Diário do Amapá - 29/01/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 29 DE JANEIRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ALAVANCADA - Em novembro/2025, o Caged registrou 678 empregos formais em Pedra Branca do Amapari, onde números confirmam novo ciclo econômico com a retomada da mineração no município. Para o prefeito Marcelo Pantoja (UB), dados mostram não só a força da atividade mineral, mas também o avanço no setor produtivo. ■ CHAMAMENTO - Clécio anuncia convocação de mais 37 aprovados no concurso da Sefaz. Nesta quarta (28), o GEA também convocou 30 aprovados da 1ª turma do concurso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar. ■ Vai, não vai Apesar da Arquitetura ser o foco da vez, Adrianna Ramos não descarta administrar um tempinho a mais para uma nova candidatura - mas ainda sem revelar a que e nem por quem (partido). Já exerceu 4 mandatos na vereança e, mais recentemente, foi Secretária da Mulher, no governo Clécio. Mudança de ares… Teles Jr. ainda segue saindo pela tangente sobre voo solo na eleição de outubro. “Ainda dando tempo ao tempo, pessoal!”, tem dito a interlocutores impacientes. O adeus de Clécio ao Solidariedade deixa de ser ‘suspeita infundada’. Chamado de canto por Davi, ele [Clécio] não resistiu mimos de ‘pé de ouvido’, e a partir dessa sexta, 30, já estará indo às ruas empunhando bandeira do União Brasil. E com direito a fogos e clarinadas em ato de filiação na quadra da Igreja Jesus de Nazaré, no bairro do mesmo nome. Acácio Favacho, e com MDB junto, pode até apoiar Clécio, mas não será por mera adesão. Vai querer lugar à mesa e, com vez e voz, indicar o vice na chapa para a reeleição de outubro - no eco ao eco dos bastidores. Ser ou não ser… Atual presidente da FAF, Roberto Góes tentará novo mandato na eleição marcada para 5 de outubro. E com grande possibilidade de aclamação, mesmo porque talvez não tenha adversário. Recondução Delegado aposentado da Polícia Civil do Amapá, Ronaldo Coelho foi nomeado pelo governador Clécio Luís como Gerente Geral do Projeto “Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras - Enafron, no estado. Confiança Na volta do recesso parlamentar, presidente do Davi Alcolumbre (Senado) pretende priorizar articulação para aprovar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O Planalto ainda finaliza a mensagem que será enviada ao Congresso com o texto do acordo, mas já se sabe que o grupo deverá contar com o próprio Alcolumbre e com outros parlamentares convidados por ele. Prioridade Rodolfo Vale, que concorreu a estadual pelo PCdoB em 2022, mas sem chegada, deve agora desocupar ‘banquinho’ e assumir titularidade na Alap, graças à renúncia de Paulo Nogueira. E, consumada alteração, se muda de malas e cuias para o União Brasil, por onde pretende ir às urnas, em outubro. Tabuleiro político Ninguém vai meter mão no bolso para engrossar torcidas no desfile carnavalesco em fevereiro, no Sambódromo. É de graça!!! Palavra de Davi e Clécio. 0800 Espera Enfim, Santana logo, logo vai poder contemplar bem mais e melhor a beleza do Rio Amazonas, a partir da janela que se abre com a inauguração do Porto do Povo - sexta 30, às 9h, com cerimônia liderada pelo Senador Randolfe Rodrigues, um dos baluartes da obra. É o ‘Terminal de Passageiros’ que finalmente vira realidade, depois de 69 anos de espera. Força total H á ummistério nacional que passa despercebido entre o arroz e o feijão. O ser humano passa a maior parte da vida sentado. Não é metáfora. É estatística bruta, fria e sem piedade. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos, o cidadão médio dedica 1,24 hora por dia a comer e beber. Feitas as contas, esse vício nacional chamado soma, em 80 anos de vida o sujeito passa cerca de 36 mil horas mastigando. Dá mais de quatro anos conversando com o prato. Se o bife tivesse me- mória, pediria indenização por danos morais. E isso é só o começo do escândalo. Um em cada quatro adultos admite passar mais de oito horas por dia sentado, segundo dados do CDC resumidos pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. O indivíduo acorda cansado de tanto descansar. Dorme sete horas deitado. Passa meia hora Angindo que acordou. Mais meia hora tentando entender quem é e onde está. O chamado “acordar verdadeiro”, fenômeno que a ciência ainda estuda com cautela e cafeína. O homem contemporâneo é um ser horizontali- zado. Deita para dormir. Senta para viver. Reclina para pensar. Se Darwin estivesse vivo, escreveria sobre a seleção natural observando uma Ala de aero- porto. A evolução premiou quem encontrou a melhor cadeira. No passado, esse território exótico onde tudo era desconfortável, o homem primitivo passava horas caminhando. Andava para caçar. Andava para fugir. Andava para procurar água, abrigo e algum sentido que ainda não tinha nome. Não havia mesa. Havia pedra, tronco e improviso. Depois vieram as embar- cações, os animais, as rodas. O progresso começou no dia em que alguém pensou que dava para fazer tudo isso sentado. A civilização talvez tenha começado não com o fogo, mas com o banco de madeira. A mesa surge então como personagem central dessa comédia humana. Especialmente a mesa com- prida. Ela pode estar no mercado, na escola, no es- critório, na cantina ou na sala de estar e continua sendo mesa, Arme, autoritária e indiferente ao drama humano. A mesa não é exatamente um objeto. É um dispositivo social disfarçado de móvel. Não promete inclusão. Os estudiosos chamam isso de comensalidade. Um nome bonito para descrever o caos organizado de comer junto. A mesa comprida abriga tudo ao mesmo tempo. A intimidade e a distância. A piada infame e o silêncio constrangedor. A vontade de Acar e o desejo ardente de fugir alegando dor de cabeça. É um palco onde ninguém ensaiou, mas todos repre- sentam com convicção. E não se enganem. Os lugares à mesa jamais são neutros. Quem senta na cabeceira manda, mesmo quando Ange humildade. Quem chega primeiro es- colhe. Quem chega depois obedece. Quem levanta antes se justiAca com o corpo. São regras invisíveis, porémmais rígidas que o Código Penal. Comer junto sempre foi uma técnica social poderosíssima. Hoje a modernidade não acabou com o ritual. Apenas o transformou em rotina cronometrada. O refeitório da empresa, a cantina da escola, a sala de descanso do escritório tratam a alimentação como obrigação logística. Come-se em trinta minutos regulamentares. Conversa-se até o café esfriar. Depois volta-se ao tra- balho como se nada tivesse acontecido, o que quase sempre é verdade. ■ Pesquisa dos EUA mostra hábitos já sabidos E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ
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