Diário do Amapá - 27/01/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 27 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A felicidade deve ser como café quente feito na hora. Colocar na garrafa térmica é dar nossa contribuição para sua conservação. Dizia um lavrador amigo que para ele felicidade é acordar bem cedo e sobre o frio de maio dar uma puxada gostosa no cigarro de palha. A intensidade emque buscamos a felicidade é proporcional a intensidade que o conquistamos. O que vemos habitualmente é café amanhecido e frio. Nós seres humanos temos muita preguiça de requentar o café.Sentir seu gosto adocicado e conservar o paladar é a preocupação que deve rodear os pretendentes da felicidade. Diz a filosofia popular que na vida não há felicidade e sim momentos felizes, contrariando esta máxima o que existe realmente é felicidade quase permanente contrario que o sofrimento e a dor é que são momentâneos. Primeiro sintoma de quem é feliz é não andar no mesmo caminho sempre e com os mesmo passos. Devemos ter a sintonia de compreender os tamanhos dos passos a ser dados. Buscar novos trajetos nos levam a sensação de alivio existencial. Depois não sentir que a vida é um fato consumado. Ter sempre a sensação de novos horizontes juntamente com sua força interior potente nos conduzirá a qualquer distancia imaginada. Compreender que os incômodos psicológicos diários podem ser diminuídos ou até eliminados. O apego à dor é instrumentos destruidores de arco íris. O mundo moderno está contaminado pelos vírus pungentes de ocultação da alegria. O ser humano está resistente em abrir seu interior e jogar nele simplicidade e gratuidade e o amor os três sustentáculos fixa a felicidade ao nosso redor. Acreditar que todo amanhecer é sempre novo e que novas oportunidades surgem com o nascer do sol. Dando a nós a possibilidade de nova cons- trução erguida com a sabedoria de quem já errou. Devemos evitar marcos em nossas vidas, pois não tendo como andar para frente a tendência é retro- ceder. Instantaneidade do objetivo alcançado devem ser um trampolim que nos impulsiona além de nossas pretensões. O durante da conquista deve nos fazer permanecer fortemente na luta. Nada nos devem intimidar e fazer evaporar nossos sonhos retidos. Eles deverão ser teimosos. Os obstáculos encontrados devem ser retirados compaciência e determinação. Existe em qualquer conquista pedras impregnadas ao chão dificultando demasiadamente sua locomoção. E com alavanca e jeito devemos retirar com força de nosso intimo. O nascedouro de qualquer concretização é tosco e frágil.Mas nós seres humanos devemos impulsionar com fluxo inicial de uma fonte, ou seja, com toda intensidade. As manhãs devem ser como baú aberto.No seu fundo só devem conter coisas positivas significativas. E nós devemos remexer diariamente. Levar para superf ícies as alegrias retidas e conter no seu fundo distante de nosso mundo as mazelas por ventura encontradas. Quando o dia abre devem nascer em nosso intimo a doçura de viver vindo de um aroma novo de ummundo que nos oferece a possibilidade de acertos diários. Felicidade é sair da cama para o amanhecer comamotivação de um jogador de futebol numa decisão de copa do mundo. E nós como guerreiro de nossas próprias guerra intimas devemos deslocar para nossas trincheiras e colocar emposição estratégica, pois somente assimpoderemos ser atiradores só de alvos certeiros. ■ A felicidade acorda com o amanhecer Acreditar que todo amanhecer é sempre novo e que novas oportunidades surgem com o nascer do sol. Dando a nós a possibilidade de nova construção erguida com a sabedoria de quem já errou. MARCELOFURTADO E-mail: daniela@pineapplehub.com.br CEO da Convenia A lgumas pessoas citam a Bíblia em Latim! Parecem desconhecer que a escrita da Palavra de Deus tenha uma história complica- díssima. Veja-se que Papias de Hierápolis, que ouviu alguns apóstolos, preferia a tradição oral à escrita, segundo Eusébio. Os judeus (e israelitas) falavam hebraico e usaram o alfabeto (script) fenício, também chamado de páleo-hebraico, para escrever parte da Palavra de Deus (embora não tenhamos cópias). Em 586 a.C., o Templo foi destruído e o povo judeu foi levado para a Babilônia e teve que aprender aramaico e... Esqueceu o hebraico. Os próprios escribas e saduceus passaram a usar o alfabeto aramaico, inclusive escreveram partes da Bíblia em aramaico (língua). Uma cu- riosidade, os essênios tinham textos em aramaico e grego, mas pre- servavam o famoso Tetragrama (nome de Deus, Javé) em alfabeto fenício, chamado por eles de alfabeto sagrado (hoje, os judeus chamam sagrado o alfabeto derivado do aramaico qua- drático, chamado K'tav Ashuri (Escrita Assíria), agora, Alephbet. Creio que os essênios tinham os textos em grego porque os dois alfabetos "hebraicos" não tinham vogais e, juntando copias imprecisas, tornaram muitos trechos incompreensíveis. Ou seja, ler hebraico é ter que traduzir algo obscuro para a fala. Muitos judeus que viviam no Egito (diáspora), em Alexandria, desaprenderam o hebraico e aramaico e tiveram que traduzir a Palavra de Deus para o grego koiné e até escreveram al- gumas histórias (os deuterocanônicos) durante os séculos III e II a.C., versão conhecida como Septuaginta ou LXX. Quando se traduz para outra língua, o tra- dutor interpreta o original, sempre perde algum sentido. Mas por estar mais perto dos escritores originais, a LXX deve ser a mais precisa e até melhor que o original, veja-se que os essênios e os cristãos primitivos a usavam. Muito da teologia cristã está na LXX e não na Hebraica, como, p.ex ., "uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel", a versão hebraica fala diferente. O Império Romano começou falando grego, a língua do Alexandre, mas impôs o Latim em alguns séculos, quando apareceram traduções da Bíblia, as chamadas Vetus Latina. O Papa Dâmaso resolveu organizar e chamou Jerônimo. Ele completou o serviço no ano 405. Porém, consolidou as modificações que os judeus massoretas introduziram no AT, erro que os Protestantes seguiram... Sola Scriptura de uma Bíblia alterada e que já não era Scriptura Sola... Nessa época de Jerônimo, Santo Agostinho já escrevia sobre as mudanças que o Latim sofria. Pelo século IX já se identificava uma nova língua que seria conhecida como Português. A primeira Bíblia de nossa língua apareceu no século XVII, a Almeida, ele usou o grego, o hebraico e o latim, seguiu o esquema de Jerônimo (incluía os deute- rocanônicos, chamando-os de apócrifos). Mas, somente após o Concílio Vaticano II, a Missa passa a ser rezada no vernáculo. Estudar Latim é extremamente importante, pois mais de 1500 anos de Cristianismo está preservado nessa língua. Hoje, ler a Bíblia em Latim é passar por um intermediário nada útil. Basta-nos o grego koiné. ■ Para que Latim na Igreja? Nessa época de Jerônimo, Santo Agostinho já escrevia sobre as mudanças que o Latim sofria. Pelo século IX já se identi)cava uma nova língua que seria conhecida como Português. E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO

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