Diário do Amapá - 27/01/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 27 DE JANEIRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS FEMINICÍDIO - Paula Barroso foi morta a tiros, domingo à noite, pelo companheiro e pai dos dois filhos dela, chamado Alcir, que fugiu, mas foi preso nesta segunda, 26. Paula disputou vários títulos de beleza. ■ CIÚMES - Para a delegada Marina Guimarães, da DEAM, Alciderico Santos e Paula Barroso, ela com 30 anos, tinham histórico de brigas constantes - por ciúmes, supõe-se. Viviam há 10 anos em união estável e, juntos, tinham 2 filhos - um de 7 e outro de 10 anos de idade. ■ SUSPEITO - “Eu não matei ‘porra nenhuma’… Foi um acidente, a arma disparou”, disse Alciderico Santos à Diário FM (Elen Costa), sobre a morte da miss Paula Barroso, por assassinato, supõe-se. ■ Contagem regressiva Faltam4 dias para a inauguração do “Porto do Povo”, emSantana, e o senador esteve na obra nesta segunda (26) para acompanhar os trabalhos. Lá segue avançando para a entrega que vai acontecer na próxima sexta (30). A passarela que vai ligar a sede do Porto no solo ao cais flutuante, onde vão atracar os navios, está no local e já aponta grandes mudanças na paisagemdo lugar. Alguém temdúvida que vai virar umponto turístico?! De casa nova Primeiro amapaense de carreira que poderá chefiar DPE-AP, Igor Giusti, que está com nome à disposição do governador Clécio, para nomeação, foi o único que se inscreveu para o cargo. Assim, não teve necessidade de integrar uma lista tríplice. Dando eco aos bastidores, Clécio teria escolhido o União Brasil para novo teto partidário, e que filiação, articulada por Davi Alcolumbre, já acontece na sexta, à tarde. Assim, Clécio já está mais do que pronto para disputar a reeleição ao GEA, como manda o figurino. Igor Valente Giusti foi aclamado pelos colegas de repartição como indicado para substituir José Rodrigues na DPE-AP. Morador de Santana, caso venha a ser nomeado pelo governador Clécio, ele será o primeiro amapaense defensor público-geral. Carreira No sentir do presidente do TRE-AP, desembargador Carmo Antônio, tecnologia da informação, para as eleições gerais deste ano, será usada com más intenções, como nunca, daí todos terem de ficar bem alertas, inclusive a própria Justiça Eleitoral. Problema Amapaense, em outubro, irá às urnas para escolher o PR, governador do estado, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Votos Três assassinatos, um deles feminicídio, além de alguns casos de prisões e apreensões por drogas, agitaram a crônica policial amapaense, no fim de semana. Violência Concessionária de saneamento, CSA, em nota, garante que encheu de água carros-pipa que deram suporte ao Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio de sexta passada no Buritizal, e descarta qualquer omissão de sua parte acerca do assunto. Ação Ex-Setrap, Valdinei Amanajás assume a Superintendência de Microcrédito da CACTVS Instituição de Pagamento S.A. Credenciada pela CEF e regulada pelo Bacen, a instituição, através do MIDR, está ligada ao fomento produtivo para agricultores, pescadores e pequenos produtores rurais. Tem forte atuação no Norte/Centro- Oeste, por onde mantém unidades de atendimento diversificado. Prestígio Camilo Santana, chefe da educação do país, amanhece terça, 27, em Macapá, para agenda na capital e interior, nos âmbitos da Unifap e Ifap. Visita Solto Ensino superior em nível federal será a bola da vez nesta terça-feira, 27, com presença no Amapá do ministro da educação, Camilo Santana, que fará entregas na Unifap, em Macapá, e no Campus de Oiapoque; ele também fará o lançamento do Ifap Fluvial. Agenda H ouve um tempo em que caminhar por uma rua era quase uma aula de história e estética. As casas tinhamidentidade, personalidade e intenção. Eramconstruídas para durar, para abrigar famílias grandes, histórias longas e gerações inteiras. Havia janelas dese- nhadas com cuidado, fachadas pensadas para dialogar com a cidade, varandas generosas onde a vida acontecia sem pressa. Não por acaso, muitas dessas construções atravessaram décadas e hoje são protegidas não apenas por lei, mas pela memória coletiva. No Brasil de ontem, casa era projeto de vida. Tinha cinco, seis quartos, sala ampla, copa separada, cozinha espaçosa, quintal, varanda e alpendre. Havia espaço para o silêncio e para o barulho, para o convívio e para o des- canso. A arquitetura tinha alma porque havia tempo, zelo e, sobretudo, profissionais que pensavam o morar como algo maior do que simplesmente empilhar pare- des. Hoje, o cenário mudou drasticamente. As cidades se enchem de habitações que parecem caixas empilhadas, comtelhados improvisados, fachadas genéricas e nenhuma intenção estética. São construções sembrilho, sem iden- tidade, sem memória futura. Em muitos casos, sequer passam pelas mãos de um arquiteto ou engenheiro. O que deveria ser abrigo virou produto. O que deveria ser casa virou metragem vendável. Um estudo recente aponta que, nos Estados Unidos, as casas estão ficandomenores ano após ano. Adaptando essa realidade aoBrasil, o fenômeno é aindamais agressivo. Aqui, a redução não é apenas estatística, é cultural. Onde antes uma casa popular tinha facilmente 120 ou 150 metros quadrados, hoje se entrega algo com 50, 45 ou menos. E não para por aí. A tendência aponta para unidades cada vezmais compactas, chamadas de embriões, pensadas para crescer que quase nunca crescem. Nos prédios, o encolhimento é ainda mais evidente. Surgem os lofts de um único cômodo, onde sala, quarto e cozinha dividem o mesmo espaço, separados apenas pela imaginação do morador. Um banheiro completa o conjunto. Viver vira umexercício de adaptação constante. Dormir, comer, trabalhar e descansar nomesmo ambiente passa a ser tratado como modernidade, quando na verdade é apenas necessidade disfarçada de tendência. É claro que há fatores econômicos por trás disso. O preço da terra, o custo da construção, a especulação imobiliária e a renda comprimida empurramo brasileiro para espaços cada vez menores. Mas há também uma perda simbólica que quase ninguém discute. Ao reduzir a casa, reduz-se também a experiência de morar. Reduz- se o convívio, o silêncio, a privacidade e até a possibilidade de imaginar o futuro naquele espaço. A casa deixou de ser pensada para o longo prazo. Não se constrói mais imaginando filhos, netos ou enve- lhecimento. Constrói-se para caber no orçamento do mês e atender ao anúncio imobiliário. O morar virou transação. A arquitetura virou custo. O resultado são ci- dades mais densas, mais cinzas e emocionalmente mais apertadas. Não se trata de romantizar o passado nem ignorar as transformações inevitáveis do mundo urbano. Mas é impossível não perceber que, ao aceitar casas cada vez menores e sem alma, estamos normalizando uma vida mais restrita,mais silenciosa emenos humana. Oproblema não é o tamanho em si, mas a ausência de intenção, de cuidado e de projeto. ■ A arquitetura perdeu a alma e as casas diminuiram E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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