Diário do Amapá - 30/01/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 30 DE JANEIRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA A sensação de insegurança está entre as três maiores reclamações e preocupações da sociedade brasileira. A população dos grandes centros urbanos convive há muito tempo entre as mi- lhares de ocorrências de roubos e furtos, em sua maioria, cometidos por menores infratores. É crescente o número de crimes que são frutos de ações de crianças e adolescentes, muitos armados e violen- tos. Além da sensação de incerteza de um futuro digno, indaga-se qual é a razão que motiva jovens a escolherem uma vida com ações e erros que são punidos pelo Estado? Não se pode olvidar que, esse corpo de infratores encontram apoio em aliciadores, traficantes e sujeitos as- sociados as autoridades que comandam o uni- verso criminoso. Entretanto, há de se concordar que a posição das crianças, jovens e adolescentes oferece fomento a insegurança à uma sociedade desacertada. Nota-se que, para dirimir a si- tuação, o remédio que possibilita a instalação dos jovens em um cenário oposto é a educação. Assim, é dever da população lutar para a conquista de uma educação de qualidade, pro- jetada em desviar as crianças e adolescentes das ruas e inseri-los em um ambiente de ensino especializado. É fundamental desarmar as crianças e adolescentes e guia-los para as salas de aula. As principais armas devem ser os livros, as canetas e os cadernos. Aliados ao respeito aos direitos e deveres deste público, na maioria das vezes, tão negligenciado no momento da construção das políticas públicas da União, dos Estados e dos Municípios. Prementemente, é essencial que a sociedade na condição de eleitores, escolham a figura le- gislativa que trabalhe pela preocupação na adoção de políticas públicas de prevenção em combate à violência juvenil, incentivando um modo de educação que, obrigatoriamente, vincule todos os jovens brasileiros a permanecerem em um ambiente escolar integral, com agenda para refeições, descanso, aulas práticas, aulas técnicas, acesso a cursos e estágios remunerados dentro da rede de ensino. Assim, haverão estímulos aos estudantes a permanecerem em acessão ao processo de educação. Não se pode desprezar o fato de que a violência é o problema que mais aflige a sociedade e, se não a educação, não há outra possibilidade que supere o cenário da escassez de oportunidade e de dif ícil acesso à educação de qualidade. Recrutar a ação policial já provou não ser o caminho ideal e, insistir que a solução seja intensificar as ações policiais para conter o número de crimes que assola a população, já não pode ser considerada uma saída para o problema. O ponto de partida para a transformação, portanto, é a escolha de representantes políticos que possibilitem o avanço a diretrizes nacionais voltadas às crianças e aos adolescentes brasileiros. ■ Prementemente, é essencial que a sociedade na condição de eleitores, escolham a figura legislativa que trabalhe pela preocupação na adoção de políticas públicas de prevenção em combate à violência juvenil, incentivando um modo de educação que, obrigatoriamente. Educação é o caminho para isentar os jovens da marginalização E-mail: caio@libris.com.br Pedagogo WAGNER SILVA Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br H á vinte anos, cansado de receber críticas sobre meus escritos de Maria, comecei a estudar o fenômeno do evangelismo brasileiro por observação de vários pregadores televisivos. Até gostava de alguns que, inclusive, dizia não entender de teologia ou liturgia, mas de religiosidade e fé. E nisso tinha um discurso convincente. Fiquei chocado ao ver que algumas seitas ditas cristãs defendam até o aborto. Também causa espécie ver que algumas defendem uma teologia da prosperidade, algo tão nefasto que me faz duvidar da veracidade cristã dessas, afinal não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Lc 16,13). E como têm “cristãos” que adoram dinheiro, luxo, sexo ilícito, comilança e o poder. De uns tempos para cá, passei a admirar um pastor evangélico que imitava o estilo do Padre Léo. No início eu considerava esse pastor como alguém que roubava um personagem católico, mas quando ele admitiu assistir e seguir o estilo do Padre, passei a considerar mais como uma home- nagem. Recentemente, vi um vídeo dele aceitando Maria como uma mulher diferenciada, ou seja, aceitando algumas posições católicas, Porém, nega outras com argumentos fáceis: (1) Maria engravidou de Cristo tendo relações sexuais com José; (2) Maria não pode ser mãe de Deus (tese que em grego é chamada de Teotokos) porque Deus é mais velho que Maria. Acredito que os evangélicos conhecem bem o Antigo Testamento, então será fácil ver qu, foi Isaías (7,14) quem profetizou: por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. Portanto, Maria engravidou do Espírito Santo de Deus e não de José, mesmo porque é ele mesmo quem afirma que não teve relações sexuais com ela: Maria estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo (Mt 1,18-20). Quanto à idade de Deus, aí é preciso um esforço de raciocínio, pois o Deus dos judeus e dos cristãos é um "deus" que não tem origem, Ele existe antes do tempo, antes do espaço. Quando o espaço-tempo foi criado no Big Bang (?), Deus já existia. Assim, não faz sentido afirmar o tempo de Deus porque ele era antes do tempo. O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. Assim, Jesus não é criado, já existia, mas se encarnou em Maria, tornando- se humano. Lembre-se que o ser humano já fora criado à imagem e semelhança e, conforme Gênesis (1,26; 2,7), pelas mãos e sopro do Deus Trino: façamos). De qualquer forma, aceitar que Maria era extraordinária já é uma grande aproximação, afinal, "desde agora, todas as gerações me chamarão bem- aventurada" (Lc 2,48 da Almeida), e isso significa todos, de todos os tempos, católicos, protestantes e evangélicos. ■ O Pastor parece aplicar a Cristo o mesmo que acontece conosco, Deus nos dá espírito e alma na concepção, com a participação do homem (Adão) e da Mulher (Eva). Mas no caso de Cristo, somente há a participação divina. A Mariologia do Evangélico MARIO EUGENIO
RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=