Diário do Amapá - 28/01/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 28 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A revista Popular Science elegeu as 50 maiores inovações de 2025 e publicou no mês de dezembro passado. A revista existe desde maio de 1872. Trago aqui algumas que julgo mais inte- ressantes e que todos nós devemos prestar atenção, afinal é o nosso futuro, de nossos filhos também. Como trabalho no desenvolvimento de tecnologia espacial, tenho que destacar o módulo Blue Ghost, da empresa Firefly Aerospace, que foi o primeiro veículo comercial a pousar suavemente na Lua. A Firefly foi recentemente contratada pela NASA para entregar instru- mentos científicos e tecnológicos no polo sul lunar, uma área crucial para o estudo do gelo de água e a futura exploração humana, isso visando futuras missões Artemis. Outro marco foi a Missão BepiColombo, para estudar Mercúrio, um planeta dif ícil de alcançar devido à proximidade do sol. A espaçonave carrega dois orbitadores, um cons- truído pela ESA (Agência Espacial da Europa) e outro pela JAXA (Agência Espacial Japonesa), que mapearão a superf ície de Mercúrio, estu- darão sua fina atmosfera e seu campo magnético e analisarão sua estrutura interna. Essas medidas ajudarão os cientistas a entender como os pla- netas rochosos se formam e evoluem. Em janeiro, entrou em operação uma Boeing 787-9 da Japan Airlines com revestimento com formato de microestrias que estabiliza o fluxo de ar, reduz a turbulência e aumenta a eficiência de combustível. Essa tecnologia não é novidade, baseia-se na pele de tubarão. A aeronave teve uma redução de 0,24% no arrasto, promovendo uma economia anual de 119 toneladas de com- bustível e 381 toneladas de emissão de CO2. Outra interessante inovação está no uso do Sódio ao invés do Lítio em baterias de íons. É a estação portátil de energia Pioneer Na da BLUETTI. Ela armazena menos energia ( por quilograma), mas oferecem a grande vantagem de funcionar no frio, além de ser muito mais abundante e barato. Já a empresa finlandesa Polar Night Energy colocou em operação uma Bateria de Areia. Em vez de armazenar eletricidade, esta bateria térmica armazena calor em um cilindro de aço isolado de aproxima- damente 13 por 15 metros. O sistema usa o excesso de eletricidade da rede para aquecer a areia, armazenando até 100 MWh de energia por meses. Quando necessário, o ar ambiente frio passa por dentro, e atinge temperaturas entre 60 e 400 graus Celsius. Ao contrário das baterias convencionais, a areia não se degrada, nem pega fogo, e a bateria tem uma vida útil esperada de 30 anos. O custo por quilowatt- hora armazenado também é menor. A LENZ Therapeutics desenvolveu e lançou no mercado o colírio VIZZ que corrige a presbiopia, problema relacionado à idade. As gotas recém-aprovadas são suficientes para melhorar a visão em três ou mais linhas da tabela oftalmológica em apenas 30 minutos. Encerrando, o Centro Médico da Universidade de Duke desenvolveu uma técnica que torna viável a doação de corações de bebês que tenham morte circulatória, não somente morte cerebral. Isso pode salvar a vida de mais de duzentos bebês só nos Estados Unidos e que morrem na fila esperando por um coração. ■ Inovações de 2025 A LENZ Therapeutics desenvolveu e lançou no mercado o colírio VIZZ que corrige a presbiopia, problema relacionado à idade. As gotas recém- aprovadas são suficientes para melhorar a visão em três ou mais linhas da tabela oftalmológica em apenas 30 minutos. E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior MARIO EUGENIO I nverno tem tainha em Santa Catarina. Fico fascinado pelo fe- nômeno fabuloso do tempo frio que é puxar as redes com to- neladas e toneladas de tainha. É de uma beleza incomensurá- vel. E eu que nunca liguei muito para o peixe em si, só gostava da tainha feito cambira, aquela escalada, salgada e secada ao sol, tenho comido tainha recheada (com ova, camarão, farinha e tem- peros, como aprendi com minha mãe), caldo de tainha, que fica uma delícia e tainha frita. Nada como morar aqui, pertinho de onde acontece o milagre dos peixes. Então faço água na boca da minha amiga Fátima de Laguna e ela me pede, como leitora do meu blog, que eu dê as receitas e ensine como fazer a cambira e o caldo. Muito pouca gente sabe, mesmo os nativos da ilha, pelo que tenho percebido, ao perguntar para alguns, que a cambira é a tainha escalada. A gente pega ela, já sem escamas, eviscerada, sem cabeça e abre ela de fora a fora, cortando encosta- dinho à espinha. Depois é só salgar, dos dois lados, bem salgado – isso é escalar, conforme quem mora na beira do mar e conforme o Aurélio, também. Aí é só pegar um dia de sol e deixar ela secar. Não é preciso deixar torrar, em um ou dois dias ela fica marronzinha e a cambira está pronta, pode ser consumida. É dessalgar – ferver trocando de água umas duas ou três vezes, fritar ou grelhar e comer com o que preferir, mas eu não sei de nada melhor do que um pirão de água. Ah, não sabem o que é pirão de água? É só ferver água, colocar farinha de mandioca no prato, despejar a água quente em cima e misturar. Aí é juntar a cambira, fechar a porta e comer. Faça um molho de limão com pimenta, mais ardida ou menos ardida, como preferir, e regue a cambira. Já o caldo de tainha é feito como os outros caldos de peixe. Minha mãe ensinou assim: pique alguns tomates, sem pele e sem sementes ou como preferir. Refogue cebola e alho bem picados com manjericão ou alfavaca (não pode faltar, é condição sine qua non), acrescente o tomate e outros temperos verdes, a gosto, coloque água o suficiente para a quantidade de peixe que vai co- zinhar e não esqueça o sal. Eu não ligo para a cor, mas para quem gosta, pode usar colorau ou massa de tomate. Fervendo o caldo, coloque a tainha cortada em postas e temperada anteriormente com limão, sal e manjericão. Não deixe cozinhar muito, para o peixe não se desmanchar. Já dá pra fazer o pirão com o caldo e fa- rinha de mandioca e comer com o peixe cozido, que está uma delícia. Não é fácil? Jaraguá, Corupá e redondezas têm o privilégio de ficar relati- vamente perto de São Francisco, Barra Velha, Barra do Sul, o que possibilita a tainha fresquinha no inverno. Isso é um privilégio. ■ Comer tainha no inverno Já o caldo de tainha é feito como os outros caldos de peixe. Minha mãe ensinou assim: pique alguns tomates, sem pele e sem sementes ou como preferir. Refogue cebola e alho bem picados com manjericão ou alfavaca (não pode faltar, é condição sine qua non)... E-mail: lcaescritor@gmail.com Presidente do Grupo Literário A ILHA/SC LUIZCARLOSAMORIM
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=