Diário do Amapá - 01 e 02/02/2026
Da bomba A Acelen ampliou participação no abastecimento de gasolina em Pernambuco e no Maranhão, respondendo por 32% e 33% do combustível nos Estados, respectivamente. A expansão ocorre da Refinaria de Mataripe, e cabotagem via os portos de Suape (PE) e Itaqui (MA). O volume médio comercializado de 2022 a 2025 cresceu 35%. Casar na praia Casar fora do País é forte tendência entre brasileiros e o Caribe é o destino preferido dos brasileiros, sobretudo Punta Cana e Cancún. Segundo a Cheers Travel, empresa especializada em serviços para casamento no Caribe, planejamento é fator decisivo para sucesso da celebração. O tempo ideal de organização varia entre oito e 18 meses. A força da IA O mercado global de reconhecimento facial deve atingir US$ 120 bilhões até 2029, embalado pelos avanços em IA, edge computing, autenticação 3D e da demanda por mais segurança. A projeção faz parte de relatório da idenX, que mapeia as principais tendências do uso da biometria facial no setor de eventos nos próximos anos. Se jatinho falasse.. Se o ministro quer mesmo um código de conduta, que comece a dar o exemplo. Dia 4 de dezembro, o presidente do STF, Edson Fachin, decolou com quatro caroneiros num jatinho da FAB para Buenos Aires, onde se reuniu com Horacio Rosatti, presidente da Corte Suprema de Justiça. Dia 5 teve reunião formal, único compromisso de Fachin por lá. Hoje existe uma dezena de apps gratuitos para videoconferências na internet. Sertanejo “gospel” Pelo visto, o cantor Luciano, a exemplo do irmão Zezé de Camargo, não esconderá seu perfil à direita. Ele é atração no Maravira, no Maracanã, evento da virada gospel da Igreja Atitude, frequentada por Michelle Bolsonaro, e que tem como “pai” político do evento, um velho aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado Alexandre Knoploch (PL/RJ). Balanção da vergonha O ano foi de avanços em programas sociais, recuo em índices históricos ruins para a sócio- economia e uma grande reviravolta, com a ajuda de amigos empresários, claro, no trato comercial com o Governo Donald Trump. Mas a pecha de suspeita de corrupção segue a Era do Lula da Silva III. Olhando para trás em 2025, apenas alguns exemplos de fatos com os quais a sociedade deve ficar atenta, porque às vezes as instituições investigadoras e fiscalizadoras “se fazem de cegas”: a falência dos Correios, que de superavitário, no Governo anterior, está com rombo de R$ 20 bilhões, num assalto aliado à incompetência de um grupo de juristas companheiros. O vergonhoso resgate com jato da FAB da ex-primeira- dama do Peru, condenada por corrupção, prestes a delatar a Odebrecht na Lava Jato de lá. A deslumbrada primeira-dama daqui se metendo em tudo no Governo, e deixando o Brasil em situações constrangedoras com Elon Musk e Xi Jinping. A roubalheira bilionária no INSS e o irmão do presidente investigado em entidade que tungou R$ 300 milhões. Um dos filhos do Barba enrolado com o Careca do INSS e outro, com a “ex”, metido em negociatas no MEC. São fatos apurados pela PF, vale lembrar. A conferir se a Polícia e a Justiça – cujo andar de cima não tem dado exemplo – vão se portar como instituições republicanas. A família do brasileiro Matheus Silveira, detido pelo ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, aguarda e pede explicações sobre a demora da extradição dele para o Brasil. Se- gundo a família, ele já tinha autorização para sair dos Estados Unidos, mas está preso desde novembro. Matheus foi transferido esta semana para um centro de detenção migratória no estado da Lousiana. Segundo a família, nem mesmo a advogada do jovem recebe informações sobre o caso. “O tratamento é horroroso, é desumano, ele fica lá perdido. A alimentação é péssima, é pouca, a gente têm que pagar pela comida. A ligação é muito cara e não pode ficar ligando porque tem que pagar. O com- binado era para ele ir para esse outro centro de detenção próximo ao aeroporto e dois dias depois embarcar”, conta a mãe do Matheus, Luciana Santos de Paula Matheus mora nos Estados Unidos desde 2019, e desde 2024 é casado com a americana Hanna Silveira, que é militar e advogada. O jovem foi preso por agentes do ICE, a polícia de imigração, logo depois da última etapa para receber o greencard. Já detido, ele desistiu do processo para conseguir o visto per- manente e pediu a saída voluntária do país, mas até hoje não foi atendido. “Não era para ele estar passando por isso. O juiz determinou a saída dele do país. Se eles não querem ele lá, por que estão prendendo ele lá? É muito cruel isso. A gente não entende isso e ninguém dá uma ex- plicação”, lamenta a mãe. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência consular ao brasileiro e à família dele. ■ PRESO Família cobra extradição de brasileiro detido pelo ICE nos EUA O Brasil registrou 84.760 casos de de- saparecimento de pessoas em 2025. O número equivale a 232 sumiços diários e o resultado é 4,1% superior ao de 2024, quando foram registrados 81.406 de- saparecimentos. Os dados do Sistema Nacional de In- formações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que nem a criação da Política Na- cional de Busca de Pessoas Desaparecidas, em 2019, foi capaz de conter a escalada do problema. Naquele ano, foram contabili- zados 81.306 ocorrências – resultado 4,2% inferior ao do ano passado. A legislação estabelece um conjunto de diretrizes e ações integradas com o objetivo de agilizar e articular a localização de pessoas desa- parecidas no país, com foco na cooperação entre órgãos de segurança, saúde e assis- tência social. Desde 2015 (75.916), o total de pessoas desaparecidas no Brasil só recuou em 2020 (63.151) e 2021 (67.362). Segundo especia- listas, devido às restrições decorrentes da pandemia da covid-19 que, entre outras coisas, dificultaram o acesso às delegacias, ampliando a subnotificação. “Há um consenso de que esta queda momentânea foi causada pela pandemia, pelo fato das pessoas terem que ficar em casa”, afirmou à Agência Brasil a coordena- dora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universi- dade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues. Pessoas localizadas O total de pessoas localizadas também vem aumentando desde o início desta dé- cada. Em 2020, 37.561 pessoas dadas como desaparecidas reapareceram ou foram lo- calizadas. Em 2025, este número saltou para 56.688 – alta de 51% no período e de 2% em relação a 2024, quando foram loca- lizadas 55.530 pessoas. De acordo com Simone, o avanço reflete tanto o crescente número de casos, quanto um aprimoramento das estratégias e ferra- mentas de busca. “Tenho visto ummaior empenho, prin- cipalmente nos últimos dois anos, em pro- mover a interoperabilidade dos dados, a comunicação entre as instituições [federais, estaduais e municipais]”, disse a advogada e doutora em ciência política. Para Simone, os dados oficiais não dão conta da real complexidade do problema. Inclusive porque, segundo ela, muitos de- saparecimentos estão associados a crimes não esclarecidos. A exemplo do recente caso da corretora Daiane Alves de Souza, 43 anos, em Caldas Novas (GO). Desaparecida em 17 de dezembro do ano passado, após ser filmada no elevador do condomínio onde morava, seu corpo foi encontrado na última quarta-feira (28), abandonado em uma área de mata, em avançado estado de decomposição. Acusado de ter cometido o crime junto com seu filho, o síndico do prédio onde Daiana mo- rava, Cléber Rosa de Oliveira, confessou ter assassinado a corretora e indicou o local onde o corpo dela estava. ■ SUMIÇOS DIÁRIOS BRASIL REGISTROU 84,7 MIL DESAPARECIDOS EM 2025; MÉDIA DE 232 POR DIA V Foto/ Paulo Pinto/Agencia Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 01 E 02 DE FEVEREIRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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