Diário do Amapá - 25 e 26/01/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 25 E 26 DE JANEIRO DE 2026 O Fundo Garantidor de Cré- ditos (FGC) já realizou pa- gamentos de R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até o fim da tarde desta sexta-feira (23). O volume corresponde a 66,4% do valor total previsto para desem- bolso e alcança 67,3% dos investi- dores com direito à garantia. Os pagamentos começaram na tarde de segunda-feira (19) e ga- nharam ritmo após ajustes técnicos que melhoraram o desempenho dos sistemas do fundo. Segundo o FGC, cerca de 2,8 mil pedidos por hora estão sendo processadas por meio do aplicativo, o equivalente a 46 pedidos por minuto. Em nota, o fundo afirmou que as equipes seguemmonitorando os sistemas de forma contínua para acelerar os repasses. No entanto, alertou que procedimentos de se- gurança e prevenção a fraudes po- dem exigir etapas adicionais de ve- rificação, o que pode afetar os prazos individuais de liberação dos recur- sos. O FGC estima a necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias re- lacionadas ao Banco Master, liqui- dado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro. O valor re- presenta cerca de um terço dos re- cursos disponíveis no fundo. Will Bank Além do Master, o FGC terá de honrar garantias relacionadas ao Will Bank, que teve a liquidação decretada nesta semana pelo Banco Central. A estimativa é de um de- sembolso adicional de R$ 6,3 bi- lhões. O início desses pagamentos de- pende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante no- meado pelo BC e ainda não há prazo definido para a liberação dos valo- res. O fundo destacou que, como o Will Bank integra o conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. Assim, clientes que já tenham recebido o teto máximo na liquidação de outras instituições do grupo não terão valores adicionais a receber. “O credor que já recebeu o valor limite da garantia de R$ 250 mil não terá novos pagamentos, uma vez que todas as instituições per- tencem ao mesmo conglomerado financeiro”, informou o FGC. O Banco Master foi alvo de li- quidação extrajudicial em 18 de no- vembro, no mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de frau- des bilionárias. Ele foi posterior- mente solto e responde às investi- gações em liberdade, sob medidas cautelares. ■ FGC PAGOU R$ 26 BI A 67% DOS CREDORES DO BANCO MASTER INVESTIDORES V Foto/ José Cruz/Agência Brasil/Arquivo A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que cir- culam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial. Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Im- posto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. "Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente benefi- ciados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025", destacou a Receita no comunicado. De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras. Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR. Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação. ■ TRIBUTAÇÃO Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso ●
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