Diário do Amapá - 29/01/2026
Da bomba A Acelen ampliou participação no abastecimento de gasolina em Pernambuco e no Maranhão, respondendo por 32% e 33% do combustível nos Estados, respectivamente. A expansão ocorre da Refinaria de Mataripe, e cabotagem via os portos de Suape (PE) e Itaqui (MA). O volume médio comercializado de 2022 a 2025 cresceu 35%. Casar na praia Casar fora do País é forte tendência entre brasileiros e o Caribe é o destino preferido dos brasileiros, sobretudo Punta Cana e Cancún. Segundo a Cheers Travel, empresa especializada em serviços para casamento no Caribe, planejamento é fator decisivo para sucesso da celebração. O tempo ideal de organização varia entre oito e 18 meses. A força da IA O mercado global de reconhecimento facial deve atingir US$ 120 bilhões até 2029, embalado pelos avanços em IA, edge computing, autenticação 3D e da demanda por mais segurança. A projeção faz parte de relatório da idenX, que mapeia as principais tendências do uso da biometria facial no setor de eventos nos próximos anos. Se jatinho falasse.. Se o ministro quer mesmo um código de conduta, que comece a dar o exemplo. Dia 4 de dezembro, o presidente do STF, Edson Fachin, decolou com quatro caroneiros num jatinho da FAB para Buenos Aires, onde se reuniu com Horacio Rosatti, presidente da Corte Suprema de Justiça. Dia 5 teve reunião formal, único compromisso de Fachin por lá. Hoje existe uma dezena de apps gratuitos para videoconferências na internet. Sertanejo “gospel” Pelo visto, o cantor Luciano, a exemplo do irmão Zezé de Camargo, não esconderá seu perfil à direita. Ele é atração no Maravira, no Maracanã, evento da virada gospel da Igreja Atitude, frequentada por Michelle Bolsonaro, e que tem como “pai” político do evento, um velho aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado Alexandre Knoploch (PL/RJ). Balanção da vergonha O ano foi de avanços em programas sociais, recuo em índices históricos ruins para a sócio- economia e uma grande reviravolta, com a ajuda de amigos empresários, claro, no trato comercial com o Governo Donald Trump. Mas a pecha de suspeita de corrupção segue a Era do Lula da Silva III. Olhando para trás em 2025, apenas alguns exemplos de fatos com os quais a sociedade deve ficar atenta, porque às vezes as instituições investigadoras e fiscalizadoras “se fazem de cegas”: a falência dos Correios, que de superavitário, no Governo anterior, está com rombo de R$ 20 bilhões, num assalto aliado à incompetência de um grupo de juristas companheiros. O vergonhoso resgate com jato da FAB da ex-primeira- dama do Peru, condenada por corrupção, prestes a delatar a Odebrecht na Lava Jato de lá. A deslumbrada primeira-dama daqui se metendo em tudo no Governo, e deixando o Brasil em situações constrangedoras com Elon Musk e Xi Jinping. A roubalheira bilionária no INSS e o irmão do presidente investigado em entidade que tungou R$ 300 milhões. Um dos filhos do Barba enrolado com o Careca do INSS e outro, com a “ex”, metido em negociatas no MEC. São fatos apurados pela PF, vale lembrar. A conferir se a Polícia e a Justiça – cujo andar de cima não tem dado exemplo – vão se portar como instituições republicanas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta ter- ça-feira (27) que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro bilateral com o presidente do país, Donald Trump. A reunião ocorrerá na Casa Branca, em Was- hington. Lula confirmou a viagem ao chegar ao Panamá, na América Central, onde participará como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, a convite do país anfitrião. O evento será nesta quarta-feira (28). "No começo demarço eu vou fazer uma viagemaWashington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais de- mocracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado pre- cisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos", disse o presidente emrápida conversa com jornalistas na chegada ao hotel na Cidade do Panamá. "Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós", acrescentou. Lula e Trump conversarampor telefone na segunda-feira e trataramde diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado, de acordo com nota oficial do Palácio do Planalto. No Panamá, Lula também foi questionado sobre a crise na Venezuela e a presença militar dos EUA no Caribe. Ele disse conversou duas vezes com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, ainda nos dias que se seguiram à invasão militar norte-americana, em Caracas, mas que vai ligar novamente para a sucessora de Nicolás Maduro. "Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que era muito recente. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano", afirmou Lula. ■ "OLHO NO OLHO" Lula diz que viajará a Washington em março para encontro com Trump E ntre 2000 e 2025, de 4.321 pessoas que responderam por violar os direitos de trabalhadoras e trabalhadores, 1.578 fo- ramabsolvidas (37%) e apenas 191 (4%) foram condenadas por todos os crimes atribuídos a elas. Neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, um núcleo da Universidade Federal deMinasGerais (UFMG), integrado por advogados e estudantes de di- reito, divulga levantamento mostrando a du- rabilidade da lógica escravista nas relações profissionais. De acordo com a Clínica de Trabalho Es- cravo e Tráfico de Pessoas da instituição, também corresponderam a 4% (178) os réus com condenação parcial. Outra constatação foi relacionada ao tempo que as ações penais levam para conclusão - chegar ao estado de transitado em julgado - na Justiça Federal: 2.636 dias, o equivalente a mais de sete anos. No período, o total de vítimas é de 19.947 - a maioria, 3.936, do gênero masculino, contra 385 mulheres. Os dados, retirados do Jusbrasil, são pú- blicos e revelam ainda a dificuldade que as vítimas têmpara comprovar o crime. A clínica da UFMG observou uma exigência, presente em diversas decisões judiciais analisadas, de demonstrarem que os patrões os impediu de ir e vir livremente - na lei, isso é colocado como restrição direta da liberdade de loco- moção. Os integrantes da clínica pretendem dis- ponibilizar os dados em um painel interativo, alimentado pelo Jusbrasil, com inteligência artificial. A ferramenta permitirá a visualização de indicadores como duração dos processos, decisões judiciais, regiões do país, tipos de provas e desfechos das ações. Desalinhamento entre poderes À frente da Clínica, o juiz federal Carlos BorlidoHaddad culpa o Poder Judiciário pelos decepcionantes resultados das ações movi- das. "A legislação é magnífica. O problema é a aplicação", resumiu Haddad, em entrevista à Agência Brasil. "A nossa atuação fica um pouco limitada diante do sistema." Uma década atrás, completa o coorde- nador, o tráfico de pessoas era visto, namaioria das vezes, junto com a exploração sexual das vítimas, perspectiva desmontada ao longo dos anos. Para Haddad, os atendimentos de quem chega à clínica são parecidos com os dos Estados Unidos e do México. A observação sobre a similaridade é per- tinente pela história da equipe. A clínica integra uma rede internacional, com outras demesmamissão, como uma da Universidade de Michigan, inspiração para o Instituto Tec- nológico Autónomo de México, na capital mexicana Haddad entende que no tratamento inicial, os atendimentos não diferem entre si, mas sim nas etapas posteriores à comunicação dos fatos às equipes das clínicas. No caso dos Estados Unidos, exemplifica, o pragmatismo que lhe é característico agiliza a tramitação. O domínio do funcionamento da Justiça é fundamental nessa avaliação. Segundo Had- dad, a clínica que coordena ajuda muito as vítimas, lidando com suas denúncias indivi- dualmente, esforço complementar ao do Mi- nistério Público do Trabalho (MPT), sempre empenhado com foco nos interesses coletivos das ocorrências. ■ DIREITOS HUMANOS TRABALHO ESCRAVO: SÓ 4% DOS RÉUS RECEBEM PENAS SOBRE TODOS OS CRIMES V Foto/ Wellyngton Souza/Sesp-MT ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 29 DE JANEIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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