Diário do Amapá - 28/01/2026

V Foto/ Reprodução/Instagram V oar de helicóptero para o trabalho, ganhar até R$ 60 mil por mês e ter cerca de 250 dias de folga por ano pode soar como um emprego dos sonhos. É essa a rotina da norueguesa Amalie Lundstad, de 30 anos, que trabalha há quatro anos em uma plataforma de petróleo no Mar do Norte. O alto salário e a extensa folga, no entanto, vêm acompanhados de riscos elevados e de uma rotina exigente. As informações são do jornal sueco Ex- pressen. Amalie atua na operação e no monitoramento dos sistemas produtivos da plataforma. O regime de trabalho é intenso: duas semanas consecu- tivas embarcada, segui- das por quatro semanas de descanso em terra firme. Quando inicia um turno, ela sai de Oslo, viaja até Bergen e, após exames de saúde, segue de helicóptero até a pla- taforma. A remuneração anual chega a 1,3 milhão de coroas norueguesas, cerca de R$ 720 mil. Formada em quími- ca industrial, Amalie tra- balha como técnica de processos. A rotina co- meça com a passagem de turno, rondas pela instalação e a prepara- ção das atividades do dia. Os horários variam entre turnos diurnos e noturnos, que se alter- nam a cada ciclo. “Ne- nhum dia é igual ao ou- tro”, afirma. Fora do ex- pediente, a plataforma ofe- rece academia, salas de lazer e até simuladores, embora o cansaço após os turnos seja frequente. Ela é uma das poucas mulheres no local, dominado majoritariamente por homens, e diz já estar acos- tumada ao ambiente. Apesar da estrutura e do rigor operacional, Amalie ressalta que o trabalho envolve perigos constantes. Plataformas de petróleo estão entre os ambientes industriais mais arriscados do mundo: apenas nos Estados Unidos, 409 trabalha- dores morreram entre 2014 e 2019, segundo o CDC. “A segurança é a nossa maior prioridade”, diz. Todas as tarefas são rigidamente controladas e rea- lizadas em duplas, com checagens constantes. ■ Trabalho dos sonhos: Mulher de 30 anos ganha R$ 60 mil e tem 250 dias de folga; mas risco é alto ROTINA INTENSA Plataformas de petróleo estão entre os ambientes industriais mais arriscados do mundo: apenas nos Estados Unidos, 409 trabalhadores morreram entre 2014 e 2019, segundo o CDC. Perigos Trecho Do Texto O comandante da Patrulha de Fronteira dos Es- tados Unidos, Gregory Bovino, responsável por operações federais de imigração emMin- neapolis, deixará o cargo de comandante em missão especial e será realocado, segundo informações da agência Reuters e do jornal e New York Times pu- blicadas nesta segunda-feira, 26. A mudança acontece após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, que foi baleado por um agente federal durante uma ação na cidade. Pretti foi morto durante uma abordagem de agentes de imigração há cerca de duas semanas. O caso ocorreu pouco depois da morte de outra cidadã americana em uma operação semelhante na região. Após o episódio, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o enfermeiro representava uma ameaça aos agentes. A versão foi confirmada por Bovino, que chegou a dizer, sem provas, que Pretti planejava um “massacre” contra policiais. De acordo com o New York Times, a decisão de retirar Bovino do comando emMinneapolis foi tomada após essas declarações. O jornal informou ainda que parte dos agentes federais que foram enviados para a cidade deve começar a deixar a região nesta terça- feira, 27. A revista e Atlantic afirma que Bovino pode retornar à Califórnia, onde ocupava um cargo anterior e estaria próximo da aposentadoria. A Casa Branca, no entanto, nega que ele tenha sido afastado e afirma que o agente segue como uma “peça funda- mental” da equipe do ex-presidente Donald Trump. A morte de Pretti provocou protestos contra as operações anti-imigração e críticas de autoridades locais. O Departamento de Segurança Interna sustenta que o enfermeiro estava armado e sacou a arma, justi- ficando os disparos. Essa versão é contestada por uma análise em vídeo feita pelo New York Times, que não encontrou indícios de que Pretti tenha sacado uma arma ou de que os agentes soubessem que ele estava armado. O governador de Minnesota, TimWalz, definiu as imagens como “revoltantes” e afirmou que o estado não confia no governo federal para conduzir a inves- tigação. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ques- tionou quantas pessoas ainda precisarão morrer para que as operações federais de imigração na cidade sejam encerradas. ■ CHEFE DE OPERAÇÃO ANTI-IMIGRAÇÃO NOS EUA, GREGORY BOVINO É REALOCADO APÓS MORTE DE ENFERMEIRO Apresentador do SporTV relaciona comemoração de Kennedy, do Flu, a facção criminosa O apresentador Marcelo Barreto, do SporTV, polemizou ao comentar a comemoração de John Kennedy no clássico entre Fluminense e Flamengo. Segundo o jornalista, ao vestir a máscara de um urso, o jogador do Tricolor carioca teria feito uma menção a uma organização criminosa do Rio de Janei- ro. “Esse foi momento que considero bem questionável do clássico. A máscara do urso faz menção a uma organização cri- minosa do Rio de Janeiro. Temum rap também, meio complicado”, disse Barreto. Na hora, Isabelle Suarez, que participava do programa, alertou que o urso é o apelido que Kennedy tinha nas categorias de base do Fluminense. No entanto, Barreto voltou a ressaltar seu incô- modo. “Ficou essa relação, não sei se talvez ele pudesse evitar, é direito dele. Cada um comemora do jeito que quiser, não vou ser sommelier de comemoração. Mas me incomoda”, completou. De fato, como destacou Isabelle, Kennedy usava a comemoração desde as categorias de base do Fluminense. Isso, inclusive, virou ações de marketing do clube, com a Tropa do Urso lotando o Maracanã de máscaras. Em 2021, Kennedy disse que o urso estava relacionado à "fome de gol". Dois anos depois, afirmou que seu empresário quis criar as garras como uma comemoração imponente. ■ INCÔMODO V Foto/ DW / Deutsche Welle V Foto/ Reprodução/Sportv ■ Amalie Lundstad, de 30 anos, trabalha há quatro anos em uma plataforma de petróleo no Mar do Norte ■ Kennedy e sua máscara de urso ■ Bovino se tornou figura central dos confrontos do ICE com civis nos EUA Mudança foi feita após agente da equipe de Bovino matar a tiros o enfermeiro Alex Pretti, em Minneapolis; Casa Branca nega GERAL QUARTA-FEIRA | 28 DE JANEIRO DE 2026 13 | GERAL | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa PROTESTOS

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