Diário do Amapá - 25 e 26/01/2026
POLÍCIA | POLÍCIA | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 25 E 26 DE JANEIRO DE 2026 15 FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa U m indivíduo de 18 anos de idade, identificado como EsleyMarlison Abreu Ferreira, foi assassinado a tiros na noite dessa sexta-feira, 23. A execução aconteceu em via pública, nas proximidades de uma área de pontes, na avenida Pastor Esdras, no bairro Jardim Marco Zero, zona sul de Maca- pá. De acordo cominformações da Polícia Militar, a vítima residia na zona oeste da cidade, no bairro Marabaixo III, e teria ido até o local – dominado por uma facção criminosa – comprar umaparelho celular, quando foi surpreendido por dois homens encapuzados que chegaram a pé e anunciaram um assalto. Depois, eles efetuaram vários disparos de arma de fogo contra omesmo, principalmente na cabeça. Em seguida, a dupla fugiu correndo pela avenida Remo Amoras, levando o telefone da vítima. Esley estava em uma motocicleta e carregava uma adolescente na garupa. O veículo foi deixado ao lado do corpo. A jovem foi encontrada pela polícia em estado de choque. Levantamentos realizados pela PM dão conta de que ele respondia por es- tupro de vulnerável. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). A princípio, os investi- gadores trabalham com a hipótese de latrocínio, mas a possibilidade de uma execuçãomotivada por acerto de contas não é descartada pelas autoridades com- petentes. ■ A gentes da Delegacia de Po- lícia de Calçoene prenderam um homem de 30 anos de idade, que estava foragido do Ins- tituto de Administração Peniten- ciária (Iapen) do Amapá. A captura do fugitivo ocorreu no bairro Comunicação, por meio do cumprimento de mandado de recaptura. Segundo informações, o indi- víduo é condenado judicialmente pelo crime de homicídio qualificado e cumpria pena no sistema prisio- nal, de onde foi liberado para a saída temporária de Natal e não retornou, passando à condição de foragido. Ele teve o mandado de prisão expedido em seu desfavor. Após o cumprimento da ordem judicial, foi encaminhado à audiência de custódia e, em seguida, mandado de volta para a cadeia. ■ PROSSEGUIMENTO O cabo Diego Andrade foi colocado em liberdade na audiência de custódia, com o uso de tornozeleira eletrônica; a Justiça determinou ainda, que o agente não poderá ter acesso a armamentos, pelo menos enquanto durar a investigação EM CALÇOENE, FORAGIDO DO IAPEN É CAPTURADO PELA POLÍCIA CIVIL HOMICÍDIO PRISÃO COMPASSAGEMPOR ESTUPRO DE VULNERÁVEL, JOVEMÉ EXECUTADONO JARDIMMARCO ZERO A pós ser preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munição de uso restrito, o cabo da Polícia Militar, Diego Andrade, foi colocado em liberdade na audiência de custódia, como uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça determinou ainda que o agente não poderá ter acesso a armas, pelomenos enquanto durar a investigação. Neste sábado, 24, os delegados responsáveis pela investigação que resultou na detenção do militar participaram do Programa ‘Togas e Becas’, na Diário FM, e falaram sobre o caso. Mauro Ramos, titular da 3ª Delegacia Fluvial, explicou que como acontece na maioria das vezes uma denúncia ajudou a polícia a encabeçar a investigação. “As características que foram repassadas, que eram específicas, detalhando a tatuagem que ele tinha no braço, o estereótipo, o tipo de carro que ele andava e, até mesmo o manejo dele que ocorreu recentemente de Laranjal do Jari para Macapá, foi fundamental para darmos andamento nos levantamentos”. As investigações duraram uma semana e aconteceram de maneira integrada com o Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) da Polícia Civil e a Divisão de Inteli- gência da Polícia Militar. O delegado frisou que embora haja informações que Diego oferecia armas de fogo nas redes sociais, o flagrante contra ele se deu devido à arma comnumeração suprimida encontrada dentro do veículo e a munição de fuzil calibre 556 que foi encontrada dentro da residência dele. “Ainda não temos a confirmação que ele tenha ligação com facções criminosas, nem mesmo do comércio ilegal e armas de fogo, que foi a denúncia inicial. O que sabemos, é que ele fazia o oferecimento desses armamentos em grupos de Wahtsapp que ele participava, inclusive, perguntava se alguém tinha arma para vender. Ou seja, ele tratava abertamente desse tipo de negociação. Mas, ainda estamos extraindo dados, do próprio celular dele que foi apreendido, para identificarmos e confir- mamos essas supostas vendas e chegarmos a possíveis compradores”, detalhou Ramos, com- pletando que a respeito da munição de fuzil, que é de uso exclusivo, o policial não estava participando de nenhum curso específico den- tro da instituição, que justificasse a posse da mesma. A pistola com numeração raspada foi en- caminhada para perícia. A partir da identi- ficação numérica a polícia pretende chegar à origem do armamento e dar prosseguimento nas investigações. O delegado Éder Martel, coordenador do NOI, destacou o trabalho das forças de se- gurança em cortar na própria carne inte- grantes que atuam na contramão da conduta policial. ■ DELEGADOS APURAM VENDA DE ARMAS POR POLICIAL MILITAR ELEN COSTA DA REDAÇÃO
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