Diário do Amapá - 01 e 02/02/2026

FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 01 E 02 DE FEVEREIRO DE 2026 O governo federal decidiu prorrogar até 20 de março o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimentode valores descontados indevidamente de seus benef ícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, a decisão pretende garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segun- da-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS. O prazo original se encerraria em 14 de fevereiro. Em nota, o INSS informou que mantém contato diário com a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, cobrando explicações e providências. ADataprev comunicouao INSSque faráumamanutenção que deixará os sistemas indisponíveis a partir desta terça- feira (27) até domingo, 1º de fevereiro. ■ DESCONTOS INDEVIDOS Governo prorroga até março prazo para pedido de ressarcimento do INSS ● A s exportações brasileiras de serviços alcançaramo valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Bra- sileiro de Serviços emNúmeros (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) peloMinistério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança co- mercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país. Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, semo destrinchamento dos números. Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o con- junto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. OComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do minis- tério, que inclui ferramentas como o Co- mex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas. Desenvolvido pela Secretaria de Co- mércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à com- petitividade do setor de serviços na in- serção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros co- merciais. Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e De- senvolvimento Econômico, "A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota. De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, em- presários e associações identifiquemopor- tunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços. Dependência de capitais externos Apesar das exportações recordes de serviços em 2025, o Brasil tem um déficit crônico na balança do setor. No ano pas- sado, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, como saldo ficando negativo em US$ 52,94 bilhões. Somado ao alto volume de remessas de lucros para o ex- terior em 2025, o país fechou o ano passado comdéficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas. O déficit nas contas externas poderia ser o dobro não fosse o superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial no ano passado. Na prática, rombos nas con- tas externas indicam dependência de re- cursos financeiros, como o da bolsa de valores, e de investimentos diretos de empresas estrangeiras no Brasil para o país fechar o balanço de pagamentos, au- mentar as reservas internacionais e impedir a desvalorização do real. ■ EXPORTAÇÕES DE SERVIÇOS BATEM RECORDE E ALCANÇAM US$ 51,8 BI EM 2025 ESTATÍSTICAS V Foto/ Marcello Casal JrAgência Brasil

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