vado não chega. A Funasa vai lá para ofertar saneamento de quali- dade. ■ Texto: CLEBER BARBOSA | Foto: IRANEI LOPES V DA/ Breno Barbosa PERFIL Graduado em História, tem experiência em diferentes esferas do Poder Legislativo, incluindo passagens na Câmara de Vereadores de Macapá, na Assembleia Legislativa do Amapá, no Senado Federal e naCâmara dos Deputados. BREVE CURRÍCULO -Além da atuação legislativa, o novo superintendente traz experiência técnica da Superintendência da Vigilância em Saúde do Estado do Amapá, nas gerências de Gestão e Logística e de Patrimônio. “Trabalhando com vigilância em saúde, há um entendimento de como o saneamento é importante para a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida da população”, explica Valdir Ribeiro. - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) anuncia a nomeação de Valdir Ribeiro como novo superintendente estadual no Amapá, no lugar da servidora Nubia Margarete Neri. Com trajetória na gestão pública e no Legislativo, Ribeiro assume o cargo com a missão de fortalecer a presença da instituição no estado e ampliar as entregas em saneamento básico e saúde ambiental, áreas fundamentais para a qualidade de vida da população amapaense. AÇÕES - Em suas primeiras agendas Ribeiro participou de reuniões na sede da Funasa, em Brasília, para realizar um levantamento técnico das capacidades da Funasa frente às demandas do Amapá. Valdir Ribeiro ■ Superintendente da Funasa concede a primeira entrevista nos estúdios da Diário FM90,9. Nãoexiste justiçasocial semsaneamento básico
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=